À medida que o calendário avança, há cada vez mais bons motivos para reservar os dias 16, 17 e 18 de julho de 2020 para regressar ao Meco e à Herdade do Cabeço da Flauta. O cartaz do Super Bock Super Rock começa, pouco a pouco, a compor-se, com boa música e propostas para todos os gostos. Há, inclusivamente, algumas capazes de juntar influências e sonoridades distintas debaixo de um mesmo nome.

A última confirmação coloca os surpreendentes e contagiantes Brockhampton no Palco Super Bock, na noite de 17 de julho. Este nome junta-se assim a Jungle, Nick Murphy, Slow J, Kevin Morby, Hinds, Rex Orange County, Son Lux, Boy Pablo, King Gizzard & The Lizard Wizard, Local Natives, Kali Uchis, A$AP Rocky, Foals, The Neighbourhood e GoldLink, peças que já haviam entrado, nas últimas semanas, no puzzle programático do 26.º SBSR.

The Neighbourhood na vizinhança do indie, pop, rock, r&b

the neighbourhood cartaz super bock super rock

Os The Neighbourhood são um dos melhores exemplos de uma banda que parte do rock ao encontro do hip hop, do r&b e de elementos eletrónicos.

A banda da Califórnia nasceu do encontro entre o vocalista Jesse James Rutherford, os guitarristas Jeremy Freedman e Zach Abels, o baixista Michael Margott e o baterista Brandon Fried. A banda formou-se em 2011 e um ano depois já causava burburinho no cenário da música alternativa, graças ao lançamento do primeiro EP: “I’m Sorry”.

Singles como “Sweater Weather” e “Female Robbery” foram muito ouvidos online e fizeram com que o público e a crítica colocassem os olhos (e ouvidos) no som dos Neighbourhood. E depois de mais dois EP, onde testaram hipóteses e limaram algumas arestas (deixando ficar outras, para o bem do rock), a banda editou o seu primeiro disco, “I Love You”.

A mixtape “#000000 & #FFFFFF” chegaria logo a seguir e incluía o tema “icanteven”, com a participação de French Montana. Por esta altura, os Neighbourhood já eram uma das bandas mais interessantes do panorama indie norte-americano e confirmaram esse estatuto com a edição do segundo disco, “Wiped Out!”, um registo em que géneros como o pop, o rock e o r&b aparecem juntos, adornando uma língua nova, a própria língua dos Neighbourhood.

“The Neighbourhood”, o homónimo editado em 2018, fixa a banda como um dos mais sérios representantes de um certo pop alternativo, com a rara mestria de ficar com um pé no cenário indie e outro no cenário mais transversal. “Scary Love” é um desses novos temas, que promete fazer as delícias do público português, dia 18 de julho, no Palco EDP do Super Bock Super Rock.

Local Natives num lugar só seu do cartaz do Super Bock Super Rock

local natives cartaz

Os Local Natives nasceram do encontro entre o guitarrista Ryan Hahn, o cantor e guitarrista Taylor Rice e o teclista Keley Ayer, quando ainda frequentavam a escola secundária Orange County, e numa altura em que já tocavam juntos em várias bandas punk. Só mais tarde, em 2008, é que a formação ficou completa com o baterista Matt Frazier e o baixista Andy Hamm, contribuições essenciais para a consolidação da linguagem musical da banda.

“Gorilla Manor”, o disco de estreia, chegou logo depois, em 2009, com o selo da editora britânica Infectious Records.

Em 2013, depois da saída de Andy Hamm e da entrada do baixista Nick Ewing, os Local Natives editaram o seu segundo disco, “Hummingbird”, um registo mais sombrio e atmosférico do que o disco de estreia. A popularidade da banda não parava de aumentar, assim como o reconhecimento por parte da crítica, completamente rendida à urgência pós-punk que marca algumas das melhores canções deste quinteto norte-americano.

No início era impossível não fazer comparações com alguns dos nomes mais fortes da música indie deste século, como Fleet Foxes, Grizzly Bear ou Yeasayer, mas, com o passar do tempo, os Local Natives conseguiram um lugar só seu, marcado por harmonias inconfundíveis, pela influência da música do continente africano e do Médio Oriente, pela atmosfera dream pop e por uma série de outros elementos que, juntos, fazem dos Local Natives uma das melhores bandas do momento.

Em 2016 editaram o seu terceiro disco, “Sunlit Youth”. O uso de sintetizadores imprimiu otimismo a este disco, algo que fica bem evidente em temas como “Coins”.

