O Festival mais bonito da capital regressa nos dias 22 e 23 de novembro. O cartaz do Super Bock em Stock está já completo, para a nova edição, que voltará a encher a Avenida da Liberdade e artérias adjacentes, em Lisboa, com alguma da melhor música do momento.  

A ordem é caminhar pelas ruas e, de sala em sala, descobrir música nova, desfrutando e descobrindo também os recantos da cidade que, no dia a dia, nos passam desapercebidos. A paisagem urbana da capital entrelaça-se, assim, com as melhores propostas da vanguarda da música, de que fazem parte alguns dos principais talentos da nova música portuguesa, artistas que garantem o futuro da produção nacional e que testam as convenções de cada género.

Um dos principais objetivos do Festival é fazer com que o público seja surpreendido por novas sonoridades em qualquer um dos doze palcos espalhados pela Avenida da Liberdade, em Lisboa.

cartaz super bock em stockE são 56 os artistas a completar a edição deste ano do Festival: Viagra BoysGhostly Kisses, Nilüfer Yanya, Curtis Harding, Balthazar, Meute, Sinkane, Ady Suleiman, Helado Negro, Michael Kiwanuka, Orville Peck, Marissa Nadler, Jordan Mackampa , Slow J, Col3trane, HAUTE, Dream People, Bruno de Seda, Baleia Baleia Baleia, Gator, The Alligator, Ganso, Yagmar, Friendly Fires, Rua das Pretas, Ive Greice, Tainá, Rapaz Ego, Zarco, Club Makumba, Angélica Salvi, Cálculo, Amaura, Bambino, ORTEUM, Perigo Público x Sickonce, João Tamura, Keso, Ricardo Mariano & Tiago Castro, Alfredo Costa, Ditch Days, Light Gun Fire, LOT, Luís Severo, Mar & Sol Soundsystem, Marinho, Meses Sóbrio, Niki Moss, Murta, Polivalente, Stckman, Vum Vum, LOYAL, LYLO, Sweaty Palms e Josh Rouse.

Palco a palco…

Estão fechados os dias e as salas em que atuam todos os artistas e bandas que dão forma à edição de 2019 do Festival. A informação já está disponível no site oficial.

As últimas confirmações sublinham uma das suas imagens de marca, a aposta forte na música nacional ou cantada em português, com Alfredo Costa, Ditch Days, Light Gun Fire, LOT, Luís Severo num concerto especial com Convidados, Mar & Sol Soundsystem, Marinho, Meses Sóbrio, Niki Moss, Murta, Polivalente, Stckman e Vum Vum.

Estão também confirmados o quarteto britânico LOYAL, e as bandas escocesas LYLO e Sweaty Palms, as duas últimas para o Super Bock Bus, que circulará pela Avenida da Liberdade e que conta este ano, pela primeira vez, com um alinhamento de artistas internacionais.

cartaz super bock em stockO hip hop volta a dar cartaz e a dominar a programação do Bloco MOCHE, que volta a estar sediado no Capitólio dividindo-se por três espaços: o Bloco Moche Lá em Cima (Capitólio Terraço), o Bloco Moche Lá Fora (Capitólio Bastidores) e o Bloco Moche Lá Dentro (Cine-Teatro Capitólio). A programação destas três salas já está completa.

No Bloco MOCHE Lá Dentro (Cine-Teatro Capitólio), além do já anunciado Col3trane, há mais cinco nomes a não perder: Cálculo e, da Curadoria Ciência Rítmica Avançada, Amaura, Bambino, ORTEUM e Perigo Público x Sickonce.

O Bloco MOCHE Lá Fora (no Capitólio Bastidores) é outro dos espaços Bloco MOCHE no Super Bock em Stock. Com a curadoria Ciência Rítmica Avançada, recebe o talento de João Tamura e Keso.

Por último, o Bloco MOCHE Lá em Cima (no Capitólio Terraço), um espaço que convida a aquecer para as duas noites de Festival, onde vão atuar em dj set Ricardo Mariano & Tiago Castro, ambos DJs da Rádio SBSR.

Os cartazes dos diferentes palcos estão progressivamente a ficar fechados e o último foi a programação da Sala Santa Casa na Garagem EPAL, que conta com as curadorias de dois nomes consagrados da música nacional: The Legendary Tigerman e Capitão Fausto.

Os dois nomes consagrados da música nacional, que têm uma forte ligação ao Super Bock em Stock, sugerem novos valores da música portuguesa, que andam a ouvir e que querem partilhar com o público do Festival. As escolhas já estão feitas: os Capitão Fausto escolheram Rapaz Ego e Zarco; já The Legendary Tigerman Club sugere Club Makumba e Angélica Salvi.

A programação da Sala EDP na Casa do Alentejo ficou igualmente completa, há dias, com as entradas de Rua das Pretas, Ive Greice e Tainá, que se juntam a Orville Peck – um dos nomes mais aguardados da edição deste ano do Super Bock em Stock, repleto de diversidade e arrojo, marcas registadas do Festival.

Por sua vez, a programação do Coliseu dos Recreios – Sala Super Bock, uma das mais míticas salas do Festival, está também já lotada. Recebe as atuações de Michael Kiwanuka; Curtis Harding; Slow J, que também apresentará pela primeira vez em Lisboa, o novo álbum “You Are Forgiven”; Sinkane e Haute.

A programação da Sala Rádio SBSR, na Estação Ferroviária do Rossio|IP alinha pelo mesmo diapasão. Está completa, com Ganso, Yagmar, Viagra Boys; MEUTE; Gator, The Alligator e Baleia Baleia Baleia.

Faça um voo rasante a todos os nomes do cartaz do Super Bock em Stock



viagra boys

Viagra Boys

Tudo começou quando seis rapazes começaram a desenvolver a sua própria linguagem, além daquilo a que convencionalmente se chama punk rock, sem nunca negar essa tradição. Formados em 2015, os Viagra Boys são influenciados por nomes como Buthole Surfers, Suicide, Dead Kennedys, entre outros.

Nestes últimos quatro anos tornaram-se uma referência do melhor rock escandinavo. Apesar de o nome da banda ter uma conotação sexual, a escolha aproxima-se mais de uma crítica ao papel do homem na sociedade. Quando Henrik “Benke” Höckert e Sebastian “Sebbe” Murphy saíram para uma noite de karaoke, mal sabiam que aquele momento de diversão ia mudar as suas vidas, mas assim que Sebbe começou a cantar, Benke apercebeu-se de que estava diante de algo realmente especial. A primeira gravação da banda tinha o nome de “Consistency of Energy“.

A energia inicial manteve-se nos registos que se seguiram. E os primeiros concertos também não deixaram quaisquer dúvidas: os Viagra Boys eram mesmo um caso sério. A reputação no circuito underground rapidamente se transformou na atribuição de um Grammy sueco. Em 2017 começaram a trabalhar no primeiro disco. “Street Worms” foi editado no ano seguinte e confirmou todas as melhores expectativas. A energia dos V**gra Boys é rara, contagiante e enquadra-se na perfeição no cartaz do Super Bock em Stock.



linufer yaniaNilüfer Yanya

Apesar de já escrever músicas na sua cabeça desde os seis anos, e na guitarra desde os 12, a verdade é que ainda levou algum tempo para que Nilüfer Yanya ganhasse coragem para mostrar todo o seu talento. Felizmente a timidez desapareceu e hoje é uma das maiores promessas da música indie.

A sua música sabe namorar o jazz e a soul como poucas, sem nunca perder o apelo pop que a distingue. Filha de artistas, cresceu a ouvir música turca, apresentada pelo pai, e música clássica, apresentada pela mãe, e começou a dar nas vistas graças a uma série de canções que largou na plataforma Soundcloud. Não demorou até que assinasse pela editora nova-iorquina ATO, depois de ter editado três EPs pela londrina Blue Flowers.

O seu disco de estreia, “Miss Universe“, editado em março deste ano, é, sem dúvida, o passo mais ambicioso até aqui. Trata-se de um álbum conceptual dedicado à ansiedade, paranoia e outros transtornos psicológicos. A velocidade da vida moderna é escrutinada numa espécie de fluxo de consciência que confirma a apurada sensibilidade artística da jovem britânica.

Influenciada por nomes tão diferentes como Amy Winehouse, Nina Simone ou os Pixies, Nilüfer consegue trabalhar todas essas referências ao serviço da arte que quer fazer. Canções como “Heavyweight Champion of the Year” ou “In Your Head” prometem não sair da nossa cabeça até ao concerto da jovem, em grande destaque no cartaz do Super Bock em Stock.



 

ghostly kissesGhostly Kisses no cartaz do Super Bock em Stock

Podemos dizer que Ghostly Kisses é o sonho musical da cantautora canadiana Margaux Sauvé. Começou a tocar violino quando tinha apenas cinco anos de idade, seguindo os passos de uma família de músicos. Mas só mais tarde é que chegaram as suas próprias canções.

A assinatura Ghostly Kisses vem de um poema do escritor William Faulkner – e essa referência literária é uma boa pista para ouvir melhor a voz etérea de Ghostly Kisses e entrar dentro deste universo. Em 2017 a canção “Such Words” alcançou mais de 50.000 plays no Spotify. Em 2017 editou o primeiro EP, “What You See”.

