Ben Goji: um par de sapatilhas diferentes para cada português…

Com pezinhos de lã, e muito trabalho de formiguinha durante as últimas duas décadas, o calçado português deu um chuto na imagem de patinho feio e transformou-se num dos meninos bonitos da economia nacional. A Ben Goji pertence a essa nova geração do calçado nacional.

0
351
Ben Goji
Ben Goji

É uma das mais recentes marcas lusas e encarna as renovadas prioridades do setor para o futuro próximo (juventude, talento, flexibilidade e personalização), assentes nas premissas da indústria 4.0. A Ben Goji olha para a selva urbana com lentes camaleónicas: criou um sistema digital de customização para a sua primeira coleção (de sapatilhas) que permite calçar Portugal inteiro sem nunca vermos um par igual… O desenvolvimento de branding e o conceito de comunicação da nova insígnia foram costurados à medida pela Designarte – Brand Activation.

«À vontade do freguês» ganhou um novo significado, aplicado à indústria do calçado. Graças a um jovem empreendedor de Santa Maria da Feira, a ideia saiu do bairro e, a olhar para o mapa-mundi, meteu os pés à autoestrada digital, abrindo mão de uma lista de alter-egos quase infindável, a pensar no estilo da nossa passada…

De tal forma que um residente de Londres com dificuldade em encontrar em Oxford Street aquele par de “sneakers” únicos que faça justiça à sua identidade pode idealizá-lo remotamente com um dedo, jogando – “à la carte” – com mais de nove milhões de combinações funcionais e estéticas distintas. E ter o resultado dessa criatividade a bater à porta num prazo de cinco dias. Quem diz um londrino diz um qualquer camaleão urbano das inúmeras selvas de pedra espalhadas pelo globo.

Costumizador “on-line” da Ben Goji permite mais de nove milhões de combinações

Com calçado “sportswear”, inspirado numa fusão de personalidades unidas no respeito pela individualidade na multiculturalidade. A assinatura da marca não podia, por isso, estar mais em sintonia: “Customize your identity” (Personaliza a tua identidade).

O resultado de oito meses de trabalho de sapa entroncou nos primeiros cinco modelos (para homem e para mulher) em fase de comercialização: “Pangea”, “Chimera”, “Melting Pot”, “Helter Skelter” e “Kaleidoscope”. O desenho procura o cliente citadino, cosmopolita e prático, que busca matérias-primas de qualidade (peles naturais), conforto e arrojo para a diversidade de desafios, e papéis, do dia-a-dia. A marca posiciona-se num segmento médio, com os preços a variar entre os 120 e os 180 euros.

BEN GOJI: TODOS DIFERENTES, TODOS DIFERENTES.

Para o empresário que é a cara da Ben Goji, Flávio Resende, o pressuposto de partida não podia ser mais terra-a-terra: um exercício de desconstrução e reconstrução. De quê? Bem, bem vistas as coisas, sapatilhas são sapatilhas e já não haverá muito que inventar na modelagem, certo?

«Quisemos, e queremos, afastar-nos dos estereótipos e cultivar uma imagem vanguardista. Criámos cinco modelos de base, intemporais e adaptáveis a todas as estações, a pensar em diferentes “outfits”, desde os mais clássicos ou sóbrios, passando pelos “street casual”, até aos designados “smart casual”» e por aí fora, explica Flávio Resende.

Ben Goji man
Marca cultiva uma imagem vanguardista

O “twist” veio depois e é do tamanho de Portugal. É que as «cerca de 100 combinações standard possíveis», baseadas no quinteto de modelos e na enorme variedade de cores e texturas, têm apoio de um costumizador “on-line” que «permite reinventar exponencialmente a coleção e gerar mais de nove milhões de variações diferentes», refere o empresário, nascido e criado numa família que dedicou a sua vida ao desenvolvimento do setor do calçado.

«Sempre tive oportunidade de idealizar os meus sapatos e de assistir ao seu processo de produção na íntegra. O facto de ser jovem, com necessidade de construir um futuro, levou a que sentisse vontade de arriscar e aproveitar o “know-how” dos que me rodeiam e a proximidade que tenho com os recursos e as matérias-primas do “cluster” do calçado existente na região de São João da Madeira e Santa Maria da Feira. E foi assim que, em parceria com a Helena Marques, decidimos dar início a este projeto, suportado por uma equipa de modeladores que connosco trabalha», enuncia Flávio Resende.

Toda a lógica de construção da marca foi assente no comércio “on-line”, para onde «está muito direcionada». A presença é extensível a outros “marketplaces”. Quanto a lojas físicas, a Ben Goji tem já produto em «algumas», não fazendo parte dos «objetivos de curto prazo investir num espaço físico próprio», de acordo com Flávio Resende.

Os primeiros passos dados no circuito comercial permitiram entretanto ao fundador da marca recolher um «feedback bastante encorajador», inclusive porque já têm existido encomendas do estrangeiro (“on-line”) e as opiniões dos clientes finais «estão a ser muito positivas».

Exportação da Ben Goji avança no mercado digital

No processo de internacionalização da marca seguirá, numa primeira etapa, o canal eletrónico, um «mercado global» que, confirma Flávio Resende, tentará «aproveitar ao máximo», com um foco muito especial na Europa. «Será feito um investimento em marketing digital para poder impulsionar a marca» em novos mercados, diz o empresário. Sobretudo naqueles onde é – e será – mais vincada a «cultura da diferenciação e do “do it yourself”».

O processo produtivo da Ben Goji usa matérias-primas de origem nacional (só cerca de 20% é que vêm de Itália e Espanha, principalmente) e trabalhadores locais de comércio justo (artesãos com décadas de experiência na manufatura tradicional). A totalidade de materiais utilizados pela marca respeita as normas europeias de produção, tanto de peles como de solas. O “packaging” é feito em papel reciclado e não é usado nada que não venha a ter alguma utilidade para o cliente final.

Erguida com o apoio do Portugal 2020, no âmbito do programa operacional COMPETE, a Ben Goji é uma das novas 27 marcas de calçado nascidas este ano.

Segundo dados do Centro Tecnológico do Calçado de Portugal, avançados pela Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS), a indústria portuguesa do setor assistiu à criação de 342 novas marcas nos últimos 10 anos.

Calçado Ben Goji
São cerca de 100 as combinações “standard” possíveis pela Ben Goji

Sabia que…

a marca Ben Goji traduz uma espécie de alter-ego de todas as pessoas envolvidas no projeto. A etimologia do nome “Ben” deriva da palavra “filho” e “Goji” refere-se às bagas, conhecidas pelas suas propriedades anti-envelhecimento. A Ben Goji procura precisamente transmitir algo como “refresca as tuas ideias, personaliza a tua identidade e antioxida a tua imagem”… De uma outra forma, as designações dos primeiros cinco modelos de sapatilhas têm por trás significações que espelham o ideário do projeto. Sintetizando: “Pangea” funciona como uma metáfora da união; “Chimera” espelha a fusão; “Melting Pot” refere-se à diversidade; “Helter Skelter” aponta a ordem que vem depois do caos; e, finalmente, “Kaleidoscope” simboliza a sinergia e o encaixe de todas as peças…

Alberto Moreira
Assessoria de Imprensa
937033588
[email protected]

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor introduza o seu comentário
Por favor introduza o seu nome