Três anos depois da edição de “Sunlit Youth”, este ano de 2019 trouxe um novo disco dos Local Natives. “Violet Street” conta com a produção experiente de Shawn Everett (Weezer, The War on Drugs) e tem singles tão fortes como “When Am I Gonna Lose You” ou “Café Amarillo” – para entoar bem alto, sobretudo quando saltarem do cartaz do Super Bock Super Rock para o Palco EDP, no dia 18 de julho.

Kali Uchis, maior do que qualquer rótulo

kali uchis sbsr

Ao ouvir Kali Uchis, reforçamos a convicção de que a música pop continua bem capaz de nos surpreender e arrebatar. Cantora, compositora, produtora e ainda realizadora dos seus próprios vídeos, não há caminhos fechados para a personalidade artística de Kali.

Cresceu na Virgínia, nos EUA, e depressa começou a alimentar as suas qualidades musicais, aprendendo a tocar saxofone e piano ainda na adolescência. Em 2012 editou a sua primeira mixtape, “Drunken Babble”. Nos meses seguintes a sua fama explodiu com singles como “Know What I Want”, “Lottery” e colaborações com nomes como Snoop Dogg; Tyler, The Creator e Major Lazer.

Três anos depois, em 2015, chegaria o primeiro EP, “Por Vida”, com produções de Diplo, Kaytranada e Tyler. Kali faz parte daquele conjunto de artistas da modernidade que parece maior do que os habituais rótulos musicais. Com influências vindas do r&b, reggae e até do jazz, Kali é, ao mesmo tempo, pop e disruptiva.

Em 2017 foi nomeada para um Grammy na categoria de Melhor Performance R&B, graças a “Get You”, com Daniel Caesar, e para um Grammy Latino na categoria de Canção do Ano, graças a “El Ratico”, com Juanes.

Depois deste processo de maturação e de consolidação da sua própria linguagem artística, Kali sentiu-se preparada para editar o seu disco de estreia, “Isolation”, em 2018. Aclamada pela crítica (8,6 na Pitchfork, cinco estrelas na NME, quatro estrelas na Rolling Stone, Q e The Independent), o disco fez as delícias do público com os singles “Tyrant”, com Jorja Smith, “Nuestro Planeta”, com Reykon, e “After the Storm”, com Tyler, the Creator e Bootsy Collins.

No próximo verão, há mais uma estrela a brilhar no cartaz do Super Bock Super Rock e a aterrar no Meco, no dia 18 de julho, Palco Super Bock.

A$AP Rocky traz arrojo ao cartaz do Super Bock Super Rock

asap rocky cartaz super bock super rock

A$AP Rocky é hoje um dos nomes mais interessantes e disruptivos do hip hop feito em todo o mundo. O caminho nem sempre foi fácil para o jovem Rakim Mayers. O pai foi preso quando ele tinha apenas 12 anos e, logo depois, o irmão foi morto. Estas foram algumas das feridas que acabariam por influenciar o seu comprometimento com a música e a sua própria personalidade artística – a arte ganhou uma importância central para Rakim.

Influenciado pelo estilo sulista dos UGK e pelas rimas dos heróis da sua cidade, o grupo de hip hop The Diplomats, A$AP Rocky conseguiu erguer-se do seu ambiente em Harlem e mudou-se para New Jersey, onde começou a fazer rap mais a sério.

Desde 2007 faz parte de um coletivo chamado A$AS Mob e é aí que vai buscar a primeira parte do nome de guerra, que adotará no resto da sua carreira. Pouco depois, alguns dos seus temas surgiram no YouTube e aí começou todo o burburinho à volta do seu imenso potencial.

“Peso” e “Trilla” foram algumas das canções que começaram por chamar a atenção do público. Seguiu-se a mixtape “Deep Purple” e, mesmo antes de editar o seu disco de estreia, A$AP Rocky já estava nomeado para alguns prémios importantes, como o “BBC Sound of 2012”.

O disco de estreia, “Long. Live. A$AP”, editado em 2013, contou com colaborações de nomes como Santigold, 2 Chainz, Kendrick Lamar e Yelawolf. O segundo disco, “A.L.L.A. (At Long Last A$AP)”, chegaria dois anos depois. O disco foi produzido Danger Mouse e Juicy J, contando com as colaborações de FKA Twigs e Lykke Li. O terceiro disco, “Testing”, editado em 2018, junta várias referências além do rap, integrando até alguns elementos da arte contemporânea.