Canções como “Empty Note” e “Roses” estavam lá para provar toda a sua elegância. O segundo EP chegou em 2018. “The City Holds My Heart” foi produzido por Louis-Étienne Santais e é inspirado em algumas texturas sonoras indie dos anos 90. A voz suave de Margaux paira sobre diferentes baterias, sintetizadores, arranjos de cordas e camadas de piano, protagonizando momentos de rara beleza. E em novembro deste ano, o Super Bock em Stock é uma oportunidade privilegiada para tomar contacto com a beleza destas canções. O convite é irrecusável.

curtis harding no cartaz do super bock em stockCurtis Harding

Curtis Harding é uma das figuras do melhor rock e r&b da atualidade. Nascido e criado em Saginaw, Michigan, Curtis experimentou o palco muito cedo, acompanhando a mãe, também artista. Mais tarde fixou-se em Atlanta e foi lá que começou a dar nas vistas. A sua voz forte e marcante valeu-lhe colaborações com nomes como os Outkast ou Ceelo Green (neste caso, uma colaboração com vários capítulos).

A partir de 2011, a carreira de Curtis conheceu um novo impulso quando se cruzou com Cole Alexander, guitarrista da banda Black Lips. Depressa descobriram que partilhavam a paixão pela música soul de tempos antigos e essa partilha resultou no projeto Night Sun, uma fusão de r&b com rock de garagem, editado pela Burger Records. A editora puxou pelo músico, o músico puxou pela editora e “Soul Power“, o primeiro disco a solo, apareceu em 2014.

O público e a crítica ficaram rendidos a esta fusão: soul, r&b, punk, tudo junto e nada a mais, até porque, para Curtis Harding, “soul é a essência e não a forma“. O segundo disco, “Face Your Fear“, foi produzido pelo próprio Curtis em colaboração com Danger Mouse e Sam Cohen. E é mais um registo para ouvir vezes sem conta, particularmente nestes meses que antecedem a atuação do músico, mais um “grande” no cartaz do Super Bock em Stock.



balthazar no super bock em stockBalthazar

O rock belga sempre deu bons frutos e os Balthazar são mais um exemplo disso mesmo. Tudo começou em 2004, quando Maarten Devoldere, Jinte Deprez e Patricia Vanneste ganharam uma competição de jovens talentos com a música “Lost and Found“. E, de facto, os jovens belgas não se perderam pelo caminho e incluíram esse mesmo tema no EP homónimo editado em 2006. No ano seguinte a Bélgica começou a ficar pequena para tanto talento. Seguiram-se as primeiras atuações em França, na Alemanha, Holanda, Suíça e até África do Sul.

O primeiro disco da banda chegou em 2010 e entrou diretamente para o top dos mais vendidos na Bélgica. Com a preciosa colaboração de Noah Georgeson (Strokes, Joanna Newsom, etc), o segundo disco da banda, “Rats“, viu a luz do dia em 2012, editado pela Play It Again Sam. A banda continuou a crescer, marcando presença em alguns dos melhores festivais europeus. A atmosfera psicadélica, sem saudosismos, a identidade electro-pop e os rasgos punk fazem dos Balthazar uma das melhores bandas indie do velho continente. Entretanto, a banda venceu os desafios da rotina e conseguiu reinventar-se em “Fever“, o último disco da banda, editado neste ano de 2019. O rock está longe de morrer e os Balthazar preparam-se para dar a prova disso mesmo, já na próxima edição do Super Bock em Stock.

meute no super bock em stockMeute representam a música techno no cartaz do Super Bock em Stock

Os MEUTE são mesmo um dos projetos mais originais dos últimos anos. Basta ouvir o conceito para logo querer saber mais. Trata-se de uma banda techno que mais se parece com uma banda filarmónica. São onze músicos que desafiam todas as convenções e, com os seus instrumentos acústicos, reproduzem o trabalho de um DJ fechado na sua cabine.

Os MEUTE ficaram conhecidos por recriar alguns sucessos da música house e techno, invadindo as pistas, os palcos e até mesmo as ruas – e ninguém que é apanhado pela onda consegue ficar indiferente a tanta energia. O líder do grupo, o trompetista Thomas Burhorn, decidiu aliar a sua formação musical à sua paixão pela música eletrónica. E em pouco tempo, aquela que parecia ser uma combinação improvável transformou-se numa ideia vencedora.

Em 2017 editaram o primeiro disco, “Tumult“, que tenta preservar a energia dos momentos ao vivo, adicionando a sofisticação dos arranjos e da produção. Temas como “You & Me“, “Hey Hey” ou “REJ” já atingiram milhões de visualizações no Youtube. Na primavera de 2019 fizeram uma tour que passou por 14 países e mais de 40 cidades, e na próxima estação há mais concertos pelo mundo, com passagem por Portugal, em novembro. No cartaz do Super Bock em Stock, ninguém vai resistir ao talento e à energia destes alemães com jaquetas vermelhas.

Super Bock em Stock (muito) mais eclético com Sinkane

sinkaneAhmed Gallab é simplesmente Sinkane para o mundo da música. Apesar de ter nascido em Londres, Gallab viveu no Sudão durante vários anos, um facto que acabaria por influenciar a sua música anos mais tarde. Em maio de 2008 editou o primeiro EP: “Color Voice”. No mesmo ano também fez estrada enquanto baterista, a acompanhar nomes como Caribou e Of Montreal.

Um ano mais tarde, editou um disco homónimo, o que lhe permitiu chamar a atenção da DFA – uma editora à medida da sua música. Foi aí que o nível subiu, como ficou evidente nos discos que se seguiram. Em 2012, “Mars”, e em 2014, “Mean Love”.

Por esta altura, o mundo indie já estava de olhos postos em Sinkane, mas o músico continuou o seu caminho marcado pela genuína vontade de fazer coisas com valor artístico, com projetos paralelos como a Atomic Bomb! Band, uma banda de world music dedicada ao mestre do funk William Onyeabor.

Depois de “Life & Livin ‘It”, editado em 2017, Sinkane regressou aos discos em 2019, com “Dépaysé”, um registo de autodescoberta com fôlego para ir a temas como a imigração. O seu estilo eclético, cozinhado com free jazz, afrobeat, shoegaze e até reggae, vai combinar na perfeição com a atmosfera vivida no Super Bock em Stock. O encontro fica marcado para novembro.

Com a alma de Ady Suleiman

ady suleimanAdy Suleiman, nascido e criado na histórica cidade de Grantham, Inglaterra, é um exemplo da sorte que é nascer numa casa com muita música. A coleção de discos do pai era generosa, influenciou-o desde muito cedo e teve nomes como Jimi Hendrix a exercer um enorme fascínio sobre a personalidade do jovem Ady.

Não demorou muito até que a sua sensibilidade artística se estabelecesse em territórios como o R&B, o jazz, o reggae e a soul. Com apenas 14 anos já escrevia as suas próprias canções e os concertos vieram logo a seguir, na Universidade de Liverpool.

Mas a decisão de levar a música mais a sério só surgiu depois de terminar os estudos, depois de perceber que havia uma cena soul a fervilhar bem perto de si. O sucesso de Ady começou por ser local, mas rapidamente eclodiu depois de vencer o Breakthrough Act of the Year nos Worldwide Awards de Gilles Peterson.

Uma das consequências mais imediatas desse prémio foi assinar pela Sony, que colocou cá fora alguns dos seus singles e EPs. Pouco depois, Ady começou a sofrer de depressão e ansiedade, problemas que viriam a influenciar as suas letras, cada vez mais francas e à flor da pele.

Essa e outras experiências pessoais são precisamente a base do seu disco de estreia, “Memories”, editado em 2018, produzido pelo próprio com a ajuda preciosa de nomes como Eric Appapolay e Grades. “Strange Roses” é um dos seus últimos singles de sucesso e, no cartaz do Super Bock em Stock, é, certamente, um dos temas que vai conquistar o público.

Um Helado Negro mais melancólico no Super Bock em Stock

helado negroRoberto Carlos Lange nasceu na Florida, em 1980. Filho de pais equatorianos, o jovem Lange cresceu a ouvir música eletrónica de Miami. Mais tarde estudou arte na Savannah College of Art and Design e foi mais ou menos nessa altura que a música começou a aparecer na sua vida com mais força, depois de também ter estudado design de som e programas de áudio.

No início dos anos 2000 começou a gravar as primeiras canções, com assinaturas diferentes (ROM, Epstein, Boom & Birds). Depois de se mudar para Brooklyn, a produtividade continuou em alta, desta feita em colaboração com Guillermo Scott Herren.

Depois disto, chegados a 2009, não se pode dizer que Lange fosse um estreante quando se apresentou com a assinatura Helado Negro – estava preparado para mais um capítulo da sua própria história. O primeiro disco enquanto Helado Negro, “Awe Owe”, editado em 2009, foi marcado pela mistura de elementos: jazz, folk, eletrónica e as suas influências latinas.

