troca de casa para férias

Passado o susto inicial provocado pela pandemia de Covid-19, especialistas prevêem como será o futuro do turismo. E a tendência a ser adotada serão as viagens de carro para destinos próximos, com muita natureza em volta, e hospedagens sem aglomeração. Um reflexo dessa tendência pode ser visto no aumento de 30% no número de associados da BeLocal Exchange, plataforma pioneira na troca de casa para férias da América Latina, durante o período da quarentena.

Nossa empresa foi também afetada com a paralisação do turismo, mas percebemos que, mesmo no isolamento, houve um forte movimento interno e as pessoas não deixaram de pensar e planear viagens futuras, procurando opções de hospedagem segura, como a troca de casa para férias de verão“, afirma Andrea Aguiar, fundadora da empresa.

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Optar pela troca de casa para férias significa poupança, conforto e exclusividade

Segundo Andrea, a plataforma realizou uma pesquisa interna e registrou uma forte tendência entre seus cerca de 1,5 mil associados. “Notámos que eles estavam procurando por casas para hospedagem que ficassem a não mais do 400 km distantes das suas e situadas fora de grandes centros urbanos. As viagens após a pandemia serão mesmo feitas para perto de casa“, observa. A pesquisa mostrou, ainda, que os associados da BeLocal Exchange optaram por uma hospedagem segura para promover o encontro entre familiares e amigos que ficaram tanto tempo afastados. “Muitos de nossos associados alugavam casas para temporada e agora procuram uma opção de hospedagem que seja ainda mais económica“, salienta.

Diferentemente de outras plataformas que cobram um percentual sobre o aluguel de casas, na BeLocal a inscrição é gratuita e não há cobrança de taxas já que o pagamento da associação só ocorre se os associados derem o chamado “match” de casas. “Somos um clube de troca de casas nas férias e feriados em que os associados trocam mensagens, conversam muito e acertam as datas para as viagens. Um associado vai para a casa do outro numa troca feita ao mesmo tempo ou em momentos diferentes e não há taxas embutidas nesse processo“, diz a executiva. De acordo com informações da empresa, a economia nesse tipo de hospedagem pode chegar a 50% dos custos de férias da família e é uma ótima opção para quem possui uma casa de veraneio que permanece sem ocupação durante boa parte do ano.

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Criada em 2017, a startup atua no segmento de hospedagem para viagens e tem associados em mais de 20 países. “Criamos a BeLocal para divulgar esse modelo sustentável de hospedagem especialmente na América do Sul e em países de língua portuguesa, acabando com a crença de que viagens colaborativas não oferecem conforto e são destinadas apenas para jovens. Grande parte de nossos associados são famílias e aposentados que possuem casas de altíssimo padrão como boas casas para férias de qualidade“, observa a executiva.

Até o final de 2021, a empresa vai reforçar esse modelo de turismo, apresentando as vantagens desse modelo de viagens que vem sendo praticado desde a década de 50 por turistas dos Estados Unidos e da Europa. “Esse é um modelo de baixo impacto que favorece o turismo sustentável, protege o meio ambiente e a cultura local e melhora a experiência de sua viagem“, garante Andrea.

Para mais informações

Clara Debom | Email: [email protected]

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