Arquivo do mês de Fevereiro, 2010

Braga: Cáritas mobilizada no combate à pobreza

Domingo, 28 de Fevereiro, 2010

BRAGA (PRESSPOINT/ECCLESIA/LUÍS FILIPE SANTOS) – Durante três dias, membros das Cáritas diocesanas estiveram reunidos o Centro Apostólico do Sameiro, em Braga, para reflectirem sobre as iniciativas a desenvolver no auxílio aos mais necessitados no Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social. “Só com a sabedoria evangélica e caminhos de esperança, estes organismos eclesiais responderão aos malefícios da globalização e às novas formas de pobreza que nascem, frequentemente, nas comunidades paroquiais” – salientam as Conclusões do Conselho Geral da Cáritas Portuguesa de Fevereiro de 2010

A maioria das dioceses está sensibilizada para esta problemática e elencaram-se várias iniciativas: candidatura a projectos, workshops, parcerias com entidades civis, jornadas de reflexão, realização de actividades de rua, exposições, publicação de subsídios sobre esta temática, acções de formação sobre Doutrina Social da Igreja e promoção de actividades lúdicas. As Cáritas diocesanas mobilizaram-se para divulgarem a petição contra a pobreza, no âmbito da campanha «Acabar com a Pobreza já!». Foi divulgado também o site desta iniciativa e dos vários materiais de apoio. Neste mundo desestruturante, o “trabalho silencioso, mas bem visível, das Cáritas têm um papel importante para que o ser humano seja o protagonista, o centro e o fim de toda a vida económico-social”. “A macrocaridade ou a caridade organizada é fulcral para a diminuição das desigualdades sociais” – lê-se no documento final.

Descobrir uma estratégia para a multiplicação dos grupos paroquiais “é um trabalho de paciência”. No entanto, os representantes assumiram que “é fundamental operacionalizar no terreno concreto as convicções que norteiam as direcções diocesanas” – revelam as conclusões. A realidade actual vive “uma crise sistémica e não apenas económica”. Segundo o conferencista, José Magalhães, a situação atingiu “uma magnitude que não dá para continuar esta civilização”. Depois de apresentar as desigualdades existentes e a encruzilhada civilizacional no mundo, o membro da Cáritas Brasileira alertou os representantes portugueses para “os pilares que ajudarão a destruir o mito do consumo e a diminuir a pobreza que aumenta constantemente”. Numa sociedade onde “os gestores de topo ganham mais num dia do que alguns agricultores num ano”, a Igreja reconhece “o labor e a pedagogia que a Cáritas imprime nas suas acções: ajuda os cristãos a descobrir os múltiplos géneros de pobreza, fomenta o voluntariado e concilia a solidariedade com a justiça”. Como, no próximo mês de Maio, Portugal irá receber Bento XVI, a Cáritas Portuguesa irá, com ajuda de outras entidades, “publicar opúsculos sobre o pensamento social do Papa”. Estes subsídios deverão conter “pistas de reflexão que ajudarão a motivar os agentes sociais na sua caminhada profética”.

Durante os trabalhos do Conselho Geral da Cáritas – presidido por D. Carlos Azevedo, presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social – ocorreu uma catástrofe no Chile. Desde logo e através do seu fundo de emergência internacional, a Cáritas disponibilizou “50 mil Euros para as vítimas chilenas e está fraternalmente unida com aquele povo do continente americano”. Os representantes da Cáritas Diocesana do Funchal relataram os acontecimentos vividos pelos habitantes daquela ilha e os rastos de destruição causados pelo temporal. Foram disponibilizados, imediatamente, 25 mil Euros e continua aberta a conta no Montepio Geral «Cáritas Ajuda a Madeira». As Cáritas Diocesanas foram sensíveis aos apelos da sua congénere madeirense e “estão empenhadas na angariação de bens para a população atingida. Este ritmo de perturbações da natureza deve-se ao mau uso da Criação. Uma afirmação que justifica também os acontecimentos no Haiti e no Chile. O ser humano não tem cuidado como devia da natureza” – lê-se no documento final.