A proposta era original e o público de Helado Negro foi crescendo, principalmente depois da edição dos discos “Double Youth” (2014) e “Private Energy” (2016), graças a temas tão cativantes como “Young, Latin and Proud” e “It’s My Brown Skin”. Em 2019 regressou aos discos com “This is How You Smile”. Entre versos bilíngues sobre a infância e os pais imigrantes, e arranjos cada vez mais sofisticados, Helado apresenta-se mais acessível (sem facilitar) e também um pouco mais melancólico, a combinar com o outono lisboeta, a que o cartaz do Super Bock em Stock vai fazer justiça.

Michael Kiwanuka, um “3 em 1” para o cartaz do Super Bock em Stock

michael kiwanuka super bock em stockMichael Kiwanuka nasceu em Muswell, Londres, no ano de 1987, depois de os pais terem fugido do Uganda, forçados pelo regime de Idi Amin. As primeiras paixões musicais foram suscitadas pelo rock, com Radiohead e Nirvana à cabeça.

Quando é assim, criar uma banda de covers é quase sempre o passo seguinte na sintomatologia do jovem apaixonado, e foi mesmo isso que Michael Kiwanuka fez, quando estudava jazz na Royal Academy Music e música pop na Universidade de Westminster. O seu talento começava a dar nas vistas e um dos primeiros a reparar nisso foi Paul Butler (The Bees), que o incentivou a gravar as primeiras canções. Pouco depois assinava com a editora Communion (Mumford & Sons) e editava os EPs “Tell Me a Tale” e “I’m Getting Ready”.

Por esta altura, o nome de Michael Kiwanuka já estava no mapa dos melómanos – e a liderança no BBC Sound Of 2012 foi a materialização dessa crescente expectativa. O primeiro disco chegaria em 2012, precisamente. “Home Again” foi um sucesso comercial e artístico, entrando para os tops e tendo sido nomeado para um Mercury Prize. Michael correu o mundo, mas em 2015 estava na altura de voltar ao estúdio.

“Love & Hate” saiu em 2016, com o selo de qualidade da produção de Danger Mouse. Com este segundo registo, Michael Kiwanuka quis arriscar um pouco mais, experimentou, mas isso não afetou as vendas – pelo contrário, o disco assumiu a liderança nos tops em Inglaterra. A influência de vozes como as de Van Morrison ou Curtis Mayfield são óbvias, mas Michael Kiwanuka tem conseguido desenvolver uma linguagem muito própria, numa mistura audaciosa de folk, indie rock e r&b. Em 2019, editou mais um single de sucesso: “Money”, com Tom Misch.

O seu terceiro disco, um homónimo, de novo produzido por Danger Mouse, chega em outubro de 2019. A escrita está mais apurada do que nunca e o público português terá aproximadamente um mês para ensaiar essas novas canções. Michael Kiwanuka vem a Portugal apresentar esse seu “Kiwanuka”, em novembro.

Um cowboy foragido “wanted” no cartaz do Super Bock em Stock

orville peckOrville Peck é um dos fenómenos da música indie de 2019, mas ainda pouco se sabe sobre a sua identidade. Este cowboy foragido – uma definição do próprio – prefere que seja a música a brilhar, mantendo assim uma aura de mistério à sua volta. Sabe-se, no entanto, que Orville já viveu em várias cidades e viajou um pouco por todo o mundo graças ao seu passado no punk.
Influenciado por Merle Haggard, Willie Nelson, Loretta Lynn ou Dolly Parton, este “cowboy” consegue integrar várias músicas dentro da sua própria linguagem. Percebeu que o country era uma dessas músicas aquando do lançamento do tema “Dead of Night”, em 2017. Nessa altura anunciou uma série de duetos, “Orville and Friends”, com nomes como King Tuff, Jen Calvin, Mesh Way ou Mac DeMarco.

Em janeiro deste ano assinou pela Sub Pop e anunciou o lançamento do seu disco de estreia. “Pony” foi antecipado pelos singles “Dead Of Night” e “Turn To Hate”, com vídeos a acompanhar, inspirados em David Lynch. “Pony” já é um dos discos do ano, graças à sua fusão de elementos góticos, com shoegaze, indie rock e a música country dos anos 50 e 60.

Nos espetáculos ao vivo apresenta-se com uma máscara, não deixa a pele de cowboy enigmático, mas faz-se notar ainda mais pela sua voz forte e melodramática, criando uma atmosfera tão cinematográfica como no disco. Até novembro vale-nos o nome dele no cartaz do Super Bock em Stock.

Jordan Mackampa estreia-se em Portugal

jordan mackampaBasta ouvir Jordan Mackampa durante alguns segundos para não se ter dúvidas de que se está diante de umas das vozes mais poderosas da atualidade. Criado em Conventry, em Inglaterra, Jordan consegue colocar as suas raízes congolesas ao serviço da música, sem nunca perder uma certa atmosfera britânica.

O amor que a sua mãe sentia por vozes clássicas como as de Marvin Gaye, Bill Withers ou Curtis Mayfield acabaria por influenciar o destino do jovem, desde sempre dedicado à música, cantando em todas as ocasiões e em toda a parte.

Em 2016, editou o seu primeiro EP, “Physics”, uma coleção de canções sobre saudade e perda, temperadas com blues, folk e, claro, muita soul. Os temas envolventes desse primeiro EP tiveram seguimento em “Tales from the Broken”, um outro EP editado em 2017, mais sombrio e maduro.

Ao longo destes últimos anos, Jordan tem recebido elogios de publicações como NME, Wonderland, Clash, Mahogany e The Line of Best Fit, alcançou mais de 30 milhões de audições nas plataformas de streaming e atuou para milhares de pessoas. Podemos esperar músicas novas muito em breve e também um concerto imperdível, na primeira visita do cantor a Portugal, no Super Bock em Stock.

Marissa Nadler também “pinta” o cartaz do Super Bock em Stock

marissa nadlerCriada numa pequena cidade em Massachusetts, nos EUA, Marissa Nadler começou por se apaixonar pela pintura. A música chegaria um pouco mais tarde, mas ainda a tempo de disputar o coração de Marissa. Começou a escrever as primeiras canções e lançou-se ao desafio do estúdio, com a edição do primeiro disco em 2004: “Ballads of Living and Dying”.

O segundo disco, “The Saga of Mayflower May”, foi editado logo um ano depois. Eram registos despidos de produção, num formato acústico e reduzido ao essencial. A cada um, Marissa parecia acrescentar mais um pouco à sua arte e em “Songs III: Bird on the Water”, o seu terceiro disco, já podemos ouvir alguns outros elementos, como sintetizadores, harpa e uma série de novos instrumentos.

O som de Marissa Nadler cresceu definitivamente em “Little Hells”, um disco editado em 2009 e com mais rock do que nos discos anteriores. Quando se fala em crescimento, no caso de Marissa, não se está a falar de aparato desnecessário, mas da utilização de certos recursos que estão sempre ao serviço daquilo que é mais importante: as canções.

A cantautora norte-americana manteve o foco e continuou a editar: “Marissa Nadler” (2011), “July” (2014), “Strangers” (2016) e “For My Crimes” (2018) serviram para consolidar Marissa como uma das artistas mais interessantes da cena indie norte-americana, dona de uma linguagem própria, onde há folk, dream pop e uma série de outras influências. Este último trabalho, “For My Crimes”, medita sobre a dificuldade de levar uma relação a bom porto, mesmo quando o amor está lá. A voz e a escrita de Marissa estão no ponto, e os portugueses têm a sorte de poder contar o o seu nome no cartaz do Super Bock em Stock e a sua voz em palco.

Welcome Slow J, You Are Forgiven…

super bock em stock slow jSlow J é igualmente uma das entradas mais recentes para o cartaz do Super Bock em Stock, onde apresentará ao vivo o seu novíssimo “You Are Forgiven”, pela primeira vez em Lisboa, e depois de um ano sem aí dar concertos.

O segundo álbum de Slow J é uma narrativa musical extremamente íntima e autobiográfica que dá a conhecer a labiríntica jornada interior de um ser humano que procura simplesmente ser ele próprio e ser feliz. Inspirada nas experiências reais da vida de J, esta obra foi concebida para converter energia negativa provocada pela fama e pela culpa em sucesso privado e aceitação – uma busca por perdão próprio, entre o ruído e o silêncio.

“You Are Forgiven” fala tanto aos jovens como aos adultos, convidando todos a não pararem de sonhar e a não deixarem que a ideia de sucesso aos olhos dos outros limite a própria procura pela felicidade. Nas palavras do próprio: “Ir de viver a vida em que eu devia ser feliz, para viver a vida em que eu sou feliz simplesmente, independentemente da ideia de sucesso dos outros”.

Sob a produção executiva do próprio Slow J e de Tomás Martins (Sente Isto), o álbum “You Are Forgiven” é fruto de uma colaboração orgânica de vários artistas, músicos e produtores, dos quais se destacam Sara Tavares, Papillon, Francis Dale, GSon, Nuno Cacho, Bernardo Cruz, Charlie Beats e Fumaxa, sendo este último presença assídua na produção e gravação de vários temas.

João Coelho nasceu em Setúbal, filho de mãe portuguesa e pai angolano. Fez-se Slow J para a música, aberto a todas essas influências. Durante a infância e a adolescência andou de um lado para o outro, dentro e fora de Portugal, convocando várias culturas para a sua identidade. Nessas viagens, a música sempre foi a companheira de eleição. Depois de descobrir a sua paixão pela guitarra e pelo Fruity Loops, voou para Londres para estudar engenharia de som. Nesse período produziu obsessivamente e esperou pelo regresso a Portugal e pelo encontro com o estúdio de gravação.

