O Festival mais bonito da cidade regressa nos dias 22 e 23 de novembro. O cartaz do Super Bock em Stock já tem vários nomes confirmados, para a nova edição, que voltará a encher a Avenida da Liberdade e artérias adjacentes, em Lisboa, com alguma da melhor música do momento.  

A ordem é caminhar pelas ruas e, de sala em sala, descobrir música nova, desfrutando e descobrindo também os recantos da cidade que, no dia a dia, nos passam desapercebidos. A paisagem urbana da capital entrelaça-se, assim, com as melhores propostas da vanguarda da música, de que fazem parte alguns dos principais talentos da nova música portuguesa, artistas que garantem o futuro da produção nacional e que testam as convenções de cada género.

Um dos principais objetivos do Festival é fazer com que o público seja surpreendido por novas sonoridades em qualquer um dos doze palcos espalhados pela Avenida da Liberdade, em Lisboa. E são já 21 as confirmações para a edição deste ano do Festival: Kevin Morby, Viagra BoysGhostly Kisses, Nilüfer Yanya, Curtis Harding, Balthazar, Meute, Sinkane, Ady Suleiman, Helado Negro, Michael Kiwanuka, Orville Peck, Marissa Nadler, Jordan Mackampa , Slow J, Col3trane, HAUTE, Dream People, Bruno de Seda, Baleia Baleia Baleia e Gator, The Alligator.

Faça um voo rasante a todos os nomes do cartaz do Super Bock em Stock

Kevin Morby

Se há dúvidas quanto ao futuro da música folk, estas dissipam-se quando se ouve Kevin Morby. Herdeiro de Dylan e de tantos outros trovadores norte-americanos, Kevin faz parte kevin morby no cartaz do super bock em stockde uma geração de cantores folk que inclui nomes como Angel Olsen ou Kurt Vile. Antes da carreira a solo, o senhor Morby viveu bons momentos em grupo, indispensáveis para o seu crescimento artístico, primeiro nos Woods e depois na dupla The Babies, com Cassie Ramone. Quando trocou Brooklyn por Los Angeles, gravou uma coleção de canções dedicada à cidade de Nova Iorque.

Aí percebeu-se que o seu caminho a solo começava a ganhar forma e em 2013 Kevin gravou aquele que seria o seu primeiro disco em nome próprio: “Harlem River“. “Still Life“, o segundo disco, foi editado logo no ano seguinte. Kevin juntou amigos e arriscou um pouco mais, apresentando um registo que vai além da relação íntima entre um homem e a sua guitarra. Por essa altura o público e a crítica já estavam rendidos às canções clássicas e sempre belas de Kevin Morby, mas a aclamação só aumentou com os discos que vieram a seguir: “Singing Saw” e “City Music“.

Nestes anos, publicações com a Mojo, a Uncut ou a Pitchfork não o deixaram de fora das listas dos melhores. A sua ética de trabalho descansa os fãs: já sabem que não é preciso esperar muito para ouvir canções novas. E 2019 é ano de mais um disco. “Oh My God” explora as inquietações espirituais de Kevin Morby, cada vez mais maduro, e num constante diálogo com referências como Lou Reed ou Bob Dylan (a fase gospel, neste caso). Kevin Morby é hoje um dos melhores cantautores do mundo e vai estar em Lisboa em novembro, a rechear o cartaz do Super Bock em Stock.



viagra boys

Viagra Boys

Tudo começou quando seis rapazes começaram a desenvolver a sua própria linguagem, além daquilo a que convencionalmente se chama punk rock, sem nunca negar essa tradição. Formados em 2015, os V**gra Boys são influenciados por nomes como Buthole Surfers, Suicide, Dead Kennedys, entre outros.

Nestes últimos quatro anos tornaram-se uma referência do melhor rock escandinavo. Apesar de o nome da banda ter uma conotação sexual, a escolha aproxima-se mais de uma crítica ao papel do homem na sociedade. Quando Henrik “Benke” Höckert e Sebastian “Sebbe” Murphy saíram para uma noite de karaoke, mal sabiam que aquele momento de diversão ia mudar as suas vidas, mas assim que Sebbe começou a cantar, Benke apercebeu-se de que estava diante de algo realmente especial. A primeira gravação da banda tinha o nome de “Consistency of Energy“.

