PÓVOA DE VARZIM (PRESSPOINT) - O mês de Setembro recebe uma das festas religiosas mais participadas do concelho que traz à Póvoa de Varzim muitos visitantes. De domingo, 12, a terça-feira, 21, terão lugar as tradicionais festas em honra de Nossa Senhora das Dores. A Comissão de Festas de Nossa Senhora das Dores é responsável pela organização das comemorações que, para além das solenidades, contemplam a realização de dois arraias nocturnos. A abertura das festas no dia 12 será assinalada com a girândola de morteiros e repique dos sinos a marcar o começo da Missa Solenizada, às 10h30, na Igreja de Nossa Senhora das Dores. Às 18h00 terá início o Septenário de Nossa Senhora das Dores que será celebrado todos os dias, à mesma hora, com Missa Vespertina. Os Sermões vão estar a cargo do Padre José da Costa Araújo. No dia 18, às 22h00, poderá assistir ao 1º Arraial Nocturno, com a exibição do Rancho Caxineiro e do Rancho Folclórico de Santa Eulália de Beiriz, seguido do Grande espectáculo de fogo preso e fogo de jardim. No domingo, 19, haverá Missa Solene, às 10h30, e pelas 16h00 irá sair da Igreja de Nossa Senhora das Dores a Grandiosa Procissão presidida pelo Rev.º Pároco da Matriz, António Torres, com acompanhamento da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários e da Banda Musical da Póvoa de Varzim. A procissão de Nossa Senhora das Dores começou por se realizar no quarto domingo de Agosto para se fixar desde o início do século passado no terceiro domingo de Setembro. Milhares de penitentes, de todas as idades e categorias sociais, incorporam-se todos os anos no cortejo religioso, na maioria descalços e com velas do seu tamanho na mão ou representativas da parte do corpo onde se pretende que ocorra a cura. O itinerário da procissão é o seguinte: Rua Dr. Fernando Barbosa, Rua do Visconde, Largo Eça de Queirós, Praça do Almada, Rua Dr. Sousa Campos, Praça da República, Rua da Junqueira, Largo Dr. David Alves, Rua dos Cafés, Passeio Alegre, Avenida dos Banhos, Rua Elias Garcia, Rua António Graça, Avenida Mousinho de Albuquerque e Largo das Dores. À noite, às 22h00, não perca o 2º Arraial Nocturno, com a actuação do Grupo de Danças e Cantares de Amorim e do Rancho Folclórico das Carvalheiras de Argivai, seguido do Grande Festival Pirotécnico. Destaque, ainda, para a tradicional Feira da Louça, a partir das 9h00 do dia 20, segunda-feira, e para a cerimónia do Beija-Mão da Senhora que decorre no dia 21, entre as 16h00 e as 23h00, atraindo centenas de devotos.
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Póvoa de Varzim: As festas em Setembro
Segunda-feira, 6 de Setembro, 2010Braga/Freguesias: Palmeira organiza no sábado 31.ª edição do Concurso do Vestido Pintado
Segunda-feira, 6 de Setembro, 2010BRAGA (PRESSPOINT) - A Associação Recreativa e Cultural de Palmeira (ARCP), com a colaboração da Junta de Freguesia, vai realizar no próximo sábado, pelas 21 horas, o 31.º Festival Palmeira – “Concurso do Vestido Pintado”. Este concurso, único no nosso país, irá realizar-se nas instalações desta Associação. Segundo Vítor Faria, presidente da ARCP, este evento contará na presente edição com o desfile de 13 concorrentes, que foram previamente inscritas para participar neste concurso. Os vestidos levados a concurso serão exibidos por modelos do sexo feminino com idade superior a 10 anos, os quais foram pintados por pintores não profissionais, como prevê o regulamento. Este ano, existem alguns vestidos que foram até pintados pela própria modelo que o vai apresentar a concurso. Todos os participantes terão que respeitar todas as normas que compõem o regulamento que é do conhecimento de todos os concorrentes, sob pena de poderem ser penalizados ou até excluídos do concurso se os júris assim o considerarem. A organização irá premiar os três vestidos que evidenciarem melhor qualidade na pintura do vestido. Haverá prémios tanto para os melhores concorrentes como para os melhores pintores. Todos os restantes concorrentes e pintores serão contemplados com troféus de participação. O Júri é composto por cinco pessoas ligadas às artes e design, que