Entre estúdios profissionais, guesthouses e o quarto em casa dos pais, João produziu, escreveu e interpretou os seus dois primeiros registos: “The Free Food Tape”, o EP que o colocou no mapa, e “The Art Of Slowing Down”, o seu primeiro disco, um dos melhores discos portugueses dos últimos anos.

Passados dois anos, 2019 é a melhor altura para mais um passo, um passo firme chamado “You Are Forgiven”. E será difícil perdoar quem não estiver no próximo Super Bock em Stock para ficar a conhecer as novas canções do novo disco de Slow J. Até lá, não perca todas as atualizações do cartaz do Super Bock em Stock.

Col3trane no confessionário da Av. da Liberdade…

col3trane super bock stockQuando ouvimos as canções de Col3trane logo percebemos que este é um artista obcecado pela música, também enquanto ouvinte. Com apenas vinte anos já tem para nos oferecer temas escuros e confessionais, numa síntese perfeita de soul, hip hop e r&b.

Nascido e Criado em North London, as primeiras memórias musicais de Cole remetem para as longas viagens de carro em que ouvia nomes como David Bowie, Michael Jackson, Prince (o preferido da mãe) e os principais sucessos da Motown. Mais tarde veio o rap, a paixão por Nas, Biggie e outros, e a vontade de fazer a sua própria música.

Não demorou até que começasse a soltar as primeiras faixas na plataforma SoundCloud. Nestes tempos, num mundo cada vez mais competitivo, a oferta é muita, mas as canções do jovem Cole destacaram-se pela qualidade. Em 2017 editou “Tsarina”, uma mixtape em que podemos ouvir as múltiplas influências de Cole (Michael Jackson, “Purple Rain” de Prince e muito rap, claro) e a sua capacidade de fazer vibrar cordas diferentes, indo ao encontro do estado de espírito de quem o ouve.

A segunda mixtape, “BOOT”, atira-se à cena jazz londrina, dialogando com referências contemporâneas, como a saxofonista Nubya Garcia e o baterista/compositor Moisés Boyd. O novo EP, “Heroine”, prova que Cole é um artista com muita coisa dentro de si – contraditório, experimental, sempre apaixonado, nunca perde um irresistível apelo pop que poderá ser sentido em Lisboa, daí a presença no cartaz do Super Bock em Stock.

Haute trazem elegância ao cartaz do Super Bock em Stock

haute super bock stockAnna Magidson e Blasé formam os HAUTE, um duo francês vocacionado para o r&b e para um pop enamorado pela soul. Tanto um como outro nasceram em França e cresceram do outro lado do Atlântico, inspirados pela cultura americana e pelos sucessos do hip hop e do r&b.

Os caminhos cruzaram-se em Montreal, quando estudavam na Universidade McGill, mas, por incrível que pareça, o encontro só se deu em Paris, um pouco depois, também por acaso. O nome Haute remete para as suas raízes, mas também para uma certa elegância e relevância do francês, mesmo num ambiente de língua inglesa.

Além da óbvia partilha de referências, Blasé e Anna também trabalham de mãos dadas em todas as frentes: escrevem, compõem e gravam juntos numa rara simbiose. E isso explica o sucesso de temas como “Réverie”, uma faixa tocada nos hotéis Sofitel em todo o mundo.

Influenciados por gente tão diferente como Pink Floyd, Led Zeppelin, Manu Chao, Prince, Air, Justice, Mr. Oizo ou Daft Punk, os HAUTE estão empenhados em desenvolver a sua própria linguagem. O novo single, “Shut me Down” é a prova desse bom esforço, com guitarras bem funky e irresistíveis, vozes suaves e uma nuvem de sintetizadores capaz de envolver a história que é ali contada: o fim de uma relação e a dor que acompanha esse processo. E esse será certamente um dos temas mais apaixonantes para o público português. O cartaz do Super Bock em Stock é também feito de muita elegância.

Dream People: saiba em primeira mão…

dream people super bock stockOs Dream People nasceram em Outubro de 2018. Francisco, Bernardo, Nuno, Chris e Bóris. Nenhum se conhecia até então. Nuno conheceu Francisco através de um grupo no Facebook. Francisco falou com a artista Surma. Surma aconselhou Bernardo. Bernardo conheceu Bóris. Chris apareceu num ensaio. E assim, lentamente, se foram costurando os Dream People.

Apesar deste início atribulado e de se conhecerem há tão pouco tempo, todos partilham uma vontade de trazer novos sons e influências ao panorama musical português. Entre synths que nos levam ao etéreo universo da dream pop e poderosas guitarradas que nos envolvem numa espécie de synth rock psicadélico reminiscente a uns modernos Doors, a música dos Dream People é um exercício de constante reinvenção e expansão criativa e de procura de novas identidades.

Durante o ano de 2018, os Dream People venceram o concurso promovido pelos históricos estúdios Namouche do qual resultou a gravação do seu primeiro EP, “Softviolence”. Em Dezembro desse ano ganharam também o concurso Escola do Rock de Paredes de Coura, onde passaram uma semana em residência artística e gravaram o seu single de apresentação, “Forever, Too Long”, muito bem recebido pela crítica.

Quanto a planos futuros, os Dream People planeiam lançar em 2020 um EP, já composto, e, no fim desse ano, o seu primeiro álbum, ainda no segredo dos deuses – o Super Bock em Stock pode ser uma boa oportunidade para ficar a saber um pouco mais.

Nada de algodão… é Bruno de Seda no cartaz do Super Bock em Stock

bruno de sedaBruno Martins já anda por estas bandas há algum tempo: Equations, José Pinhal Post-Mortem Experience ou Suave Geração são alguns dos projetos do músico. E em 2019 Bruno Martins está de volta como Bruno de Seda.

Segundo o músico David Bruno: «”Bruno de Seda” é o disco que irá aquecer as suas noites frias de inverno como toros de freixo envolvidos por chamas crepitantes, mas ao mesmo tempo é também um disco que o ouvinte desejará a todo o custo para temperar as noites quentes de verão. O que tapa o frio também tapa o calor, por isso deixe o seu coração ser envolvido pelo manto de acordes apaixonados de Bruno de Seda».

E é impossível arranjar melhor descrição para as canções de Bruno de Seda. O seu disco de estreia, homónimo, foi lançado a 10 de Maio de 2019 em formato digital e CD (edição de autor). Deste disco, “que tanto evoca a chuva na areia como as ânsias selvagens dos corações ardentes”, fazem parte nove músicas – e “Além Mar”, “Chuva na Areia” e “Meu Céu, Minhas Máquinas” são alguns dos pontos altos deste registo.

Bruno de Seda é um obreiro da canção, um iniciado nos cantos de Vénus, um inquisidor da sentimentalidade e um inquilino permanente no corpo de Bruno Martins – são facetas para ficar a conhecer melhor em novembro, no cartaz do Super Bock em Stock.

Baleia Baleia Baleia: festa é palavra de ordem

baleia baleia baleiaParece que nada nem ninguém nos preparou para os Baleia Baleia Baleia. Nos concertos de norte a sul do país já dava para antecipar toda a qualidade desta dupla portuense. E essa qualidade confirma-se no primeira longa-duração da banda. E o mais provável é que mesmo assim ninguém esteja realmente pronto para aquilo que aí vem.

Nascidos no seio da Zigur e formados por Manuel Molarinho (baixo e voz) e Ricardo Cabral (bateria), os Baleia Baleia Baleia são um daqueles casos em que apetece dizer que o todo é maior do que a soma das partes. É difícil não devorar este primeiro disco de um trago e levar a passear na mente as letras, melodias e refrões pegajosos de temas que já fazem parte do imaginário coletivo da banda.

Canções como “Sacaplicação” ou “Quero Ser um Ecrã” dissipam qualquer dúvida a propósito da capacidade dos Baleia Baleia Baleia. Trocado por miúdos, o mesmo é dizer que os Baleia Baleia Baleia não estão para brincadeiras e prometem festa a rodos com o seu punk-rock dançável e sempre mordaz. O próximo encontro está marcado para o Super Bock em Stock e já há uma palavra de ordem: festa, claro.

Gator, The Alligator: para um cartaz do Super Bock em Stock hiperativo

gator the alligatorBarcelos sempre foi epicentro de algum do melhor rock nacional. Os Gator, The Alligator são a prova viva dessa tradição, marcada pela diversidade e pela qualidade das propostas.

Depois de serem um dos finalistas do Festival Termómetro, que se dedica ao lançamento de alguns dos mais consagrados nomes da nova música nacional, como por exemplo Ornatos Violeta, B Fachada ou Noiserv, os Gator, The Alligator são uma das bandas do momento em Portugal.

A energia dos Gator, The Alligator é perfeitamente contagiante, com uma certa ansiedade juvenil a combinar com a distorção do som, deixando o público rendido também nos concertos. “Life is Boring” é o primeiro passo na vida da banda de Barcelos. Representa a repetição de acontecimentos e emoções durante todo o período das suas vidas, tornando-a por vezes previsível, mas matéria-prima para canções.

