A Seresco Portugal, empresa especialista em processamento salarial, avança com alguns esclarecimentos de dúvidas salariais durante o estado de emergência, que têm preocupado a maioria das pessoas, devido ao esforço acrescido de empresas e cidadãos e as obrigações financeiras mensais de todos.

Entre as mais prementes, figuram três dúvidas salariais durante o estado de emergência

1. Se tiver que ficar em isolamento profilático determinado por autoridade de saúde, esta será equiparada a doença?

Diz a Lei agora em vigor que durante os primeiros 14 dias de isolamento, o subsídio de doença é pago a 100% da remuneração de referência.

2. E caso fique doente?

Caso se verifique a ocorrência de doença, durante ou após o fim dos 14 dias de isolamento profilático e for emitido um certificado de incapacidade temporária (CIT)*, de acordo com a Lei em vigor, as percentagens a receber podem alterar, mediante o tempo em que estiver de “baixa médica” com o vírus ativo:

• Passará a auferir 55% durante o período de incapacidade temporária para casos de duração inferior ou igual a 30 dias;

• Passará a auferir 60% durante o período de incapacidade temporária para casos de duração superior a 30 dias e inferiores ou iguais a 90 dias;

• Passará a auferir 70% durante o período de incapacidade temporária para casos de duração superior a 90 dias e inferiores a 365 dias;

• Passará a auferir 75% durante o período de incapacidade temporária para casos de duração superior a 365 dias;

Cabe ao trabalhador, o envio da declaração de isolamento profilático emitido pela autoridade de saúde à sua entidade empregadora que, por sua vez, a deve enviar à Segurança Social via segurança social direta.

A Seresco esclarece ainda que, de acordo com a Segurança Social, a empresa deverá ainda preencher e remeter o modelo disponível no portal da Segurança Social com a identificação total de todos os trabalhadores, acompanhado de cópia das declarações emitidas pela Autoridade de Saúde. O modelo e as declarações devem ser entregues através da Segurança Social Direta em “Perfil->Documentos de prova->Assunto: COVID19->Escolher e anexar ficheiro-> Breve descrição, no campo Texto”.

3. E se o meu filho ou o meu neto ficarem infetados, como devo proceder? Quanto vou auferir?

Esta é uma das mais comuns dúvidas salariais durante o estado de emergência. O isolamento profilático de filho ou neto (determinado por autoridade de saúde) a quem o trabalhador tenha de prestar assistência inadiável é considerado como falta justificada.

No caso do isolamento profilático de filho a quem seja necessário prestar assistência, a falta do trabalhador será considerada uma falta para assistência a filho com o regime vertido no artigo 49.º do Código do Trabalho. Estas faltas não determinam a perda de quaisquer direitos salvo quanto à retribuição (artigo 65.º, n.º 1, g) do Código do Trabalho) uma vez que a Segurança Social atribuirá um subsídio por assistência a filho (atualmente de 65% da remuneração de referência e que passará a 100% dessa mesma remuneração quando o Orçamento de Estado para 2020 entre em vigor – artigo 35.º da Lei 91/2009 com a redação imposta pela Lei 90/2019, sujeito à disposição transitória do artigo 9.º, n.º 1, e) da Lei 90/2019).

Quanto ao procedimento de justificação de faltas, entende a Seresco que deve ser seguido o que consta do artigo 49.º do Código do Trabalho, ainda que considerem que a “prova do caráter inadiável e imprescindível da assistência” constante do artigo pode ser substituída pela declaração da autoridade de saúde que será emitida quanto ao isolamento do filho.

No caso do isolamento profilático for de um neto a quem seja necessário prestar assistência, a Seresco esclarece que o que foi dito acima, aplica-se com as devidas adaptações à falta para assistência a neto em caso de isolamento profilático determinado por autoridade de saúde. O subsídio por assistência a neto é de 65% da remuneração de referência e não será alterado com a entrada em vigor do Orçamento de Estado para 2020. Quanto ao procedimento de justificação de faltas, entende a Seresco que deve ser seguido o que consta do artigo 50.º do Código do Trabalho, ainda que considere que a “prova do caráter inadiável e imprescindível da assistência” constante do artigo pode ser substituída pela declaração da autoridade de saúde que será emitida quanto ao isolamento do neto.

* comunicado, por via eletrónica, pelos serviços de Saúde à Segurança Social.

Sobre a Seresco

A Seresco é um fornecedor global de soluções no âmbito das Tecnologias da Informação, que conta com 50 anos de experiência, tanto em consultadoria como em desenvolvimento e integração de soluções, outsourcing tecnológico e gestão de infraestruturas. A vocação para o serviço, o compromisso com os resultados e os prazos são os seus principais valores corporativos. Presente na Península Ibérica, com centro de serviços próprios em Madrid, Barcelona, Astúrias, Galiza e Lisboa, tem sucursais no Equador e na Costa Rica e uma carteira de clientes composta por organizações de todos os setores, tais como diversos organismos e administrações públicas.

Em Portugal a Seresco inclui a oferta de todo um portfólio de serviços e soluções para a administração de salários e de Recursos Humanos, prestando serviços no âmbito da externalização e da gestão económica.

Para mais informações contacte:

Sofia Velasco

E-mail: [email protected] | Tlm: +351 932 101 396

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