avaliarão única e simplesmente a pintura, não dando qualquer relevância à confecção do vestido, nem à forma como a modelo procede ao desfile. Os 13 concorrentes inscritos para o concurso são: Raquel Maria Rodrigues Murteira, cujo vestido foi pintado por Ana Maria Murteira; Cátia Alexandra Costa Gonçalves, pintor António Braga, pintor que também pintou outro vestido para a concorrente Filipa Manuela Ferreira Gomes; Lara Isabel Costa Gonçalves, pintou o vestido a dupla Ângela de Oliveira e Natália Santos; Sara Daniela Ferreira Araújo, vestido pintado por João Ferreira da Costa; Filipa Dara Ventura Soares, pintado por Carlos Silva; Ana Catarina Real Dias, vestido pintado por Cristiana Mouta; Flávia Carvalho Duarte, vestido pintado por Maria da Conceição Coelho; Ana Miguel Neto Ferreira, pintora é Arminda Pereira; Ana Isabel de Faria Araújo Silva, vestido pintado pela dupla Inês Lopes e Rita Lopes; e por último as concorrentes Maria Rosa Ferreira Lopes, Lara Maria Silva Leite e Sara Margarida da Costa Lopes, que, para além de concorrentes a desfilar, assumem também o papel de pintoras do próprio vestido. Segundo o presidente da Associação Recreativa e Cultural de Palmeira, Vítor Faria, esta edição do Festival de Palmeira – Concurso do Vestido Pintado, para além do desfile das concorrentes e consequente avaliação do júri e entrega de troféus, proporcionará ainda uma noite animada pelo grupo de Bombos “Tambombo” da Escola EB 2 e 3 de Palmeira e também pela Tuna Universitária do Minho.
Vila Verde: Museu do Linho em Marrancos
Segunda-feira, 6 de Setembro, 2010VILA VERDE (PRESSPOINT) - A valorização de uma tradição agrícola/rural ancestral com fortes raízes na freguesia de Marrancos, Vila Verde, está na base da criação do futuro Museu do Linho, um projecto que o presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela, lançou recentemente e que quer tornar uma realidade «em breve». A ideia foi lançada e discutida – em primeira instância – na Espadelada de Linho integrada na iniciativa ‘Na Rota das colheitas’, no passado fim-de-semana. A Associação Cultural e Recreativa de Marrancos e a Junta de Freguesia local acolheram de imediato e estão associados ao projecto. «Criaremos um espaço de interpretação e, ao mesmo tempo, acrescentaremos uma importante mais-valia a uma freguesia que já tem alguma tradição no cultivo e preparação desta matéria específica, o Linho, aliás a matéria-prima nobre que dá suporte aos tradicionais Lenços de Namorados de Vila Verde», avança António Vilela. Com este anúncio, entrou imediatamente em fase de estudo a criação daquele espaço museu, «uma espécie de repositório e centro de interpretação do Linho, do cultivo à preparação artesanal e mesmo à confecção dos ricos panos que daí resultam». O edil diz que a ideia assenta «mais uma vez, nas nossas raízes, nos saberes tradicionais. No caso concreto, o senhor Abílio Ferreira é um conhecedor profundo das tradições rurais/agrícolas do concelho. Em Marrancos, mantém viva uma tradição única, já em vias de extinção, que o Município de Vila Verde quer preservar e valorizar. Não podemos deixar cair este importante património da nossa cultura, das nossas tradições ancestrais, que em Marrancos se mantém com a genuidade dos primeiros tempos». Depois de lançada a ideia, com imediato e total acolhimento dos organismos locais, o projecto entrou na fase de estudo. A ideia original passa pela adaptação da desactivada escola primária local e a sua transformação «num museu que retrate todas as fases de transformação do linho», onde não faltarão os engenhos e peças usadas no seu ciclo de produção. Em complemento, o espaço reunirá uma área interpretativa, com suportes informático e multimédia, onde não faltarão vídeos e registos fotográficos do cultivo, passando pela recolha no campo e a espadelada de linho tradicional, até ao tear e ao pano. Os trajes típicos e os gestos de cada fase complementarão o espaço, com exemplos dos diferentes tipos de linho e diferentes tipos de peças de vestuário e uso variado, sem esquecer os lenços de namorados, a peça mais emblemática do concelho.