Influenciado pelo FUZZ e pelo garage rock psicadélico, este registo da banda é uma viagem pelo dia-a-dia de Gator e um ponto de partida para o futuro. Gator, o jacaré hiperativo chegou e está pronto para soltar descargas elétricas em forma de ondas sonoras. Carregado de poderes místicos do fuzz, promete hipnotizar todos aqueles que se submeterem aos seus feitiços na próxima edição do Super Bock em Stock.

Ganso em versão Solstício no cartaz do Super Bock em Stock

gansoDepois de tomarem o país de rajada em 2015 com “Costela Ofendida”, e de cimentarem esse trabalho em 2017 com “Pá Pá Pá”, os Ganso estão de volta em 2019 com novo lançamento discográfico. “Não te Aborreças” e “Os Meus Vizinhos”, singles de apresentação desta nova etapa, já estão disponíveis.

O segundo longa-duração do quinteto de rock alternativo lisboeta foi de novo produzido nos estúdios Cuca Monga, em Alvalade. Este novo disco denota uma maior maturidade no processo de composição da jovem banda, afastando-se dos riffs rasgados que marcavam os dois trabalhos anteriores, deixando espaço para uma abordagem mais contemplativa, assente em cadências mais relaxadas e ambientes mais complexos.

Como preparação para o lançamento do novo álbum, a banda juntou-se aos Reis da República esta primavera para apresentar “EQUINÓCIO”, uma digressão nacional conjunta que passou por 12 cidades entre abril e junho de 2019. Depois de uma primavera e de um verão em cheio, os Ganso também prometem conquistar o outono lisboeta, e é por isso que fazem parte do cartaz do Super Bock em Stock, na Sala Rádio SBSR na Estação Ferroviária do Rossio |IP.

You Actually Gave Me A Ride… para a Sala Rádio SBSR

yagmarO projeto Yagmar (You Actually Gave Me A Ride) começou no Verão de 2014, quando Daniel Sallberg (Suécia) e Luís Fernandes (Portugal) decidiram montar um estúdio numa casa abandonada. O objetivo era embarcar numas sessões descomprometidas de improviso e assim vir a criar composições que misturassem as influências de cada um deles, desde o indie rock até à eletrónica, passando pelo kuduro.

E foi nessa antiga serralharia em ruínas que o projeto começou a tornar-se uma banda. Entre danças, copos e grafitis, outros amigos juntaram-se à festa e o processo criativo tornou-se algo único.

Entretanto o inevitável acontece: os Yagmar decidiram começar a gravar essas sessões. Mais tarde, inspirados pelos resultados e pelo cenário, consolidaram a sua linguagem musical. Com a boa influência do novo guitarrista e amigo Gastão Beaumont, surge o tema “Fugaz”, que dá o tom certo à banda.

O primeiro EP, “Dez Fruta”, foi lançado em 2017 e nesse mesmo ano também partilharam o novo vídeo para o single “Fugaz” – segundo os próprios, “um ensaio sobre sexualidade e identidade, dependência e decadência”.

Em 2019, a banda gravou o seu segundo EP, “Amargo”, e os singles “Violeta” e “Amarga Maria” (com lançamento previsto para novembro) são dois dos temas que prometem conquistar a audiência presente na Sala Rádio SBSR na Estação Ferroviária do Rossio | IP Património.

Friendly Fires em formato DJ Set

friendly firesFormados por três amigos de infância, os Friendly Fires nasceram do desejo de unir as inspirações do indie rock e do shoegaze à pulsão da melhor eletrónica. E, diga-se, o objetivo tem sido cumprido com distinção.

Antes de Friendly Fires, ainda na adolescência, Ed Macfarlane, Edd Gibson e Jack Savidge já tinham uma banda de pós-hardcore, os First Day Back. Com a entrada na universidade e o interesse crescente pela eletrónica, o trio foi à procura de um outro som e foi assim que nasceu o projecto Friendly Fires, influenciado por nomes como Prince ou Carl Craig.

Editaram o primeiro EP em 2006, “Photobooth”, e o segundo em 2007, “Cross the Line”. A popularidade cresceu, os convites também aumentaram e não demorou até que assinassem contrato pela XL Recordings. Singles como “Skeleton Boy” e “Jump in the Pool” elevaram a banda para um outro patamar, chegando um público cada mais heterogéneo.

Depois do primeiro disco, o homónimo editado em 2008 e nomeado para um Mercury Prize, a banda continuou a aprimorar a sua linguagem no disco seguinte. “Pala” foi editado em 2011 e contou com a produção de Paul Epworth e Chris Zane, que contribuíram para polir o som dos Friendly Fires. Depois de alguns anos dedicados a outros projetos, regressaram em 2018 com a edição dos singles “Love Like Waves” e “Heaven Let Me In”, belos exemplares de uma pop tropical e contagiante. O terceiro disco, “Inflorescent”, chegou neste ano de 2019 e prova a boa forma da banda.

Mestres em juntar indie, dream pop e música de dança, os Friendly Fires vêm mostrar o seu bom gosto ao cartaz do Super Bock em Stock, num dj set eclético e absolutamente imperdível.

Rua das Pretas guinda tertúlia musical ao cartaz do Super Bock em Stock

rua das pretasA Rua Das Pretas é uma tertúlia musical lusófona nascida em Lisboa na casa do músico brasileiro Pierre Aderne. Música, storytelling, vinhos, amigos chefs de cozinha, produtores de vinho e escritores, apareciam em diversas noites, que aos poucos se tornaram o sonho de consumo de inúmeros lisboetas.

Por lá passou a fina flor da música em língua portuguesa, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Ana Moura, Carminho, Tito Paris, Camané, Salvador Sobral, entre tantos outros, além de cantores do jazz e da bossa nova como Madeleine Peyroux, Melody Gardot, Jesse Harris ou Anna Maria Jopek.

Há dois anos, a Rua Das Pretas mudou-se para um palacete privado do século XVIII na Praça do Príncipe Real, em Lisboa, onde o público tem uma vista deslumbrante sobre o Tejo. Neste momento já passaram por lá mais de 3.000 pessoas de todo o mundo, inclusive 140 artistas da chamada World Music.

Entretanto, a Rua Das Pretas foi até Nova Iorque gravar o seu “Wine Album”, o álbum de estreia produzido por Hector Castillo. Pouco depois chegou ao palco do Coliseu dos Recreios e andou em digressão pelo mundo: Madrid, Paris, Berlim e Nova Iorque. Rapidamente se tornou sucesso também na imprensa nacional e internacional, colecionando elogios de publicações internacionais como a Forbes ou a Mojo. Em novembro, a festa também promete invadir a Sala EDP, na Casa do Alentejo.

Ive Greice vem apaziguar saudades a Portugal…

ive greiceIve Greice começou a cantar com o seu pai, também músico, aos cinco anos de idade. Com 13, já se apresentava em bares na cidade de Brasília, e aos 16 viajava por todo o Brasil cantando em bandas de baile. Ainda em Brasília, começou a dar os primeiros passos da sua carreira a solo. Em 2002, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve a oportunidade de conhecer, compor e participar em concertos de alguns de seus ídolos, como Ivan Lins, Márcio Montarroyos, Jorge Vercillo e Dudu Falcão.

Foi também na Cidade Maravilhosa que Ive recebeu o convite da Indie Records para gravar o primeiro disco: “Ao Som de Greice Ive”. Em 2012 lançou o segundo disco, “Sem Moldura”, onde estreou parcerias com artistas como Ivan Lins.

Depois de um 2018 em grande, que incluiu uma atuação na passagem de ano de Madonna, em Nova Iorque, Ive Greice regressa com “É Tanta Saudade”, “Viagem ao Brasil” e “Filhos do Amor”, três músicas que a cantora e compositora está a lançar no Brasil e em Portugal pelo selo Miranda Records. E o cartaz do Super Bock em Stock é uma boa oportunidade para ouvir essas e outras canções ao vivo.

Sonhos de Tainá chegam ao cartaz do Super Bock em Stock

tainaTainá nasceu na cidade de Nova Marabá, no Pará, o segundo maior estado do Brasil. Foi aí que começou a crescer, orgulhosa da sua descendência indígena. Morou “em muitos lugares do Brasil”, circunstância que considera decisiva para uma aculturação múltipla e até para contactar com os mais variados “sotaques”.

Mas agora quase apetece anunciar que a sua “casa” sempre foi a música. Tudo aquilo que Tainá canta no seu primeiro álbum é composto, escrito e, sobretudo, sentido por uma só pessoa – o que não deixa de provocar espanto. Mais: tudo foi feito por alguém que só agora se estreia em disco, conseguindo à primeira o que tantos perseguem uma vida inteira. O single “Sonhos” deixou o público português ainda mais apaixonado pela voz de Tainá. E esta história de amor continua em novembro, em mais um Super Bock em Stock.

CAPITÃO FAUSTO APRESENTAM…

“As nossas escolhas para esta curadoria estão ligadas a Artistas que pertencem à nossa editora Cuca Monga. Se a ideia é apresentar novidade, é com ela que temos lidado nos últimos anos: gostamos de fazer parte do processo de ajudar quem dá os primeiros passos em cenas novas, construindo caminho para chegarem às pessoas com a sua música. Tem sido esse o trabalho da editora, o de funcionar como uma rampa de lançamento para quem está a começar e acompanhar esses passos. Escolhemos o Rapaz Ego, que tem o primeiro álbum a sair já para o ano.