Mais ambicioso do que nunca, A$AP Rocky assume-se como um artista capaz de ir além do hip hop, integrando outras artes e formas de expressão, sem nunca negar esse solo no qual estão as suas raízes mais profundas. “Praise the Lord (Da Shine)” (com Skepta) e “Purity” (com Frank Ocean) são alguns dos temas mais fortes do disco. Dia 16 de julho, sobe ao Palco Super Bock um dos nomes mais arrojados do hip hop norte-americano, depois de semanas a fio a alimentar a expectativa no cartaz do Super Bock Super Rock.

Run you… Foals

foals cartaz super bock super rock

Nos territórios mais alternativos do rock, não há dúvida de que os Foals são uma das bandas mais criativas e estimulantes dos últimos 15 anos.

Tudo começou em Oxford, quando Yannis Philippakis (guitarra) e Jack Bevan (bateria), amigos de longa data, decidiram formar mais um grupo, depois do fim de um outro projeto em comum, os saudosos The Edmund Fitzgerald.

Andrew Mears (voz), Jimmy Smith (guitarra) e Walter Gervers (baixo) juntaram-se aos dois amigos e assim nasciam os Foals, nome que vem da etimologia do apelido Philippakis. Depois do lançamento do primeiro single, “Try This on Your Piano”, Andrew sai da banda, Edwin Congreave toma conta dos teclados e Philippakis assume o papel de vocalista.

Com a formação definida (mais tarde, o baixista Walter também sairia), o passo seguinte foi assinar pela Transgressive Records e lançar “Hummer” e “Mathletics”, singles que aumentaram (e muito) o burburinho sobre as qualidades da banda.

Em 2008, o disco de estreia, “Antidotes”, confirmava essas boas expectativas do público e da crítica. Gravado em Nova Iorque e produzido por Dave Sitek, guitarrista dos TV on The Radio, o disco mostrava uma banda comprometida com a sua própria liberdade.

Os registos seguintes, “Total Life Forever” (2010), “Holy Fire” (2013) e “What Went Down” (2015), elevaram a fasquia em termos artísticos e consolidaram a própria linguagem do grupo, entre mil e uma influências. Krautrock, indie rock, dance-punk, math rock, pós-punk e até techno, tudo contribuiu para um som difícil de categorizar, ora mais livre e experimental, ora capaz de cativar um público cada vez mais alargado.

2019 é o ano do regresso aos discos, com aquele que é o mais ambicioso de todos os registos da banda. “Everything Not Saved Will Be Lost”, uma obra monumental, dividida em duas partes, editadas em dois momentos diferentes, mostra uma banda no topo das suas capacidades – “Everything Not Saved Will Be Lost – Part 1” foi nomeado para um Mercury Prize e já ganhou o prémio de melhor disco do ano para a revista Q. “Exits” ou “In Degrees” são duas das canções que prometem conquistar o público português no verão de 2020, em mais um festival.

GoldLink, puro ouro para o cartaz do Super Bock Super Rock

GoldLink é um dos nomes mais estimulantes e promissores do hip hop feito nos dias de hoje. Conhecedor das regras do estilo, o rapper não perde uma oportunidade de arriscar e de se aventurar por territórios mais alternativos.

O jovem D’Anthony Carlos começou por se apresentar como Gold Link James e foi assim que começou a dar nas vistas, partilhando algumas das suas faixas online e garantido desde cedo um bom número de seguidores. Apesar do sucesso, o jovem músico fez uma pausa nesse percurso e regressou com toda a força em 2013, já com a assinatura GoldLink.

As músicas partilhadas pelo rapper na plataforma SoundCloud eram cada vez mais ouvidas, o que chamou a atenção de nomes como o produtor Kaytranada e o dinamarquês Galimatias.

Em 2014 editou a primeira mixtape, “The God Complex”, e logo recebeu elogios do público e da crítica, que considerou este registo como uma das melhores mixtapes editadas nesse ano.

Em 2015, começou a trabalhar com o produtor Rick Rubin, uma das influências mais fortes na consolidação da sua linguagem musical e na sua mixtape seguinte: “And After That, We Didn’t Talk”.

O sucesso destes lançamentos fez com que GoldLink assinasse pela RCA, a editora norte-americana que viria a editar o seu primeiro álbum, em 2017: “At What Cost”.

Com as participações de nomes como Wale, Shy Glizzy, Steve Lacy, Jazmine Sullivan, Kaytranada, Mýa e Brent Faiyaz, o disco está fixado na história musical da sua cidade, Washington, DC.

