inovação aberta

Segundo os dados preliminares do estudo “A Inovação Aberta em Portugal: resultados do inquérito nacional”, desenvolvido por investigadores da Universidade de Aveiro e da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, em articulação com a Agência Nacional de Inovação (ANI), e apresentados hoje, “verifica-se que boa parte das empresas ainda está a dar os primeiros passos” na adoção de estratégias de Inovação Aberta, “preferindo essencialmente os influxos de conhecimento em detrimento da partilha, desperdiçando muitas vezes a sua tecnologia excedentária e os ganhos de tempo e recursos relacionados com a inovação partilhada”.

Estudo sobre Inovação Aberta visa preencher uma lacuna nos dados disponíveis atualmente

O estudo, que pretende colmatar a inexistência de dados relativos à inovação aberta em Portugal, com a realização de um “questionário inédito” a cerca de 11 mil empresas em operação no território nacional, obteve 908 respostas. Os dados recolhidos visam apoiar as políticas públicas de inovação aberta.

Na 2ª Conferência de Inovação Aberta, que decorreu hoje, no Porto, subordinada ao tema “Economia circular e sustentabilidade dos territórios através da Inovação Aberta”, Joana Costa, da Universidade de Aveiro, uma das autoras do estudo, explicou que a inovação aberta, ou seja, o modelo que resulta de processos colaborativos dinâmicos, envolvendo todo o ecossistema Governance – Indústria – Universidades, “pode tomar três configurações alternativas, de acordo com a direção dos fluxos de informação que suportam a inovação. Ora, “as empresas da amostra claramente preferem receber informação para suportar os processos de inovação do ecossistema inovador do que enviar o seu conhecimento para os demais agentes, ou combinar ambas. Este resultado evidencia que, em Portugal, a Inovação Aberta ainda se encontra num estado embrionário, necessitando de suporte institucional, nomeadamente ao nível da política pública para que possa ser popularizada, com todos os ganhos que daí advém”.

São as grandes empresas que parecem valorizar mais o conhecimento produzido pelo ensino superior, o que leva Joana Costa a alertar para a necessidade de direcionar políticas públicas com vista a incentivar estratégias de inovação aberta em pequenas e médias empresas, muitas delas já com um relacionamento intenso com as academias, como é o caso dos setores têxtil e metalomecânico.
As universidades de Aveiro, Porto e Minho são, de acordo com o inquérito, aquelas que demonstram estabelecer maior intensidade de contactos informais e relações formais com as empresas. “O estabelecimento de protocolos é também mais frequente nestas três instituições”, bem como “a componente de estágios”.

Por sua vez, João Correia Neves, Secretário de Estado Adjunto e da Economia, recordou que, após a crise financeira e face à globalização que alargou a concorrência do tecido empresarial à escala global, um país pequeno como Portugal só poderá crescer e ser sustentável do ponto de vista económico apostando na qualificação dos recursos humanos e na diferenciação dos produtos e serviços, acrescentando-lhes valor. “Num contexto de contração da procura na União Europeia e numa conjuntura em que já não podemos sustentar a nossa economia em baixos salários e na produção intensiva, a trajetória da nossa economia terá de ser a da integração de inovação, que diferencie os nossos produtos e serviços, os processos e os recursos que os desenvolvem”.

Para mais informações

Marlene Silva – PURE

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