A energia inicial manteve-se nos registos que se seguiram. E os primeiros concertos também não deixaram quaisquer dúvidas: os V**gra Boys eram mesmo um caso sério. A reputação no circuito underground rapidamente se transformou na atribuição de um Grammy sueco. Em 2017 começaram a trabalhar no primeiro disco. “Street Worms” foi editado no ano seguinte e confirmou todas as melhores expectativas. A energia dos V**gra Boys é rara, contagiante e enquadra-se na perfeição no cartaz do Super Bock em Stock.



linufer yaniaNilüfer Yanya

Apesar de já escrever músicas na sua cabeça desde os seis anos, e na guitarra desde os 12, a verdade é que ainda levou algum tempo para que Nilüfer Yanya ganhasse coragem para mostrar todo o seu talento. Felizmente a timidez desapareceu e hoje é uma das maiores promessas da música indie.

A sua música sabe namorar o jazz e a soul como poucas, sem nunca perder o apelo pop que a distingue. Filha de artistas, cresceu a ouvir música turca, apresentada pelo pai, e música clássica, apresentada pela mãe, e começou a dar nas vistas graças a uma série de canções que largou na plataforma Soundcloud. Não demorou até que assinasse pela editora nova-iorquina ATO, depois de ter editado três EPs pela londrina Blue Flowers.

O seu disco de estreia, “Miss Universe“, editado em março deste ano, é, sem dúvida, o passo mais ambicioso até aqui. Trata-se de um álbum conceptual dedicado à ansiedade, paranoia e outros transtornos psicológicos. A velocidade da vida moderna é escrutinada numa espécie de fluxo de consciência que confirma a apurada sensibilidade artística da jovem britânica.

Influenciada por nomes tão diferentes como Amy Winehouse, Nina Simone ou os Pixies, Nilüfer consegue trabalhar todas essas referências ao serviço da arte que quer fazer. Canções como “Heavyweight Champion of the Year” ou “In Your Head” prometem não sair da nossa cabeça até ao concerto da jovem, em grande destaque no cartaz do Super Bock em Stock.



 

ghostly kissesGhostly Kisses no cartaz do Super Bock em Stock

Podemos dizer que Ghostly Kisses é o sonho musical da cantautora canadiana Margaux Sauvé. Começou a tocar violino quando tinha apenas cinco anos de idade, seguindo os passos de uma família de músicos. Mas só mais tarde é que chegaram as suas próprias canções.

A assinatura Ghostly Kisses vem de um poema do escritor William Faulkner – e essa referência literária é uma boa pista para ouvir melhor a voz etérea de Ghostly Kisses e entrar dentro deste universo. Em 2017 a canção “Such Words” alcançou mais de 50.000 plays no Spotify. Em 2017 editou o primeiro EP, “What You See”.

Canções como “Empty Note” e “Roses” estavam lá para provar toda a sua elegância. O segundo EP chegou em 2018. “The City Holds My Heart” foi produzido por Louis-Étienne Santais e é inspirado em algumas texturas sonoras indie dos anos 90. A voz suave de Margaux paira sobre diferentes baterias, sintetizadores, arranjos de cordas e camadas de piano, protagonizando momentos de rara beleza. E em novembro deste ano, o Super Bock em Stock é uma oportunidade privilegiada para tomar contacto com a beleza destas canções. O convite é irrecusável.

curtis harding no cartaz do super bock em stockCurtis Harding

Curtis Harding é uma das figuras do melhor rock e r&b da atualidade. Nascido e criado em Saginaw, Michigan, Curtis experimentou o palco muito cedo, acompanhando a mãe, também artista. Mais tarde fixou-se em Atlanta e foi lá que começou a dar nas vistas. A sua voz forte e marcante valeu-lhe colaborações com nomes como os Outkast ou Ceelo Green (neste caso, uma colaboração com vários capítulos).

A partir de 2011, a carreira de Curtis conheceu um novo impulso quando se cruzou com Cole Alexander, guitarrista da banda Black Lips. Depressa descobriram que partilhavam a paixão pela música soul de tempos antigos e essa partilha resultou no projeto Night Sun, uma fusão de r&b com rock de garagem, editado pela Burger Records. A editora puxou pelo músico, o músico puxou pela editora e “Soul Power“, o primeiro disco a solo, apareceu em 2014.

