Poesia de Ruy Belo no palco do Constantino Nery

"Odeio este tempo detergente" pode ser visto em Matosinhos no sábado, 6 de abril, às 21h30.

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poesia de ruy belo
A poesia de Ruy Belo foi adaptada à peça "Odeio este tempo detergente"

A poesia de Ruy Belo dá o mote para o espetáculo “Odeio este tempo detergente”, que no sábado, às 21h30, sobe ao palco do Teatro Municipal de Matosinhos-Constantino Nery. Concebido por Ana Nave, que divide a interpretação com Maria João Luis, o espetáculo, baseado em 17 poemas, mergulha na melancolia e nas perplexidades de um dos maiores poetas portugueses do século XX.

Conjugando-se com as notas da guitarra interpretada ao vivo por José Peixoto, poemas como ‘Certas formas de nojo’, ‘Espaço preenchido’, ‘Povoamento’, ‘Elogio de Maria Teresa’ e ‘Um dia não muito longe, não muito perto’ remetem para um corpo poético atravessado por uma ideia de construção feita de casas, pássaros, árvores, homens em trânsito, jogos de luzes e sombras com o espaço e o tempo.

«Mas eu aqui completamente envolto neste tempo detergente/é da segunda-feira e da semana que preciso pois/posso lutar melhor por uma luz melhor/do que esta luz do mar à hora do entardecer/É da cidade é da publicidade é da perversidade/que preciso e não tenho aqui na praia», escreveu Ruy Belo. E as palavras, selecionadas por Rui Lagartinho, tomam agora as vozes de Ana Nave e Maria João Luis, e contam o aborrecimento e a efemeridade que talvez sejam ainda os nossos e os de todos os tempos.

A subtil ironia da poesia de Ruy Belo

Estreado em março no Teatro S. Luiz, em Lisboa, o espetáculo iniciou recentemente uma digressão por vários palcos nacionais, apresentando-se em Matosinhos também com as subtis ironias da poesia de Ruy Belo, que dialogava com as vogais e as consoantes. «Venho da vida e trago uma gramática», escreveu.

O espectáculo integra ainda histórias pessoais contadas pela mulher de «riso claro» e «graça inesperada» invocada no poema ‘Elogio de Maria Teresa’, dialogando igualmente com as histórias daquela década de 1960 que os versos de Belo habitaram, quais melopeias sufocadas de humanidade e perplexidade.

“Odeio este tempo detergente”

Direcção artística: Ana Nave
Interpretação: Maria João Luis e Ana Nave
Selecção de poemas e dramaturgia: Rui Lagartinho
Direcção Musical e interpretação: José Peixoto
Desenho de luz e Direcção Técnica: João Cachulo
Operação Técnica em digressão: João Cachulo e Sérgio Joaquim
Vídeo e Fotografias: Nuno ‘Azelpds’ Almeida
Figurinos: Rafaela Mapril
Produção executiva: Mónica Talina e Vítor Alves Brotas
Apoio à circulação: Fundação GDA
Uma co-produção São Luiz Teatro Municipal com Arte33
Para maiores de 12 anos. Preço dos bilhetes 7,50€. Para crianças até aos 14 anos, estudantes e maiores de 65 anos: 5€. Desconto de 20% para compras superiores a 10 bilhetes.

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