sexo em portugal
Segundo o inquérito sobre sexo em Portugal e o equilíbrio de poder nas relações realizado, 90% dos homens reconhecem práticas contra a vontade das companheiras

Mais de três quartos das mulheres dizem ter ido, alguma vez, contra a sua vontade para agradar ao companheiro e cerca de metade teve mesmo práticas sexuais não desejadas, revela um inquérito sobre sexo em Portugal e o equilíbrio de poder nas relações. A situação é corroborada pelos homens, com 90% a confessar que, na hora da intimidade, as companheiras já acederam aos seus desejos, mesmo sem vontade.

Mais de 75% das mulheres dizem que, em algum momento da relação, se anularam ou foram contra a sua vontade para agradar aos companheiros. Cerca de 60% fizeram-no pelo menos uma vez e 11,9% muitas vezes, enquanto que, para 5,1%, esta é uma situação comum na vida diária.

Os dados são de um inquérito realizado em março pela marca portuguesa Flame Love Shop, em que participaram mulheres e homens, com o objetivo de conhecer alguns aspetos sobre sexo em Portugal e o equilíbrio de poder nas relações. “Os resultados revelam que as mulheres têm ganho poder no contexto da relação, mas que ainda subsiste algum domínio masculino, em termos emocionais e sexuais”, explica Irina Marques, especialista em Sexologia Educacional e diretora da Flame Love Shop.

De acordo com os resultados do inquérito, os homens têm consciência que elas lhes fazem as vontades: 75,5% confessa que as companheiras se submetem algumas vezes ou quase sempre ao que eles querem, contra os seus próprios desejos. Mesmo assim, quase 90% dos homens considera que as mulheres têm o mesmo poder para decidir sobre os aspetos que afetam a relação.

Para ganhar ou equilibrar a relação de poder nos relacionamentos, “a mulher deve procurar o conhecimento de si própria, do seu lado emocional, mas também do seu corpo; aceitar-se como é e tirar vantagem das suas caraterísticas únicas; fazer valer e não ter medo de falar sobre os seus desejos; e, também, não deixar que os comportamentos abusivos se tornem uma prática na relação”, aconselha Irina Marques.

Mais de 90% dos homens admitem que situação já aconteceu

Em termos sexuais, cerca de metade das mulheres inquiridas (49,2%) já teve práticas para agradar o companheiro, mesmo sem vontade. Deste grupo, perto de 45,8% fê-lo pelo menos uma vez e 3,4% muitas vezes. Mais de 90% dos homens admitem que esta situação já aconteceu, sendo que para 57,8% algumas vezes, 22,2% muitas vezes, 8,9% quase sempre e 2,2% sempre.

Apesar da larga maioria das mulheres (78%) considerar ter uma atitude à-vontade, livre ou atrevida face ao sexo, revela o inquérito sobre sexo em Portugal e o equilíbrio de poder nas relações, 20,3% ainda sente timidez ou vergonha na hora da intimidade, sobretudo por falta de confiança com o seu corpo ou baixa auto-estima (35,3%), por traumas e bloqueios (23,5%) e até medo do parceiro a poder considerar vulgar (11,8%).

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Por seu lado, 13,3% dos homens reconhecem que as companheiras são tímidas ou envergonhadas no sexo, sendo que as principais razões estão relacionadas com a falta de confiança no corpo ou baixa auto-estima.

Sexo em Portugal: três quartos sentiram medo da masturbação

Mais de três quartos das mulheres (76,2%) já tiveram medo de se masturbar, sendo as principais razões vergonha (42,9%), não saber fazê-lo (33,3%) ou medo de críticas (14,3%). No que se refere ao orgasmo, 64,5% já fingiu alcançá-lo, sendo que 39% algumas vezes, 15,3% muitas vezes e 10,2% pelo menos uma vez. Quase 20% (17,8%) dos homens já sentiu que as companheiras estavam a fingir o orgasmo, 11,1% mais do que uma vez.

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De referir ainda que, segundo o inquérito sobre sexo em Portugal e o equilíbrio de poder nas relações, 35,7% das mulheres inquiridas dizem que a relação atual não vai bem, demonstrando dúvidas (15,3%), tristeza (15,3%), medo (3,4%) ou até raiva (1,7%) na hora de fazer uma avaliação. Cerca de metade (47,5%) já viveu uma relação abusiva, sendo que destas 32,2% falam de pressões psicológicas e 11,9% de agressões físicas. Em consequência destas relações, 37,9% ficou abalada, 31% depressiva, 20,7% sem ação/reação e 10,3% com muito medo.

Informações adicionais para órgãos de comunicação social:

Jorge Sousa

Teller Comunicação e Imprensa

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FONTEFlame Love Shop
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