V. P. Âncora: As festas da “Gente do Mar” e da padroeira Nossa Senhora da Bonança
Sábado, 4 de Setembro, 2010VILA PRAIA DE ÂNCORA (PRESSPOINT) - As festas da Padroeira das Gentes do Mar mantêm-se no mesmo fim-de-semana de sempre. Nos dias 9, 10, 11 e 12 de Setembro, Vila Praia de Âncora está em festa, em honra de Nossa Senhora da Bonança. A tradição é longa e as festas têm um seguimento que se repete há muitos anos. Agonia, Santa Marta, Meadela, Senhora das Dores, S. Bartolomeu, Santa Maria de Cássia, Festa das Rosas, Cruzes, Senhora das Areias, S. João d’Arga, em Setembro a Senhora da Peneda, a tradicional Festa das Solhas em Lanhelas – Caminha, depois Senhora da Bonança e por último as Feiras Novas. Em Vila Praia de Âncora, a festa do mar e dos pescadores, de cariz religioso, com duas procissões e muita devoção, mantém a tradição. Pelo menos em algumas coisas. Antes alugavam-se as casas aos veraneantes, e na praia se tomava banho em combinações de nylon. A seguir, comia-se o presunto de Fiães com o sabor da sardinha fresca da alvorada. Os pregões eram estes: “ai que bibinhas, muninas”, é “sardinha d’ alvorada, do nosso mar”. Aí se tirava o dinheiro de uma pequenina saca que as moças traziam escondida no seio, por entre a blusa de fazenda fina, franzida na cintura e de manga comprida. Ainda assim, os festejos assemelham-se. Se não, vejamos. A procissão Maior, que se realiza no domingo, ao percorrer o Portinho tem como ritual o sermão junto das embarcações e a habitual bênção das redes; a Procissão da Senhora da Bonança tem os seus vinte e três andores, todos escamados de palmitos, pinhas e ramos floridos. No restante, a festa cumpre com alvoradas festivas, todos os dias, e demais animação.
Ponte de Lima: As Feiras Novas
Sábado, 4 de Setembro, 2010PONTE DE LIMA (PRESSPOINT) - As Feiras Novas de Ponte de Lima recebem este ano uma visita muito especial. A presença do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, irá honrar as festividades que melhor exprimem as tradições e as singularidades da identidade minhota. Conhecidas também como a “Romaria de Noite e de Dia”, as Feiras Novas realizam-se pela primeira vez no segundo fim-de-semana deste mês, celebrando-se de 10 a 13 de Setembro. Estas festas concelhias oficializaram-se em 1826 e, com o decorrer de todos estes anos, continuam a ser a maior atractividade cultural de Ponte de Lima, preservando os valores da ruralidade, com a alegria das bandas de música, dos cantares ao desafio, das tocatas, das concertinas e das danças tradicionais do seu folclore. Nesta festa incontornável da cultura popular que perdura 24 horas por dia, o folclore ganha a sua expressão máxima, sendo um hino às origens e identidade do povo que procura manter vivas as tradições. Encerrando o ciclo de festas e romarias do Alto Minho, as Feiras Novas são a última oportunidade de viver intensamente este enorme arraial minhoto, deixando saudade da folia e diversão nas barracas dos petiscos, do vinho verde, da boroa caseira, dos rojões e sarrabulho ao som das concertinas e cantares ao desafio. O arranque está marcado para o dia 10 de Setembro, onde os Fados de Coimbra ganham voz pelo grupo “Capas Negras” e se projectam nos jardins do Paço do Marquês a partir das 20h30. A “Bandinha da Alegria” dá início à animação de rua a partir das 21h00, prosseguindo-se os concertos das Bandas de Música, Cantares ao Desafio e actuação das Tunas pela noite dentro. O dia seguinte desperta com a ruralidade em força, com o Concurso Pecuário marcado para as 08h30. A manhã é animada com os Zés Pereiras e Gaiteiros, Bandas de Música, tendo o seu ponto alto ao meio-dia com a concentração dos Zés Pereiras. Durante a tarde, duas grandes referências do programa limiano: a Corrida de Garranos às 16h30 e o Cortejo Etnográfico às 16h00, num desfile único dos trajes representativos das 51 freguesias do concelho, dos seus usos e costumes ancestrais. A noite é das Rusgas, com Concertinas e Folclore um pouco por todo o lado a partir das 22h00, culminando na