O público e a crítica ficaram rendidos a esta fusão: soul, r&b, punk, tudo junto e nada a mais, até porque, para Curtis Harding, “soul é a essência e não a forma“. O segundo disco, “Face Your Fear“, foi produzido pelo próprio Curtis em colaboração com Danger Mouse e Sam Cohen. E é mais um registo para ouvir vezes sem conta, particularmente nestes meses que antecedem a atuação do músico, mais um “grande” no cartaz do Super Bock em Stock.



balthazar no super bock em stockBalthazar

O rock belga sempre deu bons frutos e os Balthazar são mais um exemplo disso mesmo. Tudo começou em 2004, quando Maarten Devoldere, Jinte Deprez e Patricia Vanneste ganharam uma competição de jovens talentos com a música “Lost and Found“. E, de facto, os jovens belgas não se perderam pelo caminho e incluíram esse mesmo tema no EP homónimo editado em 2006. No ano seguinte a Bélgica começou a ficar pequena para tanto talento. Seguiram-se as primeiras atuações em França, na Alemanha, Holanda, Suíça e até África do Sul.

O primeiro disco da banda chegou em 2010 e entrou diretamente para o top dos mais vendidos na Bélgica. Com a preciosa colaboração de Noah Georgeson (Strokes, Joanna Newsom, etc), o segundo disco da banda, “Rats“, viu a luz do dia em 2012, editado pela Play It Again Sam. A banda continuou a crescer, marcando presença em alguns dos melhores festivais europeus. A atmosfera psicadélica, sem saudosismos, a identidade electro-pop e os rasgos punk fazem dos Balthazar uma das melhores bandas indie do velho continente. Entretanto, a banda venceu os desafios da rotina e conseguiu reinventar-se em “Fever“, o último disco da banda, editado neste ano de 2019. O rock está longe de morrer e os Balthazar preparam-se para dar a prova disso mesmo, já na próxima edição do Super Bock em Stock.

meute no super bock em stockMeute representam a música techno no cartaz do Super Bock em Stock

Os MEUTE são mesmo um dos projetos mais originais dos últimos anos. Basta ouvir o conceito para logo querer saber mais. Trata-se de uma banda techno que mais se parece com uma banda filarmónica. São onze músicos que desafiam todas as convenções e, com os seus instrumentos acústicos, reproduzem o trabalho de um DJ fechado na sua cabine.

Os MEUTE ficaram conhecidos por recriar alguns sucessos da música house e techno, invadindo as pistas, os palcos e até mesmo as ruas – e ninguém que é apanhado pela onda consegue ficar indiferente a tanta energia. O líder do grupo, o trompetista Thomas Burhorn, decidiu aliar a sua formação musical à sua paixão pela música eletrónica. E em pouco tempo, aquela que parecia ser uma combinação improvável transformou-se numa ideia vencedora.

Em 2017 editaram o primeiro disco, “Tumult“, que tenta preservar a energia dos momentos ao vivo, adicionando a sofisticação dos arranjos e da produção. Temas como “You & Me“, “Hey Hey” ou “REJ” já atingiram milhões de visualizações no Youtube. Na primavera de 2019 fizeram uma tour que passou por 14 países e mais de 40 cidades, e na próxima estação há mais concertos pelo mundo, com passagem por Portugal, em novembro. No cartaz do Super Bock em Stock, ninguém vai resistir ao talento e à energia destes alemães com jaquetas vermelhas.

Super Bock em Stock (muito) mais eclético com Sinkane

sinkaneAhmed Gallab é simplesmente Sinkane para o mundo da música. Apesar de ter nascido em Londres, Gallab viveu no Sudão durante vários anos, um facto que acabaria por influenciar a sua música anos mais tarde. Em maio de 2008 editou o primeiro EP: “Color Voice”. No mesmo ano também fez estrada enquanto baterista, a acompanhar nomes como Caribou e Of Montreal.

Um ano mais tarde, editou um disco homónimo, o que lhe permitiu chamar a atenção da DFA – uma editora à medida da sua música. Foi aí que o nível subiu, como ficou evidente nos discos que se seguiram. Em 2012, “Mars”, e em 2014, “Mean Love”.

Por esta altura, o mundo indie já estava de olhos postos em Sinkane, mas o músico continuou o seu caminho marcado pela genuína vontade de fazer coisas com valor artístico, com projetos paralelos como a Atomic Bomb! Band, uma banda de world music dedicada ao mestre do funk William Onyeabor.

Depois de “Life & Livin ‘It”, editado em 2017, Sinkane regressou aos discos em 2019, com “Dépaysé”, um registo de autodescoberta com fôlego para ir a temas como a imigração. O seu estilo eclético, cozinhado com free jazz, afrobeat, shoegaze e até reggae, vai combinar na perfeição com a atmosfera vivida no Super Bock em Stock. O encontro fica marcado para novembro.