Guimarães: Laboratório de Ideias de Negócio

Domingo, 28 de Fevereiro, 2010

GUIMARÃES (PRESSPOINT) – A TecMinho está a convidar os investigadores, os alunos e os ex-alunos da Universidade do Minho provenientes de qualquer área científica a participar na nova edição do IdeaLab – Laboratório de Ideias de Negócio – que decorrerá entre Março e Julho de 2010. Implementado em cooperação com o Departamento de Produção e Sistemas, o IdeaLab é um espaço situado no Campus de Azurém que apoia o desenvolvimento de ideias de negócio através de um processo que engloba formação e acompanhamento individualizado tendo em vista o reforço de competências empreendedoras e o lançamento de novas empresas. Os interessados em frequentar o Laboratório podem participar individualmente ou em grupo até cinco elementos. As inscrições devem ser efectivadas até ao dia 16 de Março de 2010 através do preenchimento de um formulário disponível no site da TecMinho.

Braga: Encontro de Reikianos

Domingo, 28 de Fevereiro, 2010

BRAGA (PRESSPOINT) – A Coordenação de Braga do Projecto Reiki Sem Fronteiras anunciou a realização de mais um Encontro de Reikianos e Amigos no próximo dia 6 de Março – revelou Sara Sousa, que indicou que este encontro incluirá ainda “a elaboração do Mapa do Tesouro”. O local do encontro será no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, na Rua dos Bombeiros Voluntários “e recomenda-se que traga roupa confortável, garrafa de água e o coração aberto para partilhar, escutar e ter novas experiências”.

Ponte de Lima: Comemorações da Outorga do Foral pela Rainha D. Teresa

Domingo, 28 de Fevereiro, 2010

PONTE DE LIMA (PRESSPOINT) – O município de Ponte de Lima realiza no próximo dia 4 de Março as Comemorações da Outorga do Foral de Ponte de Lima, pela Rainha D. Teresa, em 4 de Março de 1125, com um programa cultural que, no presente ano, se centrará na Arte Barroca, atendendo à apresentação pública da obra “O Perfil Artístico das Confrarias em Ponte de Lima na Época Moderna”, da autoria de Paula Cristina Machado Cardona, a realizar pela conceituada especialista em Arte Barroca Prof.ª Doutora Natália Marinho Ferreira-Alves. Na apresentação escrita da obra pode ler-se: “A aturada pesquisa documental a que a Autora procedeu (…) incluiu os respectivos inventários da fábrica, os acórdãos da Mesa, as admissões de Irmãos e as contas gerais de receita e despesa, mas estendeu-se também às actas das Vereações da Câmara Municipal e às Notas dos Tabeliães, onde recolheu um imenso manancial de informações que permitiu identificar a origem de muitas peças e a sua autoria e listar um extenso rol de artistas das mais diversas áreas laborando em Ponte de Lima e nas suas proximidades, que responderam ao apelo mecenático das Confrarias”. Trata-se de um extenso volume de 664 páginas que “constitui mais um precioso contributo para a história da Cultura em Ponte de Lima, que nos orgulhamos de incluir” na Série Estudos e Documentos, com o número 3, da publicação Arquivo de Ponte de Lima.

Póvoa de Varzim: Correntes d’Escritas fecha com homenagem a Rosa Lobato de Faria

Domingo, 28 de Fevereiro, 2010

PÓVOA DE VARZIM (PRESSPOINT) – O Correntes d’Escritas encerrou com uma homenagem a Rosa Lobato de Faria e a entrega dos três prémios literários. A voz desta grande escritora ecoou pelo Auditório Municipal enquanto na tela se projectavam imagens da mulher que se esforçava “por cumprir como mulher, como mãe, como avó, enfim o que quiserem de mim”. Dizia escrever por impulso e sem nunca se importar com o que os outros pensavam dela. “Um livro é um círculo que se fecha”, ouviu-se ela dizer a certa altura, “sou mais escritora do que qualquer outra coisa”, definiu-se. “Embora o tempo vá passando, uma paixão é eterna, não se compadece com essa insignificância que é a morte”.

Luís Diamantino, vereador do Pelouro da Cultura, explicou que “a organização quis com muito sentimento recordar alguém que passou aqui no Correntes d’Escritas. Infelizmente, já alguns amigos nossos têm partido mas continuam connosco”. Recordou que Rosa Lobato de Faria esteve na Póvoa em Dezembro de 2008, para apresentar As Esquinas do Tempo e falou dos seus projectos para o futuro. “O futuro reserva-nos surpresas que não conseguimos aguentar. Esta foi uma delas. Contou-me o Manuel Rui que quando soube da sua morte chorou muito. Penso que choramos todos, quanto mais não seja por dentro”. “Tenho um qualificativo para ela. Rosa Lobato de Faria era uma grande senhora”.