explosão de luzes do Fogo de Artificio. Na manhã de Domingo, o ambiente festivo intensifica-se com a Salva de Morteiros a marcar a alvorada às 08h00 e com as sonoridades típicas dos Zés Pereiras e Gaiteiros e das Bandas de Música até ao meio-dia, onde se realiza a habitual concentração de bombos. A tarde do dia 12 de Setembro destaca-se pela realização do Cortejo “Ponte de Lima, terra com identidade” às 16h00, onde algumas figuras e instituições reconhecidas pela atitude de benemerência durante o seu percurso de vida farão o espírito solidário evidenciar-se, neste ano de combate à pobreza e à exclusão social. O Festival de Folclore arranca às 19h00, contagiando o público com a alegria das músicas tradicionais e dos movimentos sedutores do folclore que se estendem pela noite dentro. A noite é iluminada à 01h00 por uma espectacular sessão de Fogo de Artificio entre as pontes, criando um cenário idílico para gáudio dos visitantes. No último dia, salienta-se o número relevante do programa: a celebração da Missa Solene em honra da Padroeira da festa Nossa Senhora das Dores. Pelas 10h30, a Igreja Matriz enche-se de multidão que vem assistir à cerimónia solene deste culto público. Durante a tarde, a Imponente Procissão em Honra de Nossa Senhora das Dores ilumina os corações dos festeiros que assistem a esta fantástica manifestação religiosa. Mais tarde, a música popular portuguesa anima o centro histórico limiano, com a actuação do “Grupo Cantares de Outono” às 20h30 e do grupo transmontano “Alta Frequência” pelas 22h00. O Fogo de Artifício, previsto para as 00h30, projecta por fim os sonhos de quem desfrutou das Feiras Novas ao máximo e espera voltar no próximo ano.
Famalicão: Artesanato e Gastronomia de mãos dadas a partir de sexta-feira e até ao dia 12
Quarta-feira, 1 de Setembro, 2010FAMALICÃO (PRESSPOINT) - Um total de 142 expositores, divididos entre 98 artesãos (40 dos quais famalicenses), 29 vendedores de produtos alimentares tradicionais, 10 restaurantes e 5 tasquinhas estarão presentes na 27ª Feira de Artesanato e Gastronomia de Vila Nova de Famalicão, que estará patente no antigo campo da feira semanal, no centro da cidade, a partir da próxima sexta-feira e até ao dia 12. A inauguração do certame, que registará a participação do presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Armindo Costa, e de outros responsáveis locais, está marcada para as 17 horas da próxima sexta-feira. Para além do artesanato e das iguarias típicas de todo o País, a organização da feira, a cargo do pelouro da Cultura da Câmara Municipal e da Associação Comercial e Industrial de Vila Nova de Famalicão, preparou um programa de animação dominado pelo folclore e pela música popular, que promete atrair muito público. Ao nível do programa de animação, o destaque vai para o concerto do cantor popular Emanuel (quarta-feira) e para o espectáculo de humor da dupla Quim Roscas e Zeca Estacionâncio (quinta-feira). A cidade de Vila Nova de Famalicão, onde se cruzam as auto-estradas Porto-Valença e Vila do Conde-Guimarães, regressa, assim, às suas origens mais remotas, transformando-se num centro de venda de artesanato e de comidas típicas, naquela que, de acordo com o presidente da Câmara Municipal, Armindo Costa, “é uma das maiores feiras de artesanato e gastronomia do país”. A partir da próxima sexta-feira, a 27ª Feira de Artesanato e Gastronomia de Famalicão promete encher de animação uma urbe historicamente associada à actividade comercial. Recorde-se que, em 1205, precisamente há 805 anos, o Rei D. Sancho I atribuiu o Foral às terras de Vila Nova, ordenando que ali se fizesse uma feira, como forma de estimular a actividade comercial para desenvolver o seu reguengo. “Mando também que façais Feira…“, decretou o segundo rei de Portugal na carta magna que esteve na génese do actual município de Vila Nova de Famalicão. Um documento que, aliás, acabaria por marcar profundamente a identidade de uma terra que é hoje um grande centro comercial e industrial do Norte do País.
