impacto do 5g

A Adecco revela que o mundo do trabalho está a preparar-se para o próximo grande abalo. E não será nada como a nossa experiência de trabalho remoto durante o confinamento, as chegadas escalonadas ao escritório, os turnos para o refeitório, os smartphones com mensagens de correio eletrónico, conversas online com colegas de trabalho, videochamadas e chamadas em conferência. O impacto do 5G e a magnitude de perturbação decorrente da sua implementação não é de modo algum comparável às soluções temporárias introduzidas durante a emergência da pandemia COVID.

Com o desenvolvimento contínuo das novas infraestruturas digitais, as mudanças serão duradouras, afetando os nossos comportamentos e anunciando um novo modelo de trabalho, revela a Adecco.

Algumas destas inovações já são comuns e estão a impulsionar a transformação digital: banda larga, computação na nuvem, infraestruturas móveis e afins, fazem todas parte de um processo que está a revolucionar todos os aspetos da nossa vida laboral (e para além dela). A desmaterialização da burocracia, por exemplo, irá simplificar a relação entre o público e o privado, e entre as empresas e a administração pública. No que diz respeito à produtividade – no contexto da Indústria 4.0 e das fábricas inteligentes – a automatização tornar-se-á um padrão que exigirá novas competências e novos empregos, que dificilmente podem ser descritos como de “colarinho azul”.

Tudo isto acontecerá no âmbito de redes digitais integradas, diz a especialista, onde as plataformas online irão mediar as relações entre os vários players, em tempo real e quase sem latência. Estamos a analisar um novo modelo de produtividade e eficiência onde o local de trabalho e as tarefas realizadas não coincidirão necessariamente, graças ao trabalho inteligente e aos sistemas de ligação remota. Basta imaginar chamadas holográficas através de auscultadores de realidade virtual ou aumentada que permitem o encontro de pessoas em espaços virtuais (como feiras comerciais, conferências de imprensa e reuniões empresariais) habitados por avatares.

O impacto do 5G e os desafios decorrentes

Estas enormes capacidades, quase semelhantes às da ficção científica, não estão isentas de riscos. À medida que as infraestruturas digitais se forem tornando o potenciador da inovação, a cibersegurança terá de salvaguardar as nossas comunicações, compras, jogos e, claro, o nosso trabalho.

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À medida que a tecnologia 5G expande a conectividade com um número crescente de pontos de acesso, haverá necessidade de novos padrões de resiliência que tenham em conta a interconetividade dos dispositivos (utilizando sistemas sem fios, rádio ou infravermelhos), e no caso de um ataque permitir a sua exclusão da rede sem comprometer a própria rede. De facto, todo o sistema pode ser mais vulnerável durante a transição inicial de 4G, quando as versões antigas e novas correm lado a lado e permitem que as duas redes trabalhem em conjunto. Por outras palavras, alerta a Adecco, é melhor estar preparado para quando isso acontecer.

No entanto, o impacto 5G vai muito além da tecnologia. Haverá também repercussões nos contratos de trabalho. Como 5G permite um novo modelo para a produção de bens e serviços e uma nova relação entre trabalhadores e empregadores, haverá necessidade de trabalhadores com capacidade para lidar com a complexidade. Nesta perspetiva, os futuros contratos de trabalho já deverão incluir disposições para a requalificação e reconversão profissional, a fim de garantir que a força de trabalho tenha as competências necessárias.

Para mais informações

Sofia Velasco – Communication Director – EDC

T: +351 211 913 070     |    M: +351 932 101 396   

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