A voz também envelhece

A mudança nos idosos não pode ser subvalorizada, já que pode comprometer o bem-estar e levar a doenças sérias

Com o passar do tempo o corpo humano envelhece e algumas mudanças são além de físicas, exemplo disso acontece com a voz, que também envelhece. O passar do tempo faz com que a projetemos de forma diferente, com certa fragilidade devido a menor intensidade.

A perda de massa muscular afeta a articulação, sobretudo a partir dos efeitos da menopausa ou da andropausa, a laringe sofre alterações fisiológicas que tornam mais rígidas as cartilagens e acentua a flacidez da musculatura e ambas as mudanças alteram o tom da voz.

O presidente do Conselho Regional de Fonoaudiologia da 3ª Região que atende Paraná e Santa Catarina (CREFONO3), Celso Santos Junior, especialista em voz explica que as pregas vocais atrofiam e somadas às demais alterações do corpo deixam a voz do idoso rouca e um tanto soprosa.

Quando a voz envelhece outros problemas podem emergir

As condições acentuam-se com o passar do tempo e mudam a projeção da voz. Para uma pessoa idosa pode comprometer sua sociabilidade, porque se ele deixar de se comunicar pode desenvolver depressão e deixar de expor seus sentimentos ou vivências o que é necessário para todos. Conversar e falar é uma terapia, principalmente, para eles”, alerta Celso Santos Junior.

Além do envelhecimento da musculatura interna, os articuladores que emitem a voz também sofrem alterações “os lábios, língua, palato e nariz também vão perdendo tonificação e reduzem a lubrificação da região e interferem na comunicação” ressalta o fonoaudiólogo.

Essa alteração fisiológica é considerada um distúrbio da voz e pode parecer cansaço do idoso, mas devido às condições ele vai falar com um tom mais fraco ou mais forte, mais grave ou mais agudo e vai fazer pausas mais longas durante a fala por necessidade. O alerta do fonoaudiólogo é que essas alterações não devem ser encaradas como teimosia, são incômodos que não podem ser deixados de lado imaginando que são situações temporárias.

Outra situação que acomete muitos idosos é refluxo gastroesofágico que pode causar pigarro na pessoa e deixar a voz mais sobrecarregada. “Se for corriqueiro pode danificar a parte posterior da garganta provocando um inchaço. Essa condição pode fazer com que ele sinta um pigarro e isso vai incomodar porque danifica a prega vocal. Uma medida constante para equilibrar a situação é a hidratação. Beber água é fundamental para fluidificar as secreções e lubrificar a mucosa”.

Para envelhecer com saúde vocal, para muitos casos, o apoio de um profissional da fonoaudiologia será necessário. E para que todos tenham melhores condições na velhice é importante manter bons hábitos desde cedo como a atividade física e a alimentação equilibrada e deixando de lado outros como consumo de álcool e cigarro que fazem mal geral ao organismo, reforça segundo Celso Santos Júnior que ainda sugere que “Quem usa a voz profissionalmente precisa ter hidratação ainda mais frequente, é o caso dos professores, palestrantes, cantores, locutores de rádio, enfim, a água nessas situações em que a fala é bastante utilizada é importantíssima. Além disso, o fonoaudiólogo pode auxiliar com indicando exercícios adequados para cada pessoa”.

Sobre o Crefono3

O Conselho Regional de Fonoaudiologia – 3ª Região (CREFONO3), atuante no Paraná e em Santa Catarina, constitui, em conjunto com o Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa), uma autarquia federal. É responsável por zelar pelo cumprimento das leis, normas e atos que norteiam o exercício da fonoaudiologia, a fim de proteger a integridade moral da profissão, dos profissionais e dos usuários diretos. Ao zelar pelo exercício regular da profissão, o CREFONO3 protege o fonoaudiólogo daqueles que exercem inadequadamente ou ilegalmente a profissão, além de proporcionar melhores condições para que a população tenha um atendimento adequado ao consultar o profissional.

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