O single “Crew”, que conta com as participações de Brent Faiyaz e Shy Glizzy, foi nomeado para um Grammy na categoria de Melhor Rap/ Melhor Interpretação. E o Grammy acabaria mesmo por chegar no ano seguinte, graças à colaboração com Christina Aguilera no tema “Like I Do”.

O segundo álbum, “Diaspora”, editado em 2019, reúne convidados como Pusha T; Tyler, the Creator; Khalid e Wizkid e é mais uma pedra preciosa para o cartaz do Super Bock Super Rock, a entrar em cena a 17 de julho, no Palco EDP.

King Gizzard & The Lizard Wizard, para surpreender e empolgar

king gizzard & the lizard wizard no cartaz do super bock super rock

Já os King Gizzard & the Lizard Wizard são uma das principais pérolas psicadélicas dos últimos anos. Quem os ouve, pensa que saíram diretamente da década de 60, mas a magia de King Gizzard é precisamente essa: trazer Frank Zappa e outras referências, algumas até mais obscuras, para este século.

Nasceram em 2011, em Melbourne, na Austrália, formados por Stu Mackenzie, Ambrose Kenny-Smith, Cook Craig, Joey Walker, Lucas Skinner, Michael Cavanagh e Eric Moore. Começaram com um som de rock de garagem, com a gravação de dois EPs no ano de 2011 e do primeiro álbum, “12 Bar Bruise”, editado em 2012.

A partir daí nunca mais pararam, com discos atrás de discos – já são 15 lançamentos, em apenas sete anos –, provas de uma produtividade e de uma vitalidade raras no panorama da música atual (e também aqui há a inevitável memória de Zappa). Esses lançamentos correspondem sempre a alguma ideia nova, o que faz com que cada novo disco seja muito diferente do anterior.

Desde as influências jazz em “Quarters” (2015), passando pelo caráter acústico de “Papper Mâché Dream Ballon” (2015) e pela toada progressiva de “I’m Your Mind Fuzz” (2014), até ao regresso ao rock de garagem com “I’m in Your Fuzz” (2014), os King Gizzard & the Lizard Wizard sempre procuraram o novo, mesmo quando esse novo passa precisamente pelo diálogo com o antigo.

Em 2019, editaram mais dois álbuns, os muito elogiados “Fishing for Fishies” e “Infest the Rats’ Nest”. King Gizzard & the Lizard Wizard vêm para surpreender e empolgar o público presente no Meco no dia 18 de julho, em mais um Super Bock Super Rock – e a viagem vai ser inesquecível.

Boy Pablo torna cartaz do Super Bock Super Rock mais doce

O rock na sua vertente mais independente continua bem vivo – e a maior prova disso é a qualidade e a autenticidade de artistas como Boy Pablo. Nascido e criado na Noruega, filho de pais chilenos, o jovem Nicólas Pablo Muñoz estudou música na cidade norueguesa de Os antes de começar a fazer as suas próprias canções, o que viria a acontecer com mais consistência a partir dos seus 17 anos.

E esse empreendimento não poderia ter corrido melhor do que correu, com a edição de “Flowers”, em 2016. E algumas das qualidades que hoje reconhecemos em Boy Pablo já ali estavam bem evidentes: o jeito para fazer canções, as harmonias ricas, e as melodias e letras donas de uma doçura capaz de tocar os corações mais empedernidos. E não demorou até que ficasse associado a nomes como Clairo, Cuco, Yellow Days ou Rex Orange County. O seu EP de estreia chegou em 2017, editado pela 777 Records e incluiu o single “Everytime”, que se tornou um sucesso viral em pouco tempo.

Entretanto, Boy Pablo formou uma banda que lhe permitiu apresentar as suas canções da melhor maneira, também ao vivo – 2018 foi o ano da saída da Noruega, com concertos nos Estados Unidos, no Canadá e também alguns países europeus. E o ano de 2018 também foi o ano do lançamento do seu segundo EP, “Soy Pablo”. Os singles “Losing You” e “Sick Feeling” atingiram milhões de visualizações no YouTube e são a prova de que os adolescentes e jovens de todo o mundo se identificam com a personalidade artística de Boy Pablo. Portugal recebe este jovem talento no dia 18 de julho, no Palco EDP. Enquanto isso, eis mais um nome para dourar o cartaz do Super Bock Super Rock.