Com a alma de Ady Suleiman

ady suleimanAdy Suleiman, nascido e criado na histórica cidade de Grantham, Inglaterra, é um exemplo da sorte que é nascer numa casa com muita música. A coleção de discos do pai era generosa, influenciou-o desde muito cedo e teve nomes como Jimi Hendrix a exercer um enorme fascínio sobre a personalidade do jovem Ady.

Não demorou muito até que a sua sensibilidade artística se estabelecesse em territórios como o R&B, o jazz, o reggae e a soul. Com apenas 14 anos já escrevia as suas próprias canções e os concertos vieram logo a seguir, na Universidade de Liverpool.

Mas a decisão de levar a música mais a sério só surgiu depois de terminar os estudos, depois de perceber que havia uma cena soul a fervilhar bem perto de si. O sucesso de Ady começou por ser local, mas rapidamente eclodiu depois de vencer o Breakthrough Act of the Year nos Worldwide Awards de Gilles Peterson.

Uma das consequências mais imediatas desse prémio foi assinar pela Sony, que colocou cá fora alguns dos seus singles e EPs. Pouco depois, Ady começou a sofrer de depressão e ansiedade, problemas que viriam a influenciar as suas letras, cada vez mais francas e à flor da pele.

Essa e outras experiências pessoais são precisamente a base do seu disco de estreia, “Memories”, editado em 2018, produzido pelo próprio com a ajuda preciosa de nomes como Eric Appapolay e Grades. “Strange Roses” é um dos seus últimos singles de sucesso e, no cartaz do Super Bock em Stock, é, certamente, um dos temas que vai conquistar o público.

Um Helado Negro mais melancólico no Super Bock em Stock

helado negroRoberto Carlos Lange nasceu na Florida, em 1980. Filho de pais equatorianos, o jovem Lange cresceu a ouvir música eletrónica de Miami. Mais tarde estudou arte na Savannah College of Art and Design e foi mais ou menos nessa altura que a música começou a aparecer na sua vida com mais força, depois de também ter estudado design de som e programas de áudio.

No início dos anos 2000 começou a gravar as primeiras canções, com assinaturas diferentes (ROM, Epstein, Boom & Birds). Depois de se mudar para Brooklyn, a produtividade continuou em alta, desta feita em colaboração com Guillermo Scott Herren.

Depois disto, chegados a 2009, não se pode dizer que Lange fosse um estreante quando se apresentou com a assinatura Helado Negro – estava preparado para mais um capítulo da sua própria história. O primeiro disco enquanto Helado Negro, “Awe Owe”, editado em 2009, foi marcado pela mistura de elementos: jazz, folk, eletrónica e as suas influências latinas.

A proposta era original e o público de Helado Negro foi crescendo, principalmente depois da edição dos discos “Double Youth” (2014) e “Private Energy” (2016), graças a temas tão cativantes como “Young, Latin and Proud” e “It’s My Brown Skin”. Em 2019 regressou aos discos com “This is How You Smile”. Entre versos bilíngues sobre a infância e os pais imigrantes, e arranjos cada vez mais sofisticados, Helado apresenta-se mais acessível (sem facilitar) e também um pouco mais melancólico, a combinar com o outono lisboeta, a que o cartaz do Super Bock em Stock vai fazer justiça.

Michael Kiwanuka, um “3 em 1” para o cartaz do Super Bock em Stock

michael kiwanuka super bock em stockMichael Kiwanuka nasceu em Muswell, Londres, no ano de 1987, depois de os pais terem fugido do Uganda, forçados pelo regime de Idi Amin. As primeiras paixões musicais foram suscitadas pelo rock, com Radiohead e Nirvana à cabeça.

Quando é assim, criar uma banda de covers é quase sempre o passo seguinte na sintomatologia do jovem apaixonado, e foi mesmo isso que Michael Kiwanuka fez, quando estudava jazz na Royal Academy Music e música pop na Universidade de Westminster. O seu talento começava a dar nas vistas e um dos primeiros a reparar nisso foi Paul Butler (The Bees), que o incentivou a gravar as primeiras canções. Pouco depois assinava com a editora Communion (Mumford & Sons) e editava os EPs “Tell Me a Tale” e “I’m Getting Ready”.

Por esta altura, o nome de Michael Kiwanuka já estava no mapa dos melómanos – e a liderança no BBC Sound Of 2012 foi a materialização dessa crescente expectativa. O primeiro disco chegaria em 2012, precisamente. “Home Again” foi um sucesso comercial e artístico, entrando para os tops e tendo sido nomeado para um Mercury Prize. Michael correu o mundo, mas em 2015 estava na altura de voltar ao estúdio.

