protecao ambiental
Proteção ambiental marinha também passa pelo "RiverSea", que estuda a distribuição de microplásticos nos rios Lis e Mondego

Em antecipação do Dia Mundial da Terra (22 de abril), a NOVA School of Science and Technology | FCT NOVA reúne, como exemplos paradigmáticos, cinco projetos de investigação da faculdade que estão neste momento a participar ativamente no combate global pela proteção ambiental.

Smart Fishing e a sustentabilidade da pesca artesanal

É fundamental repensar um elemento da cultura portuguesa: a pesca artesanal e a sua relação com o meio ambiente. O ‘Smart Fishing’ é um projeto que consiste em ações em territórios costeiros que motivem o pescador local a participar nas decisões que afetam a sua profissão, através de uma literacia do oceano e do rio que demonstra a importância da sustentabilidade na pesca artesanal.

Com a proteção ambiental em mente, o projeto ‘Smart Fishing’ baseia-se num Sistema Integrado Tecnológico para a sustentabilidade na pesca artesanal, assente em três eixos de conhecimento: conhecimento local, técnico e científico.

Hoje, o projeto envolve oito comunidades piscatórias da zona costeira de Almada numa série de encontros e eventos com o envolvimento direto de legisladores, em parceria com o ‘Observatório de Literacia Oceânica’, integrado nos laboratórios de investigação do ‘Centro MARE’ da NOVA School of Science and Technology | FCT NOVA.

Geoparque Oeste: a geologia na frente da proteção ambiental

A riqueza geológica da Região Oeste de Portugal, da qual os dinossauros da Lourinhã são seu expoente máximo, levaram o ‘Departamento de Ciências da Terra’ da NOVA School of Science and Technology | FCT NOVA a propor a candidatura do Geoparque Oeste a património mundial da UNESCO.

A Associação Geoparque Oeste, em parceria com o Grupo de Etnologia e Arqueologia da Lourinhã e a Sociedade de História de Torres Vedras, é uma estratégia de desenvolvimento sustentável que usa a geologia como base, com o objetivo da preservação, conservação, valorização, divulgação e dinamização do património natural e cultural da Lourinhã.

(Des)construir para a Economia Circular

O setor da construção é responsável pela extração de metade dos recursos naturais do planeta, pela emissão de gases de efeito de estufa, e pela produção de cerca de um terço de todos os resíduos produzidos na União Europeia durante um ano. Estes resíduos, designados por RCD, são frequentemente depositados ilegalmente, embora tenham um grande potencial de valorização, através da reciclagem.

A pensar na proteção ambiental, o projeto ‘(Des)Construir para a Economia Circular’, promovido pela ‘Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo’ (CIMBAL), e com financiamento do mecanismo ‘EEA Grants’, pretende desenvolver uma estratégia para a reutilização dos materiais de construção, e para a reciclagem dos RCD, potenciando os princípios da economia circular.

Neste projeto estão envolvidos os treze municípios do Baixo Alentejo, as empresas de construção, assim como os operadores de gestão de resíduos da região. A NOVA School of Science and Technology | FCT NOVA é parceira desta iniciativa através do Laboratório ‘[email protected]’ do ‘Centro MARE’.

INNOMED: bacias hidrográficas de Monte Novo, Vigia e Esporão na mira

Uma das principais preocupações na sustentabilidade da agricultura é a forma como utilizamos os recursos hídricos, cada vez mais afetados por riscos associados a alterações climáticas. Uma das regiões problemáticas de escassez de água é o Mediterrâneo. O projeto ‘INNOMED’ procura soluções inovadoras para a região mediterrânea, através de áreas de estudo em Portugal, Espanha, Itália, Chipre e Moldávia, de modo a identificar riscos, problemas e medidas necessárias para uma melhor gestão dos recursos hídricos.

Em Portugal, a área de estudo do ‘INNOMED’ centra-se nas bacias hidrográficas e albufeiras de Monte Novo, Vigia e Esporão.

O desenvolvimento deste estudo permitiu a caracterização de riscos associados à diminuição das disponibilidades hídricas que se têm vindo a observar na região, como consequência das alterações climáticas; e delineou as estratégias necessárias para assegurar a otimização do uso da água e assim aumentar a resiliência do território face aos impactes das alterações climáticas. Tendo a proteção ambiental como norte.

Proteção ambiental marinha também passa pelo “RiverSea”

O ecossistema marinho está em constante mudança. Hoje, o crescimento exponencial da produção de plástico associado à gestão ineficiente de resíduos é uma das principais ameaças ao ecossistema. A fragmentação do plástico, entre outros fatores, resulta na dispersão de microplásticos (MP) – e os rios são as principais vias de transporte de MP para o oceano.

O projeto ‘RiverSea’ estuda a distribuição de MP nos rios Lis e Mondego através de amostragem ao longo do ano. Em algumas estações, a quantidade estimada de MP pode atingir mais 2500 MP por m3 de água.

Este tipo de análise permite criar um modelo de transporte de MP dos rios até ao mar e estimar o seu input para o oceano, o objetivo final do projeto de proteção ambiental é criar uma visão coletiva para delinear e implementar estratégias para mitigar este problema ambiental com os stakeholders da bacia hidrográfica.

Informações adicionais para órgãos de comunicação social:

Luis Freitas Branco

CorpCom

M: +351 914886676

[email protected]

FONTENOVA School of Science and Technology | FCT NOVA
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