vizinho amigo

Numa altura em que a pandemia apresenta números avassaladores dia após dia, o Vizinho Amigo não podia ficar indiferente a esta nova realidade. Os números dos voluntários disponíveis são cada vez mais elevados e estão espalhados por todo o país. O movimento Vizinho Amigo revela que tem recebido feedback de voluntários prontos a ajudar os milhares profissionais de saúde.

Martim Ferreira, líder do movimento, revela que “O Serviço Nacional de Saúde está num estado caótico e tem, nesta altura, recursos muito limitados. Todos os dias ouvimos falar de menos camas disponíveis e mais doentes em UCI. Os médicos estão muito debilitados psicologicamente e, isso é um sinal claro de que é preciso ajudar. A visibilidade que temos pode tornar-se um bom ponto de partida para criar uma rede de voluntariado para ajudar o SNS”.

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O jovem revela que a ideia passa por aproveitar os enormes recursos humanos que neste momento disponibilizam – pessoas jovens e vitais – e mobilizar a ajuda para a realização de todo o tipo de tarefas para as quais não sejam necessários conhecimentos médicos. “Temos já uma base de dados com pessoas em praticamente todos os municípios do país, o que facilita esta missão. O próximo passo é perceber onde e em que tarefas alocar os voluntários”. Martim diz ainda que, apesar dos esforços para contactar o SNS, não obtiveram nenhuma resposta. Nesse sentido, apela: “Precisamos que espalhem a palavra, precisamos de chegar até ao SNS. Se trabalhas no SNS ou se conheces alguém que trabalha, faz chegar a nossa mensagem. Queremos ajudar, mas ainda não sabemos como. Das tarefas mais urgentes às menos urgentes, queremos ajudar, contudo, sem colocar em causa o trabalho dos profissionais de saúde que tanto lutam por nós”.

Iniciativa “Vizinho Amigo” conta já com 7000 voluntários

Apesar do papel do Vizinho Amigo continuar a ser a proteção das pessoas dos grupos de risco, a grande oferta de voluntários permite-lhes ir mais longe. “O Movimento Vizinho Amigo é uma família de quase 7000 membros composta por pessoas resilientes, corajosas e trabalhadoras. Temos voluntários alocados para atender a todos os pedidos de ajuda, pois não esquecemos a razão por qual nascemos. Mas a grande oferta de voluntários e a sua fervorosa vontade de ajudar faz-nos crer que podemos ser uma mais valia para o SNS. Os voluntários de apoio aos grupos de risco não seriam os mesmos que iriam para a linha da frente. Não esquecemos que é a segurança dos grupos mais frágeis que mais importa nos tempos que correm, e naturalmente, não a queremos comprometer”.

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Saiba como ajudar em: vizinhoamigo.org

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Catarina Campos | [email protected]

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