A homenagem deu lugar à entrega de prémios, o último acto desta grande Festa da Literatura que é o Correntes d’Escritas. Recordando que ao longo destes 11 anos mais de três centenas e escritores já passaram pelo Encontro, Luís Diamantino agradeceu a “muita vontade, a muita boa vontade dos participantes e do público, público que não nos faltou”. Os elogios também não, “vieram ter comigo e disseram que isto é único. São pessoas que gostam de livros, que gostam de literatura. Tem sido muito importante contar convosco. Temos pessoas que vieram do Brasil só para assistir ao Correntes, de Braga, de Aveiro, algumas pessoas tiram férias de propósito”. Pessoas raras, “mas precisamos de pessoas assim, que gostem de livros a este ponto”.

Paulo Gonçalves, da Porto Editora, entregou o Prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes d’Escritas/Porto Editora, instituído com o objectivo de, explicou, “incentivar os alunos a partilharem o gosto por contar histórias”. Alunos e professora do 4.º ano do jardim-escola João de Deus subiram a palco para receber o 1.º prémio por A Casa Misteriosa, no valor de mil euros. Este galardão premiou ainda, com o 2.º lugar e €500, os alunos do 4.º B da EB 1 de Ferreiros, Baguim do Monte, com Contou-me o meu avô, e ainda os alunos do 4.º ano, TO2 da EB1 Monte, de Touguinhó, que com João Ratinho à procura de casa alcançaram o 3.º lugar e um prémio de €250. Foram ainda atribuídas menções honrosas aos alunos do 4.º ano da Secção Portuguesa da Escola Europeia do Luxemburgo, exclusivamente pela ilustração de Miguelras em busca de amigos, e aos alunos do 4.º ano AL4, da EB1 / JI de Arcozelo, Santo Tirso, exclusivamente pelo texto de Um anjo diferente. Todos estes trabalhos vão ser editados em livro pela Porto Editora.

Depois, Alfredo Costa, da Papelaria Locus, entregou a Miguel Rocha de Pinho o Prémio Literário Correntes d’Escritas/Papelaria Locus, no valor de mil euros. O jovem, de 18 anos, confessou que se sentiu surpreendido com o impacto que o seu conto, “A História do Velho Entristecido com a Vida” causou no júri. “É um texto que questiona e faz questionar”, explicou. Com o seu texto, que conta a história de um velho que não fez nada para aproveitar a vida. “É necessário trabalho, iniciativa, para as coisas acontecerem”, defendeu.

Por último, foi entregue o Prémio Literário Casino da Póvoa, no valor de 20 mil euros, atribuído a Maria Velho da Costa, por Myra. A escritora não pode estar presente, devido ao mau tempo que impediu a circulação de comboios entre Lisboa e Porto. Em seu nome, António Costa da Assírio & Alvim recebeu o prémio, simbolizado numa Lancha Poveira que, explicou Luís Diamantino, é o símbolo da coragem dos pescadores poveiros, que remete, por isso, “para a coragem dos escritores de lutar através da escrita”. “Ela ficou surpreendida quando soube”, disse o editor. “As outras obras a concurso eram boas e quando se ganha um prémio concorrendo com obras de grande qualidade tanto mais relevo esse prémio tem”.

Braga: Sp. Braga vence Olhanense (3-1) e fica à espera dos resultados de Benfica e F.C. Porto

Sábado, 27 de Fevereiro, 2010

BRAGA (PRESSPOINT) – O Sp. Braga venceu hoje o Olhanense por 3-1 no Estádio Axa e voltou, ainda que à condição, à liderança da Liga Sagres. Tendo estado em desvantagem (o Olhanense marcou primeiro por Djalmir), os arsenalistas não acusaram o golo sofrido e ao intervalo já venciam por 2-1. Tratou-se de uma vitória importante, não só porque para os bracarenses “é proibido” perder pontos como, também, porque se segue a uma pesada derrota no Estádio do Dragão, frente ao F. C. Porto na jornada anterior.