“Love & Hate” saiu em 2016, com o selo de qualidade da produção de Danger Mouse. Com este segundo registo, Michael Kiwanuka quis arriscar um pouco mais, experimentou, mas isso não afetou as vendas – pelo contrário, o disco assumiu a liderança nos tops em Inglaterra. A influência de vozes como as de Van Morrison ou Curtis Mayfield são óbvias, mas Michael Kiwanuka tem conseguido desenvolver uma linguagem muito própria, numa mistura audaciosa de folk, indie rock e r&b. Em 2019, editou mais um single de sucesso: “Money”, com Tom Misch.

O seu terceiro disco, um homónimo, de novo produzido por Danger Mouse, chega em outubro de 2019. A escrita está mais apurada do que nunca e o público português terá aproximadamente um mês para ensaiar essas novas canções. Michael Kiwanuka vem a Portugal apresentar esse seu “Kiwanuka”, em novembro.

Um cowboy foragido “wanted” no cartaz do Super Bock em Stock

orville peckOrville Peck é um dos fenómenos da música indie de 2019, mas ainda pouco se sabe sobre a sua identidade. Este cowboy foragido – uma definição do próprio – prefere que seja a música a brilhar, mantendo assim uma aura de mistério à sua volta. Sabe-se, no entanto, que Orville já viveu em várias cidades e viajou um pouco por todo o mundo graças ao seu passado no punk.
Influenciado por Merle Haggard, Willie Nelson, Loretta Lynn ou Dolly Parton, este “cowboy” consegue integrar várias músicas dentro da sua própria linguagem. Percebeu que o country era uma dessas músicas aquando do lançamento do tema “Dead of Night”, em 2017. Nessa altura anunciou uma série de duetos, “Orville and Friends”, com nomes como King Tuff, Jen Calvin, Mesh Way ou Mac DeMarco.

Em janeiro deste ano assinou pela Sub Pop e anunciou o lançamento do seu disco de estreia. “Pony” foi antecipado pelos singles “Dead Of Night” e “Turn To Hate”, com vídeos a acompanhar, inspirados em David Lynch. “Pony” já é um dos discos do ano, graças à sua fusão de elementos góticos, com shoegaze, indie rock e a música country dos anos 50 e 60.

Nos espetáculos ao vivo apresenta-se com uma máscara, não deixa a pele de cowboy enigmático, mas faz-se notar ainda mais pela sua voz forte e melodramática, criando uma atmosfera tão cinematográfica como no disco. Até novembro vale-nos o nome dele no cartaz do Super Bock em Stock.

Jordan Mackampa estreia-se em Portugal

jordan mackampaBasta ouvir Jordan Mackampa durante alguns segundos para não se ter dúvidas de que se está diante de umas das vozes mais poderosas da atualidade. Criado em Conventry, em Inglaterra, Jordan consegue colocar as suas raízes congolesas ao serviço da música, sem nunca perder uma certa atmosfera britânica.

O amor que a sua mãe sentia por vozes clássicas como as de Marvin Gaye, Bill Withers ou Curtis Mayfield acabaria por influenciar o destino do jovem, desde sempre dedicado à música, cantando em todas as ocasiões e em toda a parte.

Em 2016, editou o seu primeiro EP, “Physics”, uma coleção de canções sobre saudade e perda, temperadas com blues, folk e, claro, muita soul. Os temas envolventes desse primeiro EP tiveram seguimento em “Tales from the Broken”, um outro EP editado em 2017, mais sombrio e maduro.

Ao longo destes últimos anos, Jordan tem recebido elogios de publicações como NME, Wonderland, Clash, Mahogany e The Line of Best Fit, alcançou mais de 30 milhões de audições nas plataformas de streaming e atuou para milhares de pessoas. Podemos esperar músicas novas muito em breve e também um concerto imperdível, na primeira visita do cantor a Portugal, no Super Bock em Stock.

Marissa Nadler também “pinta” o cartaz do Super Bock em Stock

marissa nadlerCriada numa pequena cidade em Massachusetts, nos EUA, Marissa Nadler começou por se apaixonar pela pintura. A música chegaria um pouco mais tarde, mas ainda a tempo de disputar o coração de Marissa. Começou a escrever as primeiras canções e lançou-se ao desafio do estúdio, com a edição do primeiro disco em 2004: “Ballads of Living and Dying”.

