
É no Cima do Corgo que se produz um dos vinhos mais marcantes do Douro: o Quinta da Côrte Grande Reserva Tinto. E o rótulo está de regresso ao mercado, com a colheita de 2016.
“Neste vinho conseguimos sentir o Douro em todo o seu esplendor. O casamento perfeito entre as duas Tourigas revela o que de melhor têm o carácter e a elegância aliados à robustez e imponência”, sublinha Marta Casanova, enóloga da casa. Licenciada em Engenharia Agrícola, na Área de estudo Viticultura e Enologia, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Marta Casanova chegou à Quinta da Côrte em 2013, depois de ter passado por vários projetos no Douro.
O Quinta da Côrte Grande Reserva Tinto 2016 é um bom exemplo do que a Touriga Franca consegue produzir em terras de xistos, e a mistura começa por exibir um bom nariz mineral, que depois desenvolve umas notas marcantes de frutos vermelhos e pretos, seguido de especiarias, evoluindo com uma boa delicadeza e consistência por detrás de elegantes taninos. Trata-se, pois, de um vinho definido de forma nítida, conduzindo a uma boa mineralidade e a um perfeito acabamento prolongado.
Marcante – produzido através das castas Touriga Franca (60%) e Touriga Nacional (40%) -, o Quinta da Côrte Grande Reserva Tinto 2016 é ideal para acompanhar com pato assado, lebre ou costeleta de vitela grelhada. E este belo exemplar do Douro está disponível em 5.000 garrafas.
Quinta da Côrte: ano climaticamente atípico resultou em vinhos de ótima qualidade
Exigindo atenção constante à vinha e à evolução da uva, 2016 foi um ano atípico a nível de clima: o inverno foi seco e ameno, e só quase na primavera começou a chover, condição que se prolongou durante praticamente toda a estação, marcada pelas baixas temperaturas. Aumentou o risco de as vinhas contraírem doenças, como o míldio, mas o verão, em geral ameno, trouxe picos calor e noites frias. Quer isto dizer que a maturação final foi longa e equilibrada o que terá resultado em vinhos de ótima qualidade.
Antiga propriedade das famílias locais Pacheco & Irmãos, a Quinta da Côrte produziu durante vários anos uvas e, às vezes, alguns lotes de vinho que eram vendidos aos grandes nomes do vinho do Porto, como Delaforce, Croft, Taylor’s e Ramos Pinto.
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Em 2013, Philippe Austruy, proprietário de várias propriedades em França e uma em Itália, procurava uma Quinta no Douro. Quando visitou a Quinta da Côrte… foi amor à primeira vista.
Os edifícios estavam então em muito mau estado e notava-se uma falta de manutenção crónica por todo o lado. Porém, a propriedade tinha um grande potencial. Demorou mais de um ano para concretizar a aquisição da propriedade junto de todos os herdeiros, mas, em finais de 2013, as obras começaram!
Em primeiro lugar, a vinha e a adega foram alvo de todas as atenções. As 22 parcelas, na altura, com uma densidade média de plantação de 4.000 pés/hectares e uma idade média de 40 anos, foram objeto de uma recuperação de fundo. Todas foram cuidadosamente classificadas, cada fila foi numerada e todos os pés de vinha foram identificados. O material vegetal em falta foi substituído. Os solos foram totalmente retrabalhados com vista a serem arejados e reequilibrados, em especial através de correções calcárias.
Desde o início que metade da propriedade (12 hectares, correspondente às vinhas velhas) é trabalhada graças ao Bonito e ao Garoto, dois cavalos ágeis que compensam, minimamente, o facto de não ser possível utilizar nenhuma máquina.
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A partir da colheita de 2013, a Quinta da Côrte começou a produzir um tinto do Douro que provou, logo à partida, a excelência da região.
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Andreia Martins
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