Ponte de Lima: Cavaco Silva nas Feiras Novas
Quarta-feira, 1 de Setembro, 2010PONTE DE LIMA (PRESSPOINT) - É já nos próximos dias 11, 12 e 13 que decorrerão as centenárias “Feiras Novas” de Ponte de Lima que encerram o ciclo das Festas e Romarias do Alto Minho e constituem um dos cartazes mais emblemáticos de toda a cultura popular do Minho, atraindo anualmente nos dias de Romaria milhares de visitantes à Vila Mais Antiga de Portugal. Cavaco Silva, aliás, será um deles. De entre as várias actividades das Festas destaca-se a realização do Cortejo Etnográfico a realizar no dia 11, e que é meticulosamente preparado pelas freguesias do concelho, numa das mais deslumbrantes demonstrações vivas da cultura da Ribeira Lima.
Braga/Freguesias: Tadim com Feira Franca nas festividades a S. Bartolomeu
Sexta-feira, 27 de Agosto, 2010BRAGA (PRESSPOINT) - O próximo fim-de-semana será mais uma vez de grande animação na freguesia de Tadim, com a realização da já tradicional Feira Franca, integrada nas festividades em honra de S. Bartolomeu e Santo António, numa organização a cargo da Junta presidida por José Manuel Cunha. Como é tradicional, será o domingo o “dia grande” destas festividades, com a realização da Feira Franca, que leva até Tadim e especificamente ao Largo de S. Bartolomeu, em pleno centro da freguesia, uma vastíssima multidão de forasteiros durante praticamente todo o dia. Mas já amanhã, sábado, a animação toma conta de Tadim. O momento mais importante do programa de amanhã será o espectáculo musical com início marcado para as nove e meia da noite, que levará ao palco a banda musical “Ondas”. Para a meia-noite, está programada uma sessão de fogo de artifício, funda a qual a banda prosseguirá a sua actuação. No domingo, a Feira Franca inicia-se, como habitualmente, às dez da manhã. Meia hora depois é celebrada uma eucaristia, na Igreja Matriz, estando marcado para as 11.30 horas a realização do Concurso Pecuário, com a bênção dos animais, um momento que é sempre de grande tradicionalidade e significado. A tarde será animada, a partir das 16 horas, pela actuação da Fanfarra dos Escuteiros de Merelim S. Pedro. Para as cinco da tarde está previsto o início dos actos religiosos, cujo ponto mais importante é a procissão em honra de S. Bartolomeu. O programa encerra com um espectáculo de folclore, depois das seis e meia da tarde, com a actuação do Rancho Folclórico de Serzedelo, de Ponte de Lima. José Manuel Cunha lembra, a propósito, que “esta Feira Franca está inserida nas já arreigadas festividades em honra de S. Bartolomeu e Santo António, esperando-se que durante os dias da festa, e muito principalmente no domingo, muitas centenas de pessoas acorram até ao centro de Tadim, naquilo que já se transformou numa verdadeira festa popular”. A promoção da Feira Franca resulta do vasto plano de actividades que a Junta de Freguesia de Tadim leva a efeito ao longo de todo o ano, com a particularidade de definir, previamente, um plano autónomo para as áreas da cultura e do lazer. “É nesse âmbito alargado que surge a realização deste evento, que reputamos do máximo interesse e que congrega, também, não só a comunidade tadinense como igualmente muitos forasteiros que, ainda por esta altura do ano, se encontram a passar férias na freguesia e nas redondezas”, lembrou José Manuel Cunha.
