Quase metade das PME brasileiras com até 250 trabalhadores tiveram que adotar novas tecnologias para trabalho remoto devido à crise do coronavírus. É o que aponta estudo realizado pela plataforma de busca e comparação de softwares Capterra, uma empresa da Gartner, sobre a adoção do teletrabalho entre as pequenas e médias empresas após a pandemia. Para o levantamento, foram ouvidos 481 trabalhadores de todas as regiões do país, entre os dias 3 e 4 de abril.

De acordo com o levantamento, 43% dos entrevistados afirmam que sua empresa comprou ou instalou novos softwares para poder operar remotamente; 25% planejam fazê-lo.

Os dados fazem parte de um levantamento global do Capterra com profissionais de outros oito países: Alemanha, Austrália, Espanha, França, Holanda, Itália, México e Reino Unido.

A pesquisa mostra ainda que 55% dos trabalhadores de pequenos negócios hoje em regime de trabalho remoto não costumavam trabalhar em casa antes da pandemia. E indica que a crise pode marcar o início de um novo paradigma na flexibilização do regime de trabalho entre as PME brasileiras.

Isso porque, segundo o estudo, 54% dos que somente agora experimentam o home office dizem querer seguir combinando a modalidade com a ida ao escritório após o fim da pandemia, enquanto 33% afirmam querer mudar para um regime 100% remoto.

Trabalho remoto é experiência positiva

Apesar disso, a experiência é positiva para a maioria das empresas, apontam os dados do estudo. Para 70% dos entrevistados com cargos de gerência, suas empresas poderiam funcionar em seu pleno potencial com uma equipe totalmente em trabalho remoto.

A aceitação à nova realidade é alta, levando em conta que estamos vivendo um experimento forçado de empresas migrando para o home office quase da noite para o dia e tendo que lidar com os problemas que essa modalidade de trabalho traz consigo com pouca ou nenhuma experiência prévia”, comenta o analista do Capterra Lucca Rossi, um dos responsáveis pelo levantamento.

A mudança, no entanto, não vem sem desafios, destaca Rossi: “A maioria dos trabalhadores destaca os benefícios que estão experimentando ao estar 100% do tempo em casa, como poder ajustar o horário de trabalho remoto de acordo com atividades pessoais ou evitar deslocamentos, mas reconhece uma piora no relacionamento com o cliente e ressalta a solidão e o os problemas de comunicação típicos do home office.”

Teletrabalho em alta

A crise do coronavírus obrigou as PME a se adaptarem a uma nova realidade, mas apenas coloca em evidência uma mudança no mercado de trabalho brasileiro anterior à pandemia.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a quantidade de brasileiros em trabalho remoto aumentou 44% entre 2012 e 2018. Já a Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt) apontou um crescimento de 22% nessa modalidade de trabalho entre 2016 e 2018.

Informações adicionais para órgãos de comunicação social:

Felipe Marques
[email protected]

Organização: Capterra / Gartner

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