O segundo disco, “The Saga of Mayflower May”, foi editado logo um ano depois. Eram registos despidos de produção, num formato acústico e reduzido ao essencial. A cada um, Marissa parecia acrescentar mais um pouco à sua arte e em “Songs III: Bird on the Water”, o seu terceiro disco, já podemos ouvir alguns outros elementos, como sintetizadores, harpa e uma série de novos instrumentos.

O som de Marissa Nadler cresceu definitivamente em “Little Hells”, um disco editado em 2009 e com mais rock do que nos discos anteriores. Quando se fala em crescimento, no caso de Marissa, não se está a falar de aparato desnecessário, mas da utilização de certos recursos que estão sempre ao serviço daquilo que é mais importante: as canções.

A cantautora norte-americana manteve o foco e continuou a editar: “Marissa Nadler” (2011), “July” (2014), “Strangers” (2016) e “For My Crimes” (2018) serviram para consolidar Marissa como uma das artistas mais interessantes da cena indie norte-americana, dona de uma linguagem própria, onde há folk, dream pop e uma série de outras influências. Este último trabalho, “For My Crimes”, medita sobre a dificuldade de levar uma relação a bom porto, mesmo quando o amor está lá. A voz e a escrita de Marissa estão no ponto, e os portugueses têm a sorte de poder contar o o seu nome no cartaz do Super Bock em Stock e a sua voz em palco.

Welcome Slow J, You Are Forgiven…

super bock em stock slow jSlow J é igualmente uma das entradas mais recentes para o cartaz do Super Bock em Stock, onde apresentará ao vivo o seu novíssimo “You Are Forgiven”, pela primeira vez em Lisboa, e depois de um ano sem aí dar concertos.

O segundo álbum de Slow J é uma narrativa musical extremamente íntima e autobiográfica que dá a conhecer a labiríntica jornada interior de um ser humano que procura simplesmente ser ele próprio e ser feliz. Inspirada nas experiências reais da vida de J, esta obra foi concebida para converter energia negativa provocada pela fama e pela culpa em sucesso privado e aceitação – uma busca por perdão próprio, entre o ruído e o silêncio.

“You Are Forgiven” fala tanto aos jovens como aos adultos, convidando todos a não pararem de sonhar e a não deixarem que a ideia de sucesso aos olhos dos outros limite a própria procura pela felicidade. Nas palavras do próprio: “Ir de viver a vida em que eu devia ser feliz, para viver a vida em que eu sou feliz simplesmente, independentemente da ideia de sucesso dos outros”.

Sob a produção executiva do próprio Slow J e de Tomás Martins (Sente Isto), o álbum “You Are Forgiven” é fruto de uma colaboração orgânica de vários artistas, músicos e produtores, dos quais se destacam Sara Tavares, Papillon, Francis Dale, GSon, Nuno Cacho, Bernardo Cruz, Charlie Beats e Fumaxa, sendo este último presença assídua na produção e gravação de vários temas.

João Coelho nasceu em Setúbal, filho de mãe portuguesa e pai angolano. Fez-se Slow J para a música, aberto a todas essas influências. Durante a infância e a adolescência andou de um lado para o outro, dentro e fora de Portugal, convocando várias culturas para a sua identidade. Nessas viagens, a música sempre foi a companheira de eleição. Depois de descobrir a sua paixão pela guitarra e pelo Fruity Loops, voou para Londres para estudar engenharia de som. Nesse período produziu obsessivamente e esperou pelo regresso a Portugal e pelo encontro com o estúdio de gravação.

Entre estúdios profissionais, guesthouses e o quarto em casa dos pais, João produziu, escreveu e interpretou os seus dois primeiros registos: “The Free Food Tape”, o EP que o colocou no mapa, e “The Art Of Slowing Down”, o seu primeiro disco, um dos melhores discos portugueses dos últimos anos.

Passados dois anos, 2019 é a melhor altura para mais um passo, um passo firme chamado “You Are Forgiven”. E será difícil perdoar quem não estiver no próximo Super Bock em Stock para ficar a conhecer as novas canções do novo disco de Slow J. Até lá, não perca todas as atualizações do cartaz do Super Bock em Stock.

Col3trane no confessionário da Av. da Liberdade…

col3trane super bock stockQuando ouvimos as canções de Col3trane logo percebemos que este é um artista obcecado pela música, também enquanto ouvinte. Com apenas vinte anos já tem para nos oferecer temas escuros e confessionais, numa síntese perfeita de soul, hip hop e r&b.