Rex Orange County, poder e eficácia a cada três minutos

Cinquenta anos depois do fim dos Beatles, se alguém ainda duvida da eficácia e do poder da canção pop com três minutos, tem de ouvir Rex Orange County para ter a certeza de que o formato é imbatível, desde que haja esforço, talento e coisas para dizer. E é mesmo isso que não falta a Rex Orange County.

O jovem Alex O’Connor nasceu em 1998 na pequena vila de Grayshott, na fronteira entre Hampshire e Surrey, em Inglaterra. Foi aí que nasceu o seu gosto pela música, que foi desenvolvendo no coro da escola, bem antes de começar a assinar como Rex Orange County.

O menino de coro depressa começou a ouvir gente que ia além disso: nomes como Weezer, Green Day, Stevie Wonder ou Queen moldaram a sua sensibilidade artística e ainda hoje aparecem como ecos nas suas canções.

Na adolescência, entrou para a BRIT School, uma escola de artes em Londres. A partir daí a paixão pela música começou a ocupar cada vez mais espaço na vida deste jovem britânico: aprendeu a tocar bateria, guitarra, piano e a manejar alguns softwares, valências que lhe permitiriam vir a produzir as suas primeiras canções. E elas não demoraram muito a chegar.

Em 2016 lançou “Bcos U Will Never B Free” no SoundClound. Esse primeiro registo colocou-o no mapa da música alternativa britânica e valeu-lhe a atenção de nomes com Two Inch Punch e Tyler, The Creator – no ano seguinte já estava a participar em “Flower Boy”, o disco editado em 2017 por Tyler.

O segundo disco de Rex, “Apricot Princess”, entrou para o top de música independente da Billboard e preparou o terreno para “Pony”, o seu último disco, editado em 2019. Com influências jazz e também de alguns intérpretes e compositores dos anos 70, o jovem músico não deixa de surpreender.

Este verão passa por Portugal e traz na bagagem essas novas canções, como a contagiante “10/10”, ou êxitos anteriores como “Uno”, “Best Friends” ou “Sunflower” – peças pop irresistíveis e mais uma série de bons motivos para marcar presença em frente ao Palco Super Bock, dia 16 de julho, no Super Bock Super Rock.

Son Lux pincela Palco Somersby do cartaz do Super Bock Super Rock 2020

SON Lux no cartaz super bock super rock 2020

Son Lux é o projeto do intérprete, músico e compositor Ryan Lott. Lott era o mais novo de três irmãos e passou a infância a andar de um lado para o outro nos Estados Unidos: do Colorado até Atlanta, passando pela Califórnia, houve algo que se manteve sempre na formação deste jovem: o interesse pela música.

Entre o jazz e o pop, entre a guitarra e o piano, Ryan foi formando a sua sensibilidade artística, com a dança a ocupar também um papel importante na sua vida, paralelamente à música. Pouco depois começou a aparecer como Son Lux – isto é, a sua voz sobre melodias noturnas e etéreas, inspiradas nos ritmos do hip hop, do rock e até da música eletrónica.

Depois da participação no Festival of Faith & Music, onde atuou ao lado de nomes como Emmylou Harris e Sufjan Stevens, o projeto Son Lux começou a ficar cada vez mais sério para Ryan. Em 2008, lançou o seu disco de estreia, “At War with Walls and Mazes”, depois de quatro anos de maturação. Os discos seguintes, “We Are Rising” (2011) e “Lanterns” (2013), confirmaram todas as expetativas em relação à capacidade de Son Lux para criar peças densas, atmosféricas e difíceis de esquecer.

Após estes primeiros três discos e depois de muitos concertos, aquele que era o lugar de um homem só passou a ser uma banda, com mais dois elementos. Os músicos Ian Chang e Rafiq Bhatia passaram a fazer parte do projeto e já assinaram o quarto disco do grupo, “Bones”, editado em 2015. Mais ousado do que nunca, o disco revelava uma banda no caminho certo, o caminho do risco e da experimentação.

Depois da edição de “Brighter Wounds” (2018), influenciado pela morte de um amigo e pelo nascimento do filho de Ryan Lott, os Son Lux continuar a mostra a sua originalidade ao mundo. E Portugal está na lista de destinos para o próximo verão. Son Lux entra para o cartaz do Super Bock Super Rock e atua no dia 18 de julho, no Palco Somersby.

Kevin Morby e… that’s all folk(s)!

