caminho de torres
O Caminho de Torres integra quatro sítios classificados como Património Mundial da Humanidade, centros históricos, património único e uma natureza exuberante

A Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM do Tâmega e Sousa) organiza, esta quinta e sexta-feira, dias 17 e 18, o I Congresso Internacional do Caminho de Santiago – Caminho de Torres. O evento, que será em formato híbrido – presencial, no Centro Cultural de Amarante, exclusivamente para oradores e parceiros do projeto, dada a lotação do espaço imposta pela DGS devido à pandemia de COVID-19, e online, para o público em geral –, contará com a Secretária de Estado e do Turismo, Rita Marques, na sessão de abertura.

Agendada para as 10h00, a abertura contará ainda com a presença da Subdiretora-Geral do Património Cultural, Rita Jerónimo, do Presidente da Câmara Municipal de Amarante, José Luís Gaspar, e do Presidente do Conselho Intermunicipal da CIM do Tâmega e Sousa, Gonçalo Rocha.

Durante dois dias, especialistas nacionais e internacionais do Caminho, designadamente de Espanha, França, Itália e Noruega, o assessor científico do projeto “Valorização Cultural e Turística do Caminho de Santiago – Caminho de Torres”, Paulo Almeida Fernandes, autarcas do Norte de Portugal e da Galiza, presidentes das Comunidades Intermunicipais da Região Norte e presidentes do Turismo do Porto e Norte de Portugal e da Galiza vão promover uma alargada reflexão, de carácter multidisciplinar, dedicada aos Caminhos de Santiago em Portugal e, em particular, ao Caminho de Torres.

Ainda no primeiro dia do evento será firmado o Protocolo de Gestão do Caminho de Torres entre as cinco Comunidades Intermunicipais responsáveis pelo projeto “Valorização Cultural e Turística do Caminho de Santiago – Caminho de Torres” – a CIM do Tâmega e Sousa, entidade líder, e as CIM do Alto Minho, do Ave, do Cávado e do Douro – e a Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal.

Valorização do Caminho de Torres com investimento de um milhão de euros

Neste Congresso procurar-se-á debater o papel do património enquanto oportunidade na definição de uma estratégia territorial, bem como a gestão regional e inter-regional de bens patrimoniais, tomando como exemplo a experiência associativa destas cinco Comunidades Intermunicipais em torno do Caminho de Torres.

Recorde-se que a CIM do Tâmega e Sousa, em parceria com as Comunidades Intermunicipais do Alto Minho, do Ave, do Cávado e do Douro, viram aprovado um projeto, que começou a ser desenvolvido em 2017, denominado “Valorização Cultural e Turística do Caminho de Santiago – Caminho de Torres”, cujo investimento global é de cerca de um milhão de euros, cofinanciado por fundos comunitários.

O Caminho de Torres, que adota o nome do célebre peregrino Diego de Torres Villarroel (1694-1770), é um dos quatro itinerários jacobeus estruturados em Portugal (Caminho da Costa, Caminho do Interior, Caminho Central, Caminho de Torres), atravessando três concelhos da Região Centro e 15 da Região Norte. Na área geográfica da CIM do Tâmega e Sousa, o Caminho de Torres atravessa os concelhos de Baião, Amarante e Felgueiras.

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Mais de dois séculos e meio depois, Luís António Quintales transformou o relato de Torres num Caminho de Santiago adaptado às necessidades das peregrinações jacobeias atuais.

Projeto com área de intervenção de 234 quilómetros

Sendo o Caminho Português de Santiago o segundo itinerário mais percorrido para chegar até ao apóstolo Santiago, apenas superado pelo Caminho Francês, e integrando este a Lista Indicativa de Portugal ao Património Mundial da UNESCO, a preservação da sua autenticidade e integridade, através de evidências históricas e do património, vai permitir aumentar o número de visitantes nos sítios e atrações culturais ou naturais associadas ao Caminho de Torres, bem como contribuir para a valorização da identidade cultural das regiões envolvidas no projeto.

Para já, o projeto estabeleceu uma área de intervenção de 234 quilómetros, entre Ponte do Abade (Sernancelhe) e a ponte internacional sobre o rio Minho (Valença do Minho), correspondente à extensão do território de influência das cinco Comunidades Intermunicipais parceiras, onde foi instalada sinalética padronizada de acordo com as normas internacionais do Plano Xacobeo, áreas de descanso e painéis informativos ao longo do caminho.

Previamente a estes trabalhos, foram realizados o estudo e o diagnóstico do itinerário, no sentido de fundamentar a autenticidade do traçado reconhecido por Luís Quintales, identificar oportunidades de qualificação paisagística e patrimonial e avaliar necessidades de sinalética e intervenções de segurança para os peregrinos.

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Ao longo deste projeto foram produzidos diversos materiais de informação sobre o Caminho de Torres, desde guias, mapas, brochuras, um livro em português, inglês e castelhano, um website e uma aplicação mobile, para além de um conjunto alargado de merchandising dirigido aos peregrinos, grupo-alvo de todo o projeto e razão de existência deste caminho e do investimento público realizado.

Caminho de Torres em processo de certificação

Também está a ser realizado o processo de certificação do Caminho de Torres, isto é, a elaboração de um dossier com todos os requerimentos necessários para apresentar a candidatura ao processo de certificação do itinerário Caminhos de Santiago.

O Caminho de Torres, que liga Salamanca a Santiago de Compostela, tem cerca de 600 km e foi estruturado em 24 etapas que podem ser percorridas em 24 dias de caminhada, numa excelente oportunidade para ultrapassar limites, ao mesmo tempo que o caminhante mergulha na natureza, em plena introspeção. O Caminho de Torres junta localidades importantes para o imaginário medieval jacobeu, como Lamego, Amarante, Guimarães, Braga e Ponte de Lima.

Depois deste Congresso, o Caminho de Torres será também apresentado em Salamanca e em Santiago de Compostela, em julho.

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Toda a estratégia promocional está a ser articulada a nível regional e nacional com as entidades que promovem os Caminhos de Santiago, nomeadamente a Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal e o Turismo de Portugal.

Percurso integra quatro sítios Património Mundial da Humanidade

O Caminho de Torres integra quatro sítios classificados como Património Mundial da Humanidade, centros históricos, património único e uma natureza exuberante. Um convite a que se viva o Caminho.

A sessão de encerramento do congresso, agendada para as 16h40 de sexta-feira, dia 18, será presidida pela Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Ferreira, e pelo Vice-Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, Beraldino Pinto.

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O I Congresso Internacional do Caminho de Santiago – Caminho de Torres insere-se no âmbito do projeto “Valorização Cultural e Turística do Caminho de Santiago – Caminho de Torres”, cofinanciado pelo Norte 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

Informações adicionais para órgãos de comunicação social:

Ivone Barbosa

CIM do Tâmega e Sousa

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FONTECIM do Tâmega e Sousa
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