O primeiro tempo teve partes distintas, com o Olhanense a apresentar-se como uma equipa muito organizada durante sensivelmente os primeiros 20 minutos, numa boa circulação de bola, obviando a que o Sp. Braga conseguisse pegar no jogo. O corolário dessa boa toada de jogo dos algarvios havia de surgir com o golo de Djalmir aos 16 minutos (já tinha ameaçado antes com uma bola ao poste depois de uma “prenda” de Hugo Viana, que fez mal um atraso): Castro foi bem servido na direita do ataque do Olhanense, centrou e Moisés não teve arte para impedir o cabeceamento vitorioso do brasileiro do Olhanense. O Sp. Braga foi espicaçado pelo golo algarvio e seis minutos depois Matheus – hoje titular na equipa de Domingos Paciência – concluiria vitoriosamente uma jogada na sequência de um centro de Hugo Viana. Os arsenaçlistas continuaram com o mesmo ritmo e aos 37 minutos Evaldo aproveitou um centro da direita de Paulo César: o brasileiro nunca desistiu de perseguir uma bola que, depois de centrada da esquerda do ataque dos bracarenses, parecia perdida, centrou e Evaldo marcou pela segunda vez a Ventura. A partir daí e até ao apito de Carlos Xistra para o intervalo, os pupilos de Jorge Costa voltaram a impor-se e à toada com que tinham entrado no jogo, depois de um período de alguma inquietude.

Na segunda parte percebeu-se desde logo que o Sp. Braga entrou para, por um lado, gerir o resultado à espera da reacção do Olhanense e, por outro, à procura de mais um golo que lhe desse algum conforto. E foi precisamente isso que aconteceu. À passagem dos 54 minutos Meyong fez o seu sétimo golo na Liga Sagres – Paulo César ganha uma bola ao defesa algarvio, vai à linha e centra atrasado para o camaronês, que rematou para uma acção infeliz do guardião Ventura, que deixou a bola passar por baixo do corpo. A partir daí sentiu-se que, se o Sp. Braga mantivesse a mesma toada, os algarvios não conseguiriam estragar mais uma vitória arsenalista. Com efeito, o Sp. Braga esteve sempre mais perto do 4-1 do que o Olhanense do 3-2. Apesar de se mostrarem como um conjunto que sabe jogar à bola, bem disciplinado tacticamente, com alguns elementos a evidenciar-se (Castro e Ukra, por exemplo), os algarvios nunca conseguiram a acutilância necessária para pôr a baliza de Eduardo em perigo.

O mau tempo que se fez sentir durante todo o dia não fez esgotar a lotação do Estádio Axa – como já tinha acontecido no jogo com o Marítimo -, mas a meia dúzia de milhares de entusiastas que se deslocaram hoje à Pedreira saíram com a convicção de que o desaire no Estádio do Dragão não abanou, de modo nenhum, as intenções firmes de os pupilos de Domingos Paciência continuarem a pensar nesse feito histórico e inédito de virem a ser campeões nacionais.

Viana do Castelo: Cemitério encerrado

Sábado, 27 de Fevereiro, 2010

VIANA DO CASTELO (PRESSPOINT) – O cemitério de Viana do Castelo estará encerrado durante o dia de amanhã, devido à queda de duas árvores de grande porte, hoje, devido ao mau tempo. Segundo uma informação de última hora que está a ser veiculada pela Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal, os serviços municipais já estão neste momento a proceder às intervenções necessárias. Entre outros casos, o mau tempo provocou ainda danos nos telhados nas escolas de Ensino Básico de Carvoeiro e Subportela (Cortegaça) e Deocriste.

Ponte de Lima: Grupo Axis oferece aulas de golfe

Sábado, 27 de Fevereiro, 2010

PONTE DE LIMA (PRESSPOINT/OPÇÃO TURISMO) – Com o objectivo de democratizar a prática do golfe e desmistificar a ideia de que se trata de um desporto elitista, o grupo Áxis vai dar aulas gratuitas desta modalidade no campo de Ponte de Lima. O projecto arrancará a 1 de Março e prolongar-se-á por um ano, destinando-se a todas as pessoas de todas as idades prevendo o grupo contemplar entre 1000 e 1200 novos praticantes, muitos dos quais oriundos de escolas e instituições de solidariedade social. As aulas vão decorrer com o acompanhamento de profissionais e todo o material necessário à prática da modalidade será facultado sem encargos. 

