Segundo o “Barómetro de Telessaúde e Inteligência Artificial no Sistema de Saúde”, os projetos de inteligência artificial aplicada à saúde residem, na sua maioria, nas áreas da transcrição de voz (25%); o agendamento de atividades clínicas (14%) e a interpretação e extração de informação clínica (11%).  Teresa Magalhães, Professora da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) e coordenadora do grupo de trabalho da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH), uma das entidades envolvidas no estudo, irá apresentar em detalhe o tema no C-Health Congress.

Nos próximos dois anos, as áreas com maior potencial de implementação, ao nível da Inteligência Artificial aplicada à saúde, são a avaliação e estratificação do risco (69%); a interpretação e extração de informação clínica (67%), o agendamento de atividades clínicas (64%) e a gestão do doente crónico – telemonitorização (64%), de acordo com o barómetro.

A inteligência artificial aplicada à saúde assume-se, cada vez mais, como uma dimensão incontornável na estratégia das instituições

A ausência de cientistas de dados (44%), a infraestrutura tecnológica (44%) e a ausência de recursos financeiros (33%) são referidas como as maiores barreiras à implementação desta ferramenta tecnológica no sistema de saúde. Pelo contrário, a inclusão da Inteligência Artificial nos planos estratégicos das entidades (58%); a necessidade de reconhecimento do potencial da Inteligência Artificial pelos profissionais de saúde (50%) e a qualidade e disponibilidade dos dados (33%) são vistos como elementos facilitadores à disseminação desta tecnologia.

Neste estudo, que também abordou em detalhe a área da Telessaúde, considera-se o conceito de Inteligência Artificial aplicada à saúde como soluções ou sistemas de exploração de dados, de modelação, de simulação, de otimização e de aprendizagem automática. No que diz respeito à Telessaúde, a sua adoção está mais disseminada, já que 75% das instituições de saúde – 87% se forem consideradas apenas entidades do Serviço Nacional de Saúde – já recorrem a esta ferramenta, que consideram sobretudo importante para monitorizar doentes crónicos.

Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares e a Glintt – Global Intelligent Technologies realizaram o barómetro pela primeira vez este ano, em parceria científica com a Escola Nacional de Saúde Pública e com o apoio institucional dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde. O barómetro é considerado um estudo exploratório para a aplicação da Telessaúde e da Inteligência Artificial na saúde. Para a sua realização, foi aplicado um questionário e recolhidas respostas de 56 instituições (incluindo 24 hospitais no Serviço Nacional de Saúde), sendo que respostas de 36 entidades foram validadas para análise.




Os dados, que se focam na adoção da Telessaúde e da Inteligência Artificial nas instituições do sistema de saúde português, vão ser abordados no dia 22 de outubro no C-Health Congress.

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