Nascido e Criado em North London, as primeiras memórias musicais de Cole remetem para as longas viagens de carro em que ouvia nomes como David Bowie, Michael Jackson, Prince (o preferido da mãe) e os principais sucessos da Motown. Mais tarde veio o rap, a paixão por Nas, Biggie e outros, e a vontade de fazer a sua própria música.

Não demorou até que começasse a soltar as primeiras faixas na plataforma SoundCloud. Nestes tempos, num mundo cada vez mais competitivo, a oferta é muita, mas as canções do jovem Cole destacaram-se pela qualidade. Em 2017 editou “Tsarina”, uma mixtape em que podemos ouvir as múltiplas influências de Cole (Michael Jackson, “Purple Rain” de Prince e muito rap, claro) e a sua capacidade de fazer vibrar cordas diferentes, indo ao encontro do estado de espírito de quem o ouve.

A segunda mixtape, “BOOT”, atira-se à cena jazz londrina, dialogando com referências contemporâneas, como a saxofonista Nubya Garcia e o baterista/compositor Moisés Boyd. O novo EP, “Heroine”, prova que Cole é um artista com muita coisa dentro de si – contraditório, experimental, sempre apaixonado, nunca perde um irresistível apelo pop que poderá ser sentido em Lisboa, daí a presença no cartaz do Super Bock em Stock.

Haute trazem elegância ao cartaz do Super Bock em Stock

haute super bock stockAnna Magidson e Blasé formam os HAUTE, um duo francês vocacionado para o r&b e para um pop enamorado pela soul. Tanto um como outro nasceram em França e cresceram do outro lado do Atlântico, inspirados pela cultura americana e pelos sucessos do hip hop e do r&b.

Os caminhos cruzaram-se em Montreal, quando estudavam na Universidade McGill, mas, por incrível que pareça, o encontro só se deu em Paris, um pouco depois, também por acaso. O nome Haute remete para as suas raízes, mas também para uma certa elegância e relevância do francês, mesmo num ambiente de língua inglesa.

Além da óbvia partilha de referências, Blasé e Anna também trabalham de mãos dadas em todas as frentes: escrevem, compõem e gravam juntos numa rara simbiose. E isso explica o sucesso de temas como “Réverie”, uma faixa tocada nos hotéis Sofitel em todo o mundo.

Influenciados por gente tão diferente como Pink Floyd, Led Zeppelin, Manu Chao, Prince, Air, Justice, Mr. Oizo ou Daft Punk, os HAUTE estão empenhados em desenvolver a sua própria linguagem. O novo single, “Shut me Down” é a prova desse bom esforço, com guitarras bem funky e irresistíveis, vozes suaves e uma nuvem de sintetizadores capaz de envolver a história que é ali contada: o fim de uma relação e a dor que acompanha esse processo. E esse será certamente um dos temas mais apaixonantes para o público português. O cartaz do Super Bock em Stock é também feito de muita elegância.

Dream People: saiba em primeira mão…

dream people super bock stockOs Dream People nasceram em Outubro de 2018. Francisco, Bernardo, Nuno, Chris e Bóris. Nenhum se conhecia até então. Nuno conheceu Francisco através de um grupo no Facebook. Francisco falou com a artista Surma. Surma aconselhou Bernardo. Bernardo conheceu Bóris. Chris apareceu num ensaio. E assim, lentamente, se foram costurando os Dream People.

Apesar deste início atribulado e de se conhecerem há tão pouco tempo, todos partilham uma vontade de trazer novos sons e influências ao panorama musical português. Entre synths que nos levam ao etéreo universo da dream pop e poderosas guitarradas que nos envolvem numa espécie de synth rock psicadélico reminiscente a uns modernos Doors, a música dos Dream People é um exercício de constante reinvenção e expansão criativa e de procura de novas identidades.

Durante o ano de 2018, os Dream People venceram o concurso promovido pelos históricos estúdios Namouche do qual resultou a gravação do seu primeiro EP, “Softviolence”. Em Dezembro desse ano ganharam também o concurso Escola do Rock de Paredes de Coura, onde passaram uma semana em residência artística e gravaram o seu single de apresentação, “Forever, Too Long”, muito bem recebido pela crítica.

Quanto a planos futuros, os Dream People planeiam lançar em 2020 um EP, já composto, e, no fim desse ano, o seu primeiro álbum, ainda no segredo dos deuses – o Super Bock em Stock pode ser uma boa oportunidade para ficar a saber um pouco mais.

