Um trabalho sobre a entrega de correio por drone, outro sobre a forma como a Inteligência Artificial está já a mudar as nossas vidas e um terceiro sobre a clonagem de medronho – eis as peças que, respetivamente, valeram aos jornalistas Rute Fonseca, da TSF, António Sarmento d’O Jornal Económico, e Nuno Costa, do Sul Informação, a conquista da primeira edição do Prémio Nacional de Jornalismo de Inovação (PNJI), no ano passado. A

Prémio Nacional de Jornalismo de Inovação 2018
Da esquerda para a direita, António Sarmento, Rute Fonseca e Nuno Costa.

segunda edição chega com sete novas categorias, prémios no valor de 20 mil euros e o apoio da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e do Sindicato de Jornalistas (SJ).

O objetivo da iniciativa dinamizada pela AGÊNCIA NACIONAL DE INOVAÇÃO (ANI) é promover o jornalismo sobre inovação de base científica e tecnológica nacional, publicado ao longo de 2018. As candidaturas estão abertas até às 23h59 do dia 13 de setembro de 2019.

Numa altura em que, segundo o European Innovation Scoreboard 2019, Portugal ocupa a 13ª posição do ranking dos países mais inovadores da UE 28, apenas a um lugar, e muito próximo de integrar o grupo de países “fortemente inovadores”, a comunicação social desempenha um papel fundamental ao dar a conhecer os projetos inovadores com que empresas e instituições têm contribuído para uma economia mais competitiva.

Este ano, o PNJI conta com novas categorias, que foram redesenhadas em conjunto com a ERC, premiando trabalhos jornalísticos produzidos no ano passado em órgãos de comunicação de âmbito nacional de imprensa, rádio, televisão e multimédia – “Nacional Escrito”, “Nacional Audiovisual”, “Nacional Áudio” e “Nacional Multimédia”. “Regional” é a categoria que distinguirá uma peça desenvolvida para um meio de âmbito local. No total, a ANI vai premiar os vencedores destas cinco categorias com 20 mil euros (quatro mil por categoria).

2.ª edição do Prémio Nacional de Jornalismo de Inovação incluirá menções honrosas para estudantes e entusiastas

Nesta segunda edição, também serão premiados trabalhos de estudantes e entusiastas da comunicação, nomeadamente nas categorias “Menção Honrosa Academia” e “Menção Honrosa Blog/Podcast”. A estas serão atribuídos troféus.

A inovação de base científica e tecnológica tem vindo a ganhar espaço nos diversos meios de comunicação, na mesma proporção em que as empresas portuguesas investem cada vez mais em I&D, se dão a conhecer startups e projetos inovadores a bom ritmo, e Portugal se assume como um destino para multinacionais e eventos com uma importante componente tecnológica. A criação deste prémio foi a forma que a ANI encontrou para apoiar e impulsionar o jornalismo de qualidade sobre inovação e, consequentemente, a própria inovação. O PNJI é, também, “um instrumento que visa reconhecer a importância do jornalismo para uma sociedade mais inovadora e sustentável”, explica Eduardo Maldonado, presidente da ANI.

Para Eulália Pereira, da ERC, “numa era em que a desinformação se difunde com grande fluidez através das plataformas digitais, onde os órgãos de informação credível se confundem com outros que surgiram para difundir informação manipulada que intoxica o público e, ao mesmo tempo lança a desconfiança também sobre aquilo que é verdadeira informação, a atribuição de um prémio que distingue o jornalismo de qualidade não pode deixar de ser assinalado como uma iniciativa de apoio a este setor essencial para a democracia. Ainda mais porque premeia uma área especializada que não é comum e que acrescenta conhecimento aos cidadãos, promovendo o seu sentido crítico e a sua resistência à desinformação”.

Sofia Branco, presidente da Direção do Sindicato dos Jornalistas, destaca igualmente a criação deste prémio, sublinhando que são bem-vindas todas as iniciativas de incentivo ao jornalismo de qualidade, para mais numa área de conhecimento que exige competências especializadas, uma mais-valia profissional que tem sido desvalorizada num setor em profunda transformação e crescente fragilidade.

Votação do público pesa 40%

Terminado o período de submissão de candidaturas para o Prémio Nacional de Jornalismo de Inovação, que decorre no website da ANI, a Agência divulgará até 1 de outubro quais as que foram admitidas e excluídas. Segundo o regulamento, que pode igualmente ser consultado online, serão aceites trabalhos de natureza jornalística que tenham como objeto temáticas de investigação & inovação (I&I) de base científica e tecnológica com impacto social ou para o setor empresarial; abordem I&I desenvolvidas em Portugal ou em parceria com entidades portuguesas; tenham natureza jornalística, isto é, informativa; e sejam submetidos pelo seu autor ou coautor.

A avaliação de candidaturas pelo júri, que é composto por representantes do COMPETE 2020 e da ERC e presidido por um membro da ANI, decorrerá até 4 de novembro. Serão selecionados três trabalhos por categoria, os quais serão submetidos a votação do público no website da ANI, que terá o peso de 40% na decisão, e que decorrerá entre 8 e 22 de novembro. Os demais 60% serão responsabilidade do Júri Final, constituído pelos presidentes da ANI, Eduardo Maldonado, do COMPETE 2020, Jaime Andrez, do Sindicato dos Jornalistas, Sofia Branco, e pelo vice-presidente da ERC, Mário Mesquita. Em caso de empate, o voto do público decide o vencedor.

O PNJI é promovido no âmbito do SIAC – Iniciativa de Transferência de Conhecimento, cofinanciada pelo COMPETE 2020, através do Portugal 2020 e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

Contactar para mais informações:
MARLENE SILVA
TM. 910 520 325 | [email protected] | Skype: marlenesilva.pure

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