Admiramos muito o caminho que ele está a fazer e somos amigos e seus entusiastas faz tempo. ‘Vida Dupla’ encantou-nos e o que aí vem é fresco. Escolhemos também os Zarco, que acabam de lançar o seu primeiro álbum ‘Spazutempo’, e são assim uma mistura frenética de Sérgio Godinho e Frank Zappa, com risota e teatro pelo meio. Acreditamos que ambos têm um lugar na música portuguesa e certamente um lugar na Garagem da EPAL”, justificam assim os Capitão Fausto as escolhas para esta curadoria.

Rapaz Ego incha(do) no cartaz do Super Bock em Stock

rapaz egoRapaz Ego é a kryptonite de Luís Montenegro (teclista e compositor nos Salto).

Depois do EP “Gente a Mais”, feito em apenas uma semana na ida primavera de 2016, este Rapaz regressou a todo o vapor neste ano de 2019 com o lançamento digital de “Vida Dupla”, o single que dá nome ao disco que aí vem, com data prevista de lançamento para 2020.

E porque um single nunca vem só, “Ponto Cruz”, a segunda amostra do novo disco, também chegou antes do verão. O que resta do ano será dedicado a desvendar gradualmente, em lançamentos e em concertos, o disco que se avizinha. E uma boa oportunidade para ficar a conhecer mais temas deste Rapaz Ego surge já em novembro, no cartaz do Super Bock em Stock.

Zarco traz “fruta” e vitaminas p’ra todos os festivaleiros!

zarcoApós a estreia em 2017 com o EP Zarcotráfico, os ZARCO editam agora o seu primeiro longa duração, “Spazutempo”, pela Cuca Monga. “Vitamina Z”, single de apresentação do disco, foi lançado em agosto de 2019.

A ligação dos ZARCO ao teatro é uma constante da banda, o que também se explica pela relação próxima com a companhia de teatro “As Crianças Loucas”. Essas colaborações também acabam por influenciar o som da banda e as suas atuações, ora mais fugazes, ora mais festivas. E a banda não esconde a vontade de dar muita vida a “Spazutempo”, também ao vivo.

Ainda antes do lançamento do disco, em julho a banda editou o single “Há Fruta Para Todos”, em colaboração com o duo brasileiro Venga Venga, dando assim o mote para uma digressão de verão. Mas o outono promete ser ainda melhor, com a presença dos ZARCO na edição de 2019 do Super Bock em Stock.

THE LEGENDARY TIGERMAN APRESENTA: Club Makumba e…

club makumbaJoão Doce conheceu Tó Trips em 2004, na tour dos Wraygunn. Logo ali nasceu uma forte amizade e, mais tarde, surgiu também a ideia de fazerem alguma coisa juntos. O plano inicial era simples: Tó Trips na guitarra e João Doce na percussão. O EP “Sumba”, gravado e masterizado por Eduardo Vinhas no Golden Poney Studios, nasceu dessa necessidade criativa de dois músicos.

É um exercício livre, espontâneo, experimental e tribalista. E esse caminho continua a ser feito, agora com Club Makumba. De forma a aumentar a palete de cores e ambientes, Gonçalo Prazeres, saxofone, e Gonçalo Leonardo, contrabaixo, juntam se à banda de Tó Trips e João Doce.

Club Makumba tem influências de música mediterrânica, numa geografia primitiva sem qualquer preconceito no que diz respeito a raízes e fronteiras.

A convite de Legendary Tigerman, os Club Makumba dão o seu primeiro concerto no próximo Super Bock em Stock, no Palco Santa Casa na Garagem EPAL.

… Angélica Salvi, para uma viagem onírica e intimista

angelica salviA harpista espanhola Angélica Salvi, radicada no Porto desde 2011, dedica-se à improvisação e à música contemporânea e eletroacústica, explorando várias técnicas de preparação e amplificação do instrumento, sempre na busca de novos timbres e sonoridades.

A harpista convida o público a mergulhar nos seus referenciais emocionais e espirituais, servindo-se deles como o guião de um sonho. Partindo da acrobacia do respirar (inalar, exalar) e da dinâmica das marés, Salvi explora o universo da repetição numa invocação cósmica e estruturada do transe num movimento magnético e sincopado.

Nesta viagem interior, onírica e intimista, o público é guiado por caminhos sinuosos e tropicais, numa experiência potencialmente xamânica, por sonoridades ambíguas e multifacetadas, desde Papé Nziengui a Alice Coltrane. A descobrir do cartaz do Super Bock em Stock para o palco.

Cálculo e… é só fazer as contas ao cartaz do Super Bock em Stock

calculo outrosCálculo, produtor e rapper Barcelense, conta com mais de uma década de carreira no panorama musical urbano.

A sonoridade de Cálculo encontra-se entre os dourados anos 90 do hip hop norte-americano e o funky groove da música negra dos anos 70.

Em 2015, apresenta o seu primeiro trabalho de originais ” A Zul” – um álbum produzido pelo próprio, onde desde o soul, funk e o r&b, é possível viajar entre rimas, samples e batidas que procuram tocar no coração das pessoas. Em 2018, o regresso aos discos é feito com “Tour Quesa”, um álbum antecedido pelos singles “Salvar o Mundo” e “Saíste”.

Aclamado como um dos produtores mais influentes a nível nacional, produziu para artistas como GROGnation, Mundo Segundo e Kirstóman. Em 2019, já editou singles como “Caixinha” e “Sem Folgas” feat. Mace.

Amaura, Bambino, ORTEUM e Perigo Público x Sickonce completamente… “curados”

Com a Curadoria Ciência Rítmica Avançada, um hábito já esperado no Festival que em novembro toma conta da Avenida, e que desde há 3 anos conta com rubrica diária na Rádio SBSR, o Bloco MOCHE Lá Dentro recebe Amaura, que escreve e canta r&b em português, e depois de ter atuado com bandas como Bling Project ou TNT, recebeu convites para colaborar com nomes como Sam The Kid ou Fred Ferreira (Buraka Som Sistema, Orelha Negra).

O primeiro registo discográfico está prestes a sair. “Em Contraste” promete fixar o nome de Amaura no mapa da melhor soul e r&b feita em Portugal.

Também pelo Bloco MOCHE Lá Dentro vão passar Bambino, um dos artistas mais multifacetados do hip hop nacional, icónico veterano da Margem Sul e membro do famoso grupo Black Company, que vai apresentar-se em palco com um espetáculo onde mistura a sua habilidade na MPC com a arte do rap, revelando-se um verdadeiro Mestre de Cerimónias; ORTEUM, a dar corpo ao espírito do rap underground vivido na Margem Sul e Odivelas, apresentando um espetáculo de rimas sujas e afiadas, versos que desafiam o ouvinte a um pensamento crítico e frontal perante o que o rodeia; e Perigo Público x Sickonce, que vão apresentar no Super Bock em Stock o álbum “Porcelana”, que pretende proporcionar uma viagem entre as mais diversas sonoridades urbanas, tendo sempre o hip hop como pano de fundo. Mais que um projeto unicamente musical, “Porcelana” é o culminar de uma visão reformadora de como todos os indivíduos que se encontrem de alguma forma em situação de fragilidade social, podem e têm o direito a viver com dignidade.

Cartaz do Super Bock em Stock mais rico com João Tamura e Keso

joao tamura kesoJoão Tamura é músico, poeta e fotógrafo. Nasceu em Lisboa, nos anos 90, e começou a fazer música cedo, aos 14 anos, música essa que dá vida e roupagem aos poemas que escreve. Editou em abril de 2016 o seu primeiro EP – “Hokkaido” – de forma totalmente independente e, em Outubro de 2019, “Singapura”, o primeiro ato do seu disco de estreia, com selo da Discos Distopia.

KESO é um rapper e produtor da cidade do Porto, que conta no currículo com os álbuns “Raios te Partam”, “KSX2016” e “O Revólver entre as Flores”, recentemente editado em vinil, e que vai levar ao Bloco MOCHE Lá Fora, um “Quarto” cheio de artistas da sua label para um showcase de pura dinâmica entre beats e rimas.

O espetáculo “Paga-lhe o Quarto” vai contar com dois moods diferentes, criados pelos artistas intervenientes. Começa de modo mais calmo, na “Instrospeção”, com participação de Bug e Myka; e acaba na “Exteriorização”, com Keso acompanhado em palco por Pibxis & SpaceBanana, Riça e MʼCirilo, no cartaz do Super Bock em Stock.

Tiago Castro & Ricardo Mariano cruzam discos em palco

tiago castroA proposta para o Bloco MOCHE Lá em Cima é um encontro feito de cumplicidade musical entre Tiago Castro & Ricardo Mariano. Os DJs da Rádio SBSR são autores de programas como Vidro Azul, Floresta Encantada, Em Transe e Happy Mondays.

Juntam-se para cruzar discos. Do indie à eletrónica, passando pelo psicadelismo, world e rock mais dançável, Tiago Castro & Ricardo Mariano lançam as canções que os levaram a apaixonar-se pela rádio. Sempre para dançar e onde tudo pode acontecer!