Nada de algodão… é Bruno de Seda no cartaz do Super Bock em Stock

bruno de sedaBruno Martins já anda por estas bandas há algum tempo: Equations, José Pinhal Post-Mortem Experience ou Suave Geração são alguns dos projetos do músico. E em 2019 Bruno Martins está de volta como Bruno de Seda.

Segundo o músico David Bruno: «”Bruno de Seda” é o disco que irá aquecer as suas noites frias de inverno como toros de freixo envolvidos por chamas crepitantes, mas ao mesmo tempo é também um disco que o ouvinte desejará a todo o custo para temperar as noites quentes de verão. O que tapa o frio também tapa o calor, por isso deixe o seu coração ser envolvido pelo manto de acordes apaixonados de Bruno de Seda».

E é impossível arranjar melhor descrição para as canções de Bruno de Seda. O seu disco de estreia, homónimo, foi lançado a 10 de Maio de 2019 em formato digital e CD (edição de autor). Deste disco, “que tanto evoca a chuva na areia como as ânsias selvagens dos corações ardentes”, fazem parte nove músicas – e “Além Mar”, “Chuva na Areia” e “Meu Céu, Minhas Máquinas” são alguns dos pontos altos deste registo.

Bruno de Seda é um obreiro da canção, um iniciado nos cantos de Vénus, um inquisidor da sentimentalidade e um inquilino permanente no corpo de Bruno Martins – são facetas para ficar a conhecer melhor em novembro, no cartaz do Super Bock em Stock.

Baleia Baleia Baleia: festa é palavra de ordem

baleia baleia baleiaParece que nada nem ninguém nos preparou para os Baleia Baleia Baleia. Nos concertos de norte a sul do país já dava para antecipar toda a qualidade desta dupla portuense. E essa qualidade confirma-se no primeira longa-duração da banda. E o mais provável é que mesmo assim ninguém esteja realmente pronto para aquilo que aí vem.

Nascidos no seio da Zigur e formados por Manuel Molarinho (baixo e voz) e Ricardo Cabral (bateria), os Baleia Baleia Baleia são um daqueles casos em que apetece dizer que o todo é maior do que a soma das partes. É difícil não devorar este primeiro disco de um trago e levar a passear na mente as letras, melodias e refrões pegajosos de temas que já fazem parte do imaginário coletivo da banda.

Canções como “Sacaplicação” ou “Quero Ser um Ecrã” dissipam qualquer dúvida a propósito da capacidade dos Baleia Baleia Baleia. Trocado por miúdos, o mesmo é dizer que os Baleia Baleia Baleia não estão para brincadeiras e prometem festa a rodos com o seu punk-rock dançável e sempre mordaz. O próximo encontro está marcado para o Super Bock em Stock e já há uma palavra de ordem: festa, claro.

Gator, The Alligator: para um cartaz do Super Bock em Stock hiperativo

gator the alligatorBarcelos sempre foi epicentro de algum do melhor rock nacional. Os Gator, The Alligator são a prova viva dessa tradição, marcada pela diversidade e pela qualidade das propostas.

Depois de serem um dos finalistas do Festival Termómetro, que se dedica ao lançamento de alguns dos mais consagrados nomes da nova música nacional, como por exemplo Ornatos Violeta, B Fachada ou Noiserv, os Gator, The Alligator são uma das bandas do momento em Portugal.

A energia dos Gator, The Alligator é perfeitamente contagiante, com uma certa ansiedade juvenil a combinar com a distorção do som, deixando o público rendido também nos concertos. “Life is Boring” é o primeiro passo na vida da banda de Barcelos. Representa a repetição de acontecimentos e emoções durante todo o período das suas vidas, tornando-a por vezes previsível, mas matéria-prima para canções.

Influenciado pelo FUZZ e pelo garage rock psicadélico, este registo da banda é uma viagem pelo dia-a-dia de Gator e um ponto de partida para o futuro. Gator, o jacaré hiperativo chegou e está pronto para soltar descargas elétricas em forma de ondas sonoras. Carregado de poderes místicos do fuzz, promete hipnotizar todos aqueles que se submeterem aos seus feitiços na próxima edição do Super Bock em Stock.

bilhete único válido para os dois dias do Festival encontra-se já à venda nos locais habituais, pelo preço de 40€ até 31 de agosto, passando para 45€ a partir do dia 1 de setembro e 50€ nos dias do Festival.

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Música no Coração
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