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Se há dúvidas quanto ao futuro da música folk, estas dissipam-se quando se ouve Kevin Morby. Herdeiro de Dylan e de tantos outros trovadores norte-americanos, Kevin Morby faz parte de uma geração de cantores folk que inclui nomes como Angel Olsen ou Kurt Vile. Antes da carreira a solo, o músico do Texas viveu bons momentos em grupo, indispensáveis para o seu crescimento artístico, primeiro nos Woods e depois na dupla The Babies, com Cassie Ramone.

Quando deixou Brooklyn e se mudou para Los Angeles, gravou uma coleção de canções dedicada à cidade de Nova Iorque. Aí percebeu-se que o seu caminho a solo começava a ganhar forma e em 2013 Kevin Morby gravou aquele que seria o seu primeiro disco em nome próprio: “Harlem River”.

“Still Life”, o segundo disco, foi editado logo no ano seguinte. Por essa altura, o público e a crítica já estavam rendidos às canções clássicas e sempre belas de Kevin Morby, mas a aclamação só aumentou com os álbuns que vieram a seguir: “Singing Saw” e “City Music”. Nestes anos, publicações como a Mojo, a Uncut ou a Pitchfork não o deixaram de fora das listas dos melhores.

A sua ética de trabalho descansa os fãs: já se sabe que não é preciso esperar muito para ouvir canções novas. E 2019 foi o ano de mais um disco. “Oh My God” explora as inquietações espirituais de Kevin Morby, cada vez mais maduro, e num constante diálogo com referências como Lou Reed ou Bob Dylan (a fase gospel, neste caso). Kevin Morby é hoje um dos melhores cantautores do mundo e vai regressar a Portugal em mais uma edição do Super Bock Super Rock, no dia 16 de julho, no Palco EDP.

Cartaz do Super Bock Super Rock ganha garagem das Hinds…

Hinds no cartaz sbsr

A última década foi marcada pelo ressurgimento de boas bandas de garagem em Espanha. As Hinds marcaram a diferença e foram muito provavelmente o mais bem-sucedido de todos esses projetos.

A banda nasceu em Madrid, no ano de 2011, fruto do encontro entre Carlotta Cosials e Ana García Perrote, duas jovens cansadas de ficar sentadas enquanto os amigos faziam música. Pegaram nas guitarras, aprenderam o básico para fazer as primeiras canções, e pouco tempo depois lançaram as primeiras demos em modo lo-fi na plataforma Bandcamp. “Bamboo” e “Trippy” foram essas duas primeiras canções, lançadas em 2014, e depressa causaram um burburinho junto da imprensa especializada, recebendo elogios de publicações como o NME e o jornal The Guardian.

Era difícil ficar indiferente a essas canções melódicas e barulhentas, com um forte carácter adolescente e também um certo apelo pop. Entretanto, o grupo passou a quarteto com as entradas da baixista Ade Martín e da baterista Amber Grimbergen. Aquando do lançamento de mais um single, “Barn”, mudaram de nome para Hinds, depois de terem assinado Deers durante alguns anos.

O disco de estreia, “Leave Me Alone”, foi lançado em Janeiro de 2016. Nos meses seguintes deram concertos por toda a Europa e preparam-se para mais um disco. “I Don’t Run” contou com a produção de Gordon Raphael (The Strokes, Regina Spektor…) e foi mais uma boa prova da frescura deste pop saído da garagem, um pouco mais polido do que no início.

Entretanto, o terceiro disco já está na calha. O single “Riding Solo” tem produção de Jenn Decilveo (Bat for Lashes, Anne-Marie) e revela uma banda continuamente à procura de acrescentar algo de novo à sua música, sem nunca perder a irreverência – a prova vai ser dada no dia 16 de julho, do cartaz do Super Bock Super Rock para o Palco EDP.

Slow J, o 1.º representante da música nacional confirmado no cartaz do Super Bock Super Rock

João Coelho nasceu em Setúbal, filho de mãe portuguesa e pai angolano. Fez-se Slow J para a música, aberto a todas essas influências. Durante a infância e a adolescência andou de um lado para o outro, dentro e fora de Portugal, convocando várias culturas para a sua identidade. Nessas viagens, a música sempre foi a companheira de eleição.

Depois de descobrir a sua paixão pela guitarra e pelo Fruity Loops, voou para Londres para estudar engenharia de som. Nesse período produziu até mais não e esperou pelo regresso a Portugal e pelo encontro com o estúdio de gravação.