Alfredo Costa, de Cabo Verde para o cartaz do Super Bock em Stock

cartaz super bock em stockNascido em Cabo Verde, Alfredo veio para Portugal com 7 anos. Filho de um dos melhores guitarristas da sua geração e de uma senhora apaixonada pelo teatro e pelo fado, Alfredo Costa cresceu a ouvir Amália Rodrigues e Cesária Évora, por influência de sua mãe, e Pink Floyd, Genesis, Michael Jackson, Prince, The Police, por influência do irmão.

Durante dez anos Alfredo foi vocalista da banda Skills and The Bunny Crew. Anos mais tarde lançou o seu primeiro álbum, “Musa de Guerra”, que teve como singles “Grita Por Mim”, “Valsa” e “Princípio do Nada”.

Em 2019, Alfredo decidiu arriscar de vez o percurso a solo. “Vaso Ruim” e “Amália” são alguns dos temas novos que prometem conquistar o público atento ao cartaz do Super Bock em Stock.

Ditch Days levam novo EP a palco

cartaz super bock em-stockOs Ditch Days são de Lisboa, mas esse é só o ponto de partida para as suas viagens. As canções do álbum de estreia, “Liquid Springs”, perdidas entre o dream-pop, o rock alternativo dos 90s e o indie, levaram-nos até ambientes imaginários, onde a natureza solarenga se funde com cenários urbanos envolvidos por texturas cinematográficas

Depois de uma série de três singles, que inclui “Downtown”, e que conta com a participação de Calcutá, “Seth Rogen” e “Even If You Know”, uma contemplação shoegaze com voz feminina emprestada pelos vizinhos espanhóis de dream pop Terry vs Tori, a banda prepara-se agora para editar um novo EP, com lançamento previsto para o início de 2020, e que será tocado pela primeira vez e na íntegra nesta edição do Super Bock em Stock.

Light Gun Fire… “and this is the begining”

cartaz super bock em stockLight Gun Fire é um projeto musical que nasceu em 2015. Inicialmente arquitetado por “Cam8es” ou Luís Grade Ferreira (voz) e YANAGUI ou Gui Salgueiro (teclas), mais tarde reuniu ainda João Pestana (baixo) e João Freitas (Bateria).

O projeto ganha forma quando estes se juntam a diversos produtores e songwriters, nacionais e internacionais, já tendo trabalhado com nomes como Agir, MINX, Iccarus, Andrezo, Lucas Estrada, entre outros.

O estilo que melhor os define é o pop eletrónico, influenciado por sonoridades como o funk, soul, disco e r&b. Têm editados os singles “Moon and Back”, All on You”, “Closer”, “Running Home”, “Upside Down” e em setembro de 2019, editaram “Never Know”.

Cartaz do Super Bock em Stock? “Like a”… LOT

cartaz super bock em stockDepois de um ano de trabalho em estúdio, Pedro Sacchetti e José Evangelista voltam a apresentar-se ao vivo em Lisboa. Com novo formato em palco, o duo LOT prepara-se para apresentar novas músicas.

Com mais profundidade, atmosferas eletrónicas e uma nova energia rítmica, as canções mantêm a simplicidade, as melodias melancólicas e estruturas simples. Contam com influências como Disclosure e Nicholas Jaar, adicionando lufadas de York, Blake ou Faker.

Os LOT estão a preparar um novo álbum para 2020 e um novo single que iremos conhecer ainda antes do final deste ano.

Loyal fiéis à si próprios… e aos fãs

cartaz super bock em stockEste misterioso quarteto britânico começou a dar nas vistas em 2015 com o single “Blue & the Green”, uma bela peça de r&b mais alternativo, meio sombrio e atmosférico.

A faixa causou burburinho entre os mais atentos, mas nada foi dito sobre os autores, nem sobre o seu percurso nem sobre a sua identidade. Sabia-se, no entanto, que eram influenciados pela cultura da música de dança, Kate Bush e os filmes de Stanley Kubrick.

“House For You”, editado em 2016, o segundo single a causar impacto, contou com a mesma paixão e energia que viria a caracterizar os LOYAL ao longo destes quatro anos.

Em 2017, depois de mais um sucesso, “Tower Over All”, dedicaram-se aos palcos e finalmente decidiram revelar a sua identidade. Entretanto, Alex Cowan, Beth Molly Moore, Jimmy Day e Larence Allen continuam a sua missão de trazer os anos 90 para o futuro, transformando os LOYAL numa banda difícil de imaginar, mas pela qual é muito fácil ficar apaixonado.

Luís Severo e convidados dão toque especial ao cartaz do Super Bock em Stock

cartaz super bock em stockDepois da notável estreia em 2015 com o independente “Cara d’Anjo”, Luís Severo editou em 2017 o segundo disco, homónimo, que o levou aos lugares cimeiros das listas anuais da imprensa e aos mais emblemáticos palcos e festivais do país.

Com apenas dois álbuns editados, era já um dos nomes consensuais da escrita de canções da sua geração, mas não foi por isso que deixou de surpreender. Do choque concordante entre o acústico e o eletrónico, da contenda conciliante lírica e de todos os contrastes imagéticos, Luís Severo afasta-se do que já por si foi feito e, sem nunca perder o centro que o particulariza, chega assim, em 2019, com o seu terceiro disco, “O Sol Voltou”.

Segundo o próprio Luís Severo, este é o seu “disco mais pessoal e confessional”. Este registo “é mais amor e menos paixão, mais família e menos multidão, mais vida mas também mais morte”. Para o cartaz do Super Bock em Stock prepara uma apresentação especial com as canções do recente ‘”O Sol Voltou”, passando também pelos discos anteriores. Na versatilidade que já lhe é habitual, convidou para esta edição do festival um trio de cordas (harpa, violoncelo e contrabaixo), dando uma nova roupagem a algumas das músicas no seu set habitual.

Mar & Sol Soundsystem mergulha nos arquivos

mar sol cartaz super bock em stockMar & Sol nasceu para espalhar a cultura dos PALOP pelo mundo. Cabo Verde, Angola, Guiné, Moçambique e São Tomé e Príncipe contribuem para um legado cultural riquíssimo, que merece ser conhecido por todos.

A década de 70 foi uma época em que as pessoas dos PALOP procuraram uma vida nova em Portugal. E isso também aconteceu com os músicos, que finalmente tiveram a oportunidade de gravar os seus discos. Para manter essa memória bem viva, a Mar & e Sol dedica-se a reeditar algumas dessas gravações, bem como a promover artistas dessa época.

Mar & Sol Soundsystem é o DJ Set que mergulha no arquivo desses artistas, desde os sons mais tribais até às últimas edições com a marca Mar & Sol, para a marca do cartaz do Super Bock em Stock.

Marinho dá outra acentuação ao cartaz do Super Bock em Stock

marinho cartaz super bock em stockMarinho nasceu em Lisboa e cresceu em frente à televisão. Teve desde cedo muita exposição a desenhos animados americanos e aos filmes de meados dos anos 90, o que resultou numa crescente intimidade com a perspetiva de Hollywood sobre o amor, relações e natureza humana no geral.

Agora, como jovem adulta, ela tenta compreender aquilo que existe entre expectativas romantizadas em demasia e a vida real fora de sitcoms. As resoluções surgem na forma de canções de folk-rock alternativa, que escreveu e colecionou ao longo dos anos e que resultam neste seu primeiro disco.

Em 2019, lançou “Freckles”, em antecipação do álbum de estreia “~” (ler til ou tilde em inglês), que é construído a partir da simplicidade das raízes da música folk norte-americana e inspirado em ricas texturas cinematográficas. “Ghost Notes”, e “Window Pain” são mais dois singles de Marinho a ter em atenção.

Meses Sóbrio e… muito mais do que isso!

meses sobrio cartaz super bock em stockOs Meses Sóbrio são Manuel Perdigão (guitarra, teclado), João Fernandes (bateria) e Miguel Rosa (voz, guitarra e teclado), uma nova banda que funde rock com elementos da música eletrónica.

O primeiro EP, “Folha”, foi editado em setembro de 2018. Os Meses Sóbrio esgotaram um concerto de apresentação em Lisboa e fizeram parte do Festival Termómetro também nesse ano.

Com inspiração nas atmosferas viajantes de bandas como os Doors, Pink Floyd ou Tame Impala, este projeto pretende criar uma sonoridade orgânica e eclética, com portas abertas para várias sensações e interpretações. O primeiro disco está quase aí e já se conhece o primeiro single. “Camaleão” é um dos temas que promete conquistar o público, em pulgas com o cartaz do Super Bock em Stock.

Murta explica porquê e – não só – no Super Bock em Stock

cartaz super bock em stock Francisco Murta nasceu na Figueira da Foz, cresceu entre Samora e Benavente. Os acasos da vida acabaram por levá-lo até ao piano. Hoje não só é ele quem escreve as letras e compõe a música das suas canções, como também toca vários instrumentos musicais, como o piano, a guitarra, o baixo, o ukelele, entre outros.

A vontade de continuar a aprender levou-o até ao Hot Club, em 2016, para explorar mais a voz e o piano. A partir daí começou a dar cada vez mais concertos e com o feedback positivo que ia recebendo, percebeu que se podia dedicar por inteiro à música.

