especies invasoras
Em Portugal estão listadas cerca de 300 espécies invasoras, entre plantas e animais

As espécies invasoras são a 5.ª ameaça à biodiversidade a nível global. Com o objetivo de aumentar a sensibilização e conhecimento da população sobre este problema, o Centro de Ecologia Funcional vai promover, de 10 a 18 de outubro, a 1.ª Semana Nacional sobre Espécies Invasoras (SNEI).

Esta iniciativa da Plataforma Invasoras.pt, do Centro de Ecologia Funcional, que reúne investigadores do Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC), conta com a participação de mais de meia centena de entidades, entre instituições públicas e privadas, associações, grupos informais, entre outras, como é o caso de vários municípios, institutos de investigação e ensino superior, associações de defesa do ambiente e centros Ciência Viva.

No seu conjunto, ao longo desta semana, organizam perto de 100 atividades, a decorrer de norte a sul do continente e ilhas dos Açores e Madeira. Muitas ações são online, permitindo a participação à distância. Entre as várias atividades, incluem-se ações de controlo de espécies invasoras no terreno, palestras, workshops e percursos pedestres para mapeamento de espécies invasoras. Os públicos-alvo são variados (público em geral, alunos de diversos graus de ensino, autarquias, técnicos ligados à conservação da natureza e gestão florestal e de áreas verdes, professores, etc.).

Mais de 300 espécies invasoras em Portugal

Jacinto-de-água

As espécies invasoras, explicam os investigadores que promovem a 1.ª Semana Nacional sobre Espécies Invasoras, «são uma das principais ameaças à biodiversidade a nível global, mas uma grande parte dos cidadãos desconhece esta ameaça ambiental. Em Portugal, de acordo com a legislação nacional (Decreto-Lei nº 92/2019), estão listadas mais de 300 espécies exóticas invasoras, entre plantas e animais, como é o caso da mimosa, do jacinto-de-água, da vespa-asiática ou do lagostim-vermelho-do-Louisiana. A nível global, as espécies exóticas invasoras são a 5.ª ameaça à biodiversidade, de acordo com a IPBES (Intergovernmental Platform on Biodiversity and Ecosystem Services), além de promoverem outros impactes significativos a nível ambiental, assim como a nível socioeconómico».

No âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pelas Nações Unidas, acentuam, «o objetivo 15.8 prevê implementar medidas para evitar a introdução e reduzir significativamente o impacte de espécies exóticas invasoras nos ecossistemas terrestres e aquáticos, e controlar ou erradicar as espécies prioritárias. Os cidadãos têm um papel relevante não só na prevenção das invasões biológicas, mas também na mitigação dos seus impactes, pelo que é crucial aumentar a sensibilização sobre este tema».

LEIA TAMBÉM: Estudo analisa as tendências da biodiversidade na Europa

Com a realização da SNEI, os investigadores do Centro de Ecologia Funcional da UC & IPC esperam aumentar a visibilidade desta temática ambiental junto do público em geral, mas também dos principais atores que lidam com estas espécies a nível profissional e político.

Informações adicionais para órgãos de comunicação social:

Cristina Pinto

Universidade de Coimbra • Reitoria

Comunicação de Ciência

91 7575022 | 96 9728546

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor introduza o seu comentário
Por favor introduza o seu nome