Entre estúdios profissionais, guest houses e o quarto em casa dos pais, João produziu, escreveu e interpretou os seus dois primeiros registos: “The Free Food Tape”, o EP que o colocou no mapa, e “The Art Of Slowing Down” (2017), o seu primeiro álbum, um dos melhores discos portugueses dos últimos anos.

2019 foi a melhor altura para mais um passo, um passo firme chamado “You Are Forgiven”. O segundo álbum de Slow J é uma narrativa musical extremamente íntima e autobiográfica que dá a conhecer a labiríntica jornada interior de um ser humano que procura simplesmente ser ele próprio e ser feliz. Inspirada nas experiências reais da vida de J, esta obra foi concebida para converter energia negativa provocada pela fama e pela culpa em sucesso privado e aceitação – uma busca por perdão próprio, entre o ruído e o silêncio. “You Are Forgiven” fala tanto aos jovens como aos adultos, convidando todos a não pararem de sonhar e a não deixarem que a ideia de sucesso aos olhos dos outros limite a sua própria procura pela felicidade.

Nas palavras do próprio: “ir de viver a vida em que eu devia ser feliz, para viver a vida em que eu sou feliz simplesmente, independentemente da ideia de sucesso dos outros”. E será difícil perdoar quem não estiver no próximo Super Bock Super Rock para celebrar as novas canções de “You Are Forgiven”, o novo álbum de Slow J – o grande concerto acontece dia 17, no Palco Super Bock.

Chet Faker ressurge, no cartaz do Super Bock Super Rock, como Nick Murphy

Nick Murphy no SBSR

Nick Murphy é o artista anteriormente conhecido como Chet Faker. Aquando da edição do seu segundo álbum, Nick passou quatro anos a viajar pelo mundo, sozinho, com um microfone na mochila e sempre pronto a gravar a sua voz nas mais variadas circunstâncias, inspirado pelos múltiplos ambientes em que se encontrava. O sucesso enquanto Chet Faker faz dele um dos músicos mais relevantes dos últimos tempos, mas Nick não é um artista que se sinta confortável à sombra do próprio sucesso e continua à procura de novos desafios e de respostas para uma série de questionamentos que funcionam como alavancas para a sua produção artística. Esse autoexame transformou-se num disco penetrante e caleidoscópico chamado “Run Fast Sleep Naked”. Produzido por Dave Harrington, este é mais um registo que prova o génio de Murphy.

Depois dos aclamados “Built on Glass” e “Missing Link”, o músico voltou a reinventar-se, acrescentando novas sonoridades e gravando um álbum que, segundo a revista Rolling Stone, fica entre a “old school soul” e a “new school soul”. O gosto irrepreensível de Nick Murphy também se coloca ao serviço do público no seu hipnótico DJ Set, e o público português vai poder testemunhar isso mesmo (e dançar), no Palco Somersby do Super Bock Super Rock, dia 17 de julho.

O DJ set de Jungle no Palco Somersby

Jungle dj set no cartaz do super bock super rock

Os Jungle resultaram do encontro entre dois amigos de infância, Tom McFarland e Josh Lloyd-Watson. Os dois moravam perto um do outro desde os nove anos de idade, em Shepherds Bush, Londres, e cedo começaram a partilhar a mesma paixão pela música. Em 2013 essa partilha começou a tornar-se uma coisa mais séria, com a criação do projeto Jungle – a partir desse momento a música passou a ser o mais importante para ambos e McFarland e Lloyd-Watson passaram a ser conhecidos apenas como J e T. Nos concertos, os Jungle passaram a ser sete, contribuindo assim para que cada apresentação se tornasse um momento único, muito difícil de esquecer.

O sucesso em estúdio, depois da edição de dois álbuns incríveis, não impediu que eles devolvessem a sua apresentação enquanto DJ set, mostrando um autêntico caleidoscópio de influências eletrónicas ao mesmo tempo que sentem como ninguém a pulsação de cada pista de dança, em qualquer lugar do mundo. Na linha da frente da melhor música de dança destes últimos anos, os Jungle continuam a fazer magia por onde quer que passem – e vão passar por Portugal, preenchendo o cartaz do Super Bock Super Rock dia 16 de julho, no Palco Somersby.

Brockhampton desafia (pre)conceitos no cartaz do Super Bock Super Rock

Pode parecer estranho que, chegados a 2020, ainda haja um grupo de jovens, interessado em fazer música, a denominar-se a si próprio como uma “boy band”. O termo entrou em desuso e hoje pode até ser olhado com alguma desconfiança, mas quando os Brockhampton se assumem como tal, o objetivo é precisamente desafiar esse conceito e todos os preconceitos que ficaram da década de 90.