Montalegre: Vilar de Perdizes volta a ser capital da Medicina Popular
Quarta-feira, 25 de Agosto, 2010MONTALEGRE (PRESSPOINT) - A 24.ª edição do Congresso de Medicina Popular de Perdizes tem lugar de 2 a 5 de Setembro. Dias onde o oculto volta a merecer reflexão por um conjunto de oradores motivados em volta de uma temática que ano após ano convoca muita gente. O Padre Fontes, “pai” deste evento, continua a concentrar todas as atenções.
Vila Verde: Malhada do centeio para reviver tradições em Aboim da Nóbrega
Segunda-feira, 23 de Agosto, 2010VILA VERDE (PRESSPOINT) - A Casa da Pequenina, em Aboim da Nóbrega (Vila Verde) viveu uma tarde de grande festa, de tradição. A tradicional malhada de Centeio, um dos ‘rituais’ típicos da época das colheitas, integrada no programa ‘Na Rota das Colheitas’, promovido pelo município de Vila Verde e Proviver-EM, juntou mais de três centenas de populares. Com organização conjunta da Junta de Freguesia de Aboim da Nóbrega e da Banda de Música local, a iniciativa marcou – com enorme sucesso – mais uma actividade do extenso e rico programa da ‘Rota das Colheitas’, que se ‘estenderá até finais do mês de Novembro. Aos habitantes e emigrantes locais juntaram-se ainda visitantes de outras paragens, atraídos pela iniciativa: “Vi no jornal que ia acontecer isto e resolvi vir até cá, até porque gosto muito desta zona”, comentava o bracarense António Lopes, numa das pausas para petiscar. A malhada começou perto das 16H, altura em que o sol queimava a eira assente em pedregulhos de granito, previamente untada e seca com ‘bosta de gado’, como manda a tradição: “Assim o centeio não foge para as frinchas da rocha”, esclareceu um dos protagonistas da malhada, já com a alfaia pronta a entrar em acção. Os molhos do centeio foram sendo trazidos num carro puxado por uma parelha de vacas. A organização fez questão de garantir a autenticidade de cada gesto. Na eira, os molhos foram estendidos em filas paralelas pelas mulheres. Entretanto os homens organizavam-se: cinco de um lado e cinco do outro, frente a frente os dois grupos. O ritual começou. A cada estocada sincronizada de um grupo, respondia o outro da mesma forma, e assim procediam enquanto percorriam, para a frente e para trás, o corredor do centeio estendido a seus pés. “Os daqui estão a ganhar!”, ouvia-se entre quem assistia à prática, enquanto o eco dos malhos de um dos lados ia sobrepondo-se ao outro. Quem não hesitou em participar foi o presidente da Junta local, João Fernandes, um dos protagonistas de um dos primeiros grupos. Ao fim de duas voltas fez-se a primeira pausa. Encheram-se as tigelas de barro alusivas à Malhada do Centeio ‘Na Rota das Colheitas’ com o vinho verde tinto da terra e provaram-se os petiscos: pataniscas de bacalhau e broa caseira, servidos num dos casebres da herdade, que servia para guardar os cereais. Quem quisesse poderia levar a tigela para casa, a troco de um valor simbólico, como recordação, uma prática que vai repetir-se em várias das actividades agendadas ‘Na Rota das Colheitas’. As 100 tigelas encomendadas para a malhada em Aboim da Nóbrega esgotaram num ápice. Depois da pausa retomou-se a actividade. Trocaram os grupos e alguns dos espectadores quiseram experimentar-se na prática, arrancando gargalhadas gerais. A atmosfera criada nesta malhada foi de enorme alegria ressuscitando o espírito típico desta actividade, que se contagiou entre os visitantes. “O que há de mais especial nesta iniciativa é o recuperar dos cheiros e sabores únicos que só se conseguem sentir nos locais de origem», salientou a vereadora da Educação, Cultura e Acção Social, Júlia Rodrigues Fernandes, que também marcou presença na actividade. “Podíamos ter preparado esta actividade no centro de Vila Verde, mas por mais que nos esmerássemos não conseguiríamos reproduzir estes cheiros – da palha, da eira, do centeio … – que me trouxeram tantas lembranças de infância”, assinalou ainda a responsável pela tutela da Cultura do município de Vila Verde, que participou entusiasticamente na actividade servindo algumas tigelas de vinho às gentes da lavoura.