Braga: Claustros Centro de Cópias com campanha promocional até 15 de Março

Sexta-feira, 26 de Fevereiro, 2010

BRAGA (PRESSPOINT) – O Claustros Centro de Cópias – que no próximo mês de Junho completa três anos de actividade sob a direcção de Cristina Louro da Cunha – está a lançar uma campanha promocional, que decorre até ao próximo dia 15 de Março. “Esta campanha incide sobre as impressões a preto, que decidimos situar nos três cêntimos cada, numa iniciativa que é dirigida ao público em geral”, informou aquela responsável. Desde impressões/fotocópias a preto e branco A4 e A3, passando pelas de cores, pela digitalização de folhas até 91,4 cms ou a plastificação de vários formatos, o Claustros Centro de Cópias mantém também serviços de produção de cartões de visita, bordados (em t-shirt’s, bonés e outros), estampagens (de novo t-shirt’s e bonés e ainda equipamentos de futebol), encadernações e impressão de grandes formatos em lona interior e exterior, tela, lona e papel fotográfico. De qualquer forma, Cristina Cunha salienta um serviço em especial – as impressões de grandes formatos a preto e a cores, as vulgarmente chamadas plotagens. O Claustros Centro de Cópias é um estabelecimento especializado situado em pleno Campo da Vinha, no centro da cidade de Braga.

Póvoa de Varzim: Escritores partilharam palavras com alunos da Escola Rocha Peixoto

Sexta-feira, 26 de Fevereiro, 2010

PÓVOA DE VARZIM (PRESSPOINT) – Inês Pedrosa, Leonor Xavier, Manuel Rui e Pablo Ramos estiveram, esta manhã, na Escola Secundária Rocha Peixoto transportando as Correntes d’Escritas ao meio escolar. Leonor Xavier dirigiu-se para uma plateia de cerca de 150 alunos, dizendo “gosto muito de vocês” e acrescentou que no mundo em que vivemos poder dizer alguma coisa a alguém é absolutamente fantástico. Recorrendo a um verso de Carlos Drummond de Andrade “amar aprende-se amando”, a escritora referiu que viver também se aprende vivendo pelo que considera que “não andamos nesta vida por acaso e há um sentido para andarmos por aqui”. Como palavra de eleição, Leonor Xavier revelou que anda muito fixada na palavra “pessoa”, “mexe muito comigo” e fá-la reflectir em questões como “Porquê que certas pessoas passam na nossa vida?” ou “O que é que as pessoas nos deixam na vida?”. Ainda a propósito das palavras, a escritora citou alguns amigos que diziam “As palavras são como plasticina porque podemos moldá-las” e “Todos os dias temos que levar palavras novas para casa”, confessando que “acho bonito que as palavras sejam um pouco de nós”. Inês Pedrosa partilhou com o público que a sua ligação aos livros e à escrita começou muito cedo “a literatura é que me envergou a mim, ainda muito pequenina” e nunca pensou em desistir de escrever, vivendo sempre “na rede das palavras”. Questionada sobre planos para o futuro, a escritora disse que “não sou de fazer projectos”, apenas “tenho sempre outro livro na cabeça quando termino um” e neste momento pensa no seu próximo lançamento que será em Abril. Sobre a dicotomia ficção/realidade, Inês Pedrosa afirmou que “Tenho cada vez mais dificuldade em distinguir a realidade da imaginação. A realidade é assombrosa e muito inspiradora; a ficção é a transfiguração da realidade”. “Escrever é a coisa mais profunda que se faz na vida. Quando não escrevo não sou nada.” declarou Pablo Ramos para quem a escrita é um trabalho espiritual. O escritor argentino define-se como um “escritor moral” e justifica dizendo que escreve histórias nas quais as personagens têm que se confrontar e decidir porque, para si, “uma narrativa de qualidade é sempre moral” porque a própria vida é uma “aventura moral”. “A minha literatura é profundamente social” e retrata uma “realidade que me toca profundamente e se apresenta na minha ficção de modo estruturado”, numa mescla de místico e compromisso político e social, acrescentou Pablo Ramos.