Sendo assim, pode dizer-se que os Brockhampton são a “boy band” de Kevin Abstract, o líder de uma formação que tem de tudo um pouco – uma diversidade que, naturalmente, também se reflete nos ritmos, nas letras e na mensagem que se quer passar.

A equipa toda chegava para formar uma equipa de futebol e ainda iria sobrar gente: Kevin Abstract, Matt Champion, Merlyn Wood, Dom McLennon, Joba, Bearface, Romil Hemmani, Jabali Manwa, Kiko Merley e ainda os designers Henock “HK” Sileshi e Roberto Ontenient, o fotógrafo Ashlan Grey e o agente Jon Nunes. É preciso recuperar o fôlego depois desta enumeração, até porque é mesmo preciso ter fôlego para acompanhar a energia contagiante dos Brockhampton.

Esta aventura começou quando Kevin Abstract fez um post no fórum KanyeLive (um fórum de fãs de Kanye West). Ele queria formar uma banda. Recebeu 30 respostas de candidatos e, passados três anos, essa banda já estava a editar o primeiro EP. Na altura assinavam AliveSinceForever e só depois chegariam ao nome Brockhampton.

Singles como “Bet I”, “Hero” ou “Dirt” foram responsáveis pelo primeiro burburinho, mas nada faria prever o que viria aí. O ano de 2017 trouxe o álbum de estreia, “Saturation”, que se viria a revelar uma trilogia. A produtividade impressionou e a música também, com temas como “Gold”, “Sweet” ou “Booggie” a conquistar o coração (e o corpo todo) dos fãs.

Aqui há r&b, rap e até rock alternativo, além de uma grande vontade de dar voz a uma geração. E esses três discos de uma assentada, num só ano, não fizeram com que os Brockhampton abrandassem.

O ano de 2018 trouxe “Iridescence” e 2019 foi o ano de “Ginger”, o último disco da banda (até agora). Temas como “I Been Born Again” e “If You Pray Right” revelam a mesma energia de sempre, sem medo de ser alternativo, ao mesmo tempo que se conquista o mundo. E também Portugal. Para já, no cartaz do Super Bock Super Rock. Depois, a 17 de julho, em cima do Palco Super Bock.

Já está à venda nas lojas FNAC e em fnac.pt, o Fã Pack exclusivo FNAC Super Bock Super Rock, em edição limitada e ao preço especial de 95€. Inclui passe de 3 dias e t-shirt do Festival. Há ainda 10 packs premiados com Super VIP Pass, que dá acesso reservado à Zona VIP Super Bock.

Estão também já à venda o passe de 3 dias e os bilhetes diários, em Blueticket.pt e nos locais habituais.

Novas confirmações a anunciar brevemente.

Já confirmados no 26.º Cartaz do Super Bock Super Rock:

16 de julho
Palco Super Bock – A$AP Rocky, Rex Orange County

Palco EDP – Kevin Morby, Hinds

Palco Somersby – Jungle Dj Set

17 de julho
Palco Super Bock – Brockhampton, Slow J

Palco EDP – GoldLink

Palco Somersby – Nick Murphy Dj Set

18 de julho
Palco Super Bock – Foals, King Gizzard & the Lizard Wizard, Kali Uchis

Palco EDP – Local Natives, The Neighbourhood, Boy Pablo

Palco Somersby – Son Lux

Informações adicionais:
Maria João Serra | Promoção
Música no Coração
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Rua Viriato, 25, 2º Esq, 1050-234 Lisboa

Perguntas frequentes

Qual é o preço dos bilhetes para o Super Bock Super Rock


Fã Pack exclusivo FNAC, quantidade limitada – 95€

De 1 janeiro a 31 de março:
Passe Geral – 110€
Bilhete Diário – 55€

De 1 de abril a 15 de julho:
Passe Geral – 120€
Bilhete Diário – 60€

Nos dias do Festival:
Passe Geral – 130€
Bilhete Diário – 65€

Saiba tudo sobre o festival em presspoint.pt.

Onde posso comprar o meu bilhete para o Super Bock Super Rock?


Blueticket, Call Center informações e reservas 1820 (24 horas), ABEP, Bilheteiras da Altice Arena, rede Pagaqui, FNAC e em bilheteira.fnac.pt, Worten, Phone House, ACP, El Corte Inglês, Turismo de Lisboa, Festicket

No estrangeiro: 
Festicket
Seetickets

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