Hoje os vídeos das suas atuações somam milhares de visualizações no YouTube. Em Outubro de 2018, Murta colaborou com o jovem rapper algarvio Domi, no single “Rosas”. E foi também em 2018 que assinou contrato com a Universal Music Portugal. “Porquê” foi o primeiro single lançado com o selo da multinacional.

Niki Moss, uma estética fora do comum

cartaz super bock em stockNiki Moss é o alter-ego de Miguel Vilhena, músico multi-instrumentista, fundador da editora Pontiaq, vocalista da banda Savanna e produtor de uma série de outras bandas portuguesas (Pista, Ditch Days, Marvel Lima, Flying Cages, George Marvinson…).

A solo, Niki Moss dá-nos a conhecer uma coleção de trabalhos compostos, produzidos, gravados e misturados exclusivamente pela sua mão com a chegada do seu primeiro álbum. “Gooey” descortina uma escrita arrojada e um experimentalismo vibrante, sem nunca perder um certo apelo pop que torna estas músicas irresistíveis. Neste registo o universo analógico convive com um futurismo vincado por distorções refinadas e arranjos obsessivamente detalhados, provas de uma estética fora do comum. Mas bem dentro do cartaz do Super Bock em Stock.

Polivalente e hiper-sensível ao cartaz do Super Bock em Stock

cartaz super bock em stockPolivalente é um projeto musical que contém composições do músico lisboeta João Valente e direção musical de Tom Maciel, músico de São Paulo residente em Lisboa.

O projeto teve início no verão de 2018, quando os dois se juntaram para produzir, arranjar e gravar essas composições que agora veem a luz do dia. Este processo, que dura há sensivelmente um ano, resultou no lançamento do seu primeiro single “Domingar”, editado em maio de 2019.

E o primeiro disco também está quase aí. “A Revolta Dos Hipersensíveis”, gravado durante o verão de 2019, estará disponível em todas as plataformas digitais a partir do dia 22 de novembro. O Super Bock em Stock aparece assim como a oportunidade ideal para ir ao encontro das canções de Polivalente.

Stckman com DJ Set 100% novo

cartaz super bock em stockApesar de os pais não terem qualquer ligação com a música, desde pequeno que Stckman se sentiu ligado à música de uma maneira especial.

Influenciado pela veia artística dos primos, o pequeno Nuno também procurou desenvolver o seu próprio talento. No natal de 2014, pediu uma mesa de mistura aos pais, e desde aí foi difícil parar. Em 2015 tocou pela primeira vez na sua festa de 13 anos. Os anos foram passando e começou a desenvolver um gosto especial pela produção. Foi então que, com 14 anos, instalou pela primeira vez o Ableton Live 9.

Demorou algum tempo até conseguir fazer o que queria. Em 2017 nasceu o nome Stckman e o projeto “Fly Away”, um trabalho produzido com o seu primo durante uma viagem à Indonésia. Passados dois anos, Stckman lançou mais de dez músicas inspiradas em vários géneros, como o disco, funk, house e r&b. Neste momento prepara um DJ Set 100% novo para ser apresentado na próxima edição do Super Bock em Stock.

Vum Vum, música e poesia africana no cartaz do super Bock em Stock

cartaz super bock em stockVum Vum começa por se destacar ainda em criança no programa “Cazumbi”, do promotor Luís Montez. Mais tarde, já em Lisboa, assina contrato com a Valentim de Carvalho. Em 1969 edita “Muzangola”, o seu primeiro EP.

Além das referências angolanas, neste EP também havia espaço para o funk e para outras músicas negras.

Durante a década de 70, Vum Vum escreve originais para o Duo Ouro Negro e para António Calvário. A solo grava o tema “Eusébio Miúdo e Senhor” para a banda sonora do filme de 1974 dedicado ao futebolista. Na segunda metade da década de 70, edita os discos “Salalé” e “Brasil”.

Mais tarde, Vum Vum estabelece-se na Alemanha, onde edita um outro disco também chamado “Muzangola”. Agora, de novo em terras africanas, a sua música merece ser conhecida e trazida para o presente.

Vum-Vum é música e poesia, canto de África, sempre ao ritmo do Semba e do Kilapanga – ritmos quentes, vindos de Angola, que prometem aquecer a próxima edição do Super Bock em Stock.

Super Bock Bus volta a ser a sala de concertos mais animada do Super Bock em Stock

Com o compromisso de encher a Avenida de Música, o Super Bock Bus é o autocarro de serviço. Para cima e para baixo, a festa faz-se do centro da Avenida da Liberdade até aos Restauradores, levando a música ainda mais perto do público.

Lá dentro não há palco, mas recomendamos que se agarrem bem, este ano ao som dos escoceses LYLO e Sweaty Palms.

cartaz super bock em stockOs LYLO são cinco rapazes que sempre gravaram e produziram a sua própria música, desde o seu disco de estreia, “Handsome Living”, editado em 2015, até ao mais recente “Post Era”, editado pela El Rancho.

Quando se ouve LYLO percebe-se que aqui não falta criatividade e ecletismo, notando-se que há um pouco de tudo nas canções destes escoceses: jazz, rock, punk, r&b e um apelo pop que é capaz de colar todas essas influências.

Em 2019 os Lylo venceram o prémio para melhor atuação ao vivo no SAMA (Scotish Alternative Music Awards) e viram o seu disco, “Post Era”, alcançar o segundo lugar na lista dos melhores discos do ano pela revista Skinny.

Enquanto trabalham nas canções do novo disco, neste ano de 2019 os LYLO já atuaram no Liverpool Sound City e no Gold Sounds Festival, mostrando que o futuro da banda só pode ser bom.

cartaz super bock em stockSweaty Palms são uma das bandas a brotar da atual cena efervescente de Glasgow, onde o rock parece estar mais vivo do que nunca.

E estes quatro rapazes não inventam muito: fazem canções diretas ao ponto, com alma punk e alguma distorção, na melhor tradição da música rock que sai da garagem para o mundo.

O disco de estreia, “Quit Now”, editado em 2018, confirma essa identidade, com as palavras e as guitarras a mirarem a sociedade atual. Ao vivo, a banda parece ainda mais visceral: The Great Escape, T in The Park, Electric Fields e Liverpool Sound City são alguns dos festivais que já acolheram a irreverência dos Sweaty Palms.

Josh Rouse regressa a Lisboa pela mão do cartaz do Super Bock em Stock

josh rouse cartaz super bock em stockNatural do Nebraska, Josh Rouse é um cantautor que começou a carreira em Nashville em 1998. Ao décimo segundo álbum, “Love in the Modern Age”, o músico norte-americano sentiu que precisava de uma mudança. Trocou a guitarra por um sintetizador e começou a experimentar uma nova paleta de sons inspirada nos anos 80, em Leonard Cohen, no indie rock britânico e na new wave de Nova York.

O resultado é uma coleção de músicas que se infiltram, que tanto mantêm o distintivo selo de Josh Rouse, como lhe desafiam os limites, fazendo deste álbum, editado em 2018, uma peça única, a marcar os 20 anos de carreira do músico, que deixa para trás álbuns tão marcantes como “Dressed Up Like Nebraska” (1998), “Under Cold Blue Stars” (2002), “1972 “(2003) e “Nashville” (2005).

20 anos depois do início de tudo, Josh Rouse dispensou a banda e tocou quase todos os instrumentos, com gravações entre Espanha (país pelo qual se apaixonou) e Nashville. As músicas que compõem “Love in the Modern Age” são cinematográficas e envolventes, entre texturas de sintetizadores e elegantes linhas de guitarra elétrica. Destacam-se temas como “Salton Sea” ou “Business Man”, que ao que tudo indica vão fazer parte do concerto de Josh Rouse no Super Bock em Stock (23 de novembro, no Teatro Tivoli BBVA), onde se celebrará o regresso do músico a Lisboa.

Marque na sua agenda os horários dos concertos

cartaz super bock em stock horarios dia 22E está assim reunida toda a informação para traçar o melhor plano de concertos para o Festival.

Os concertos começam mais cedo, com as Early Sessions by Buondi, no Palácio da Independência. Nesta, que é uma das salas mais especiais do Super Bock em Stock, vão atuar, dia 22, Dream People, Polivalente e Light Gun Fire; e dia 23, Marissa Nadler, Bruno de Seda e Ditch Days. São seis bons motivos para chegar mais cedo ao Festival, com tempo para descobrir novos caminhos, não só na música nacional e internacional, mas também na Avenida, ao caminhar de rua em rua e de sala em sala, reencontrando os recantos da cidade que, no dia-a-dia, nos passam despercebidos.

Depois de conhecidos os dias e as salas em que atuam todos os artistas e bandas que dão forma ao cartaz, também já estão disponíveis os horários dos concertos.

bilhete único válido para os dois dias do Festival encontra-se já à venda nos locais habituais, pelo preço de 40€ até 31 de agosto, passando para 45€ a partir do dia 1 de setembro e 50€ nos dias do Festival.

cartaz super bock em stock horarios dia 23Contacto com a Imprensa:
Maria João Serra | Promoção
Música no Coração
Tel: 351 21 010 57 00 Fax: 21 315 65 55
Rua Viriato, 25, 2º Esq, 1050-234 Lisboa

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