PONTE DE LIMA (PRESSPOINT) – A Biblioteca Municipal de Ponte de Lima premiou os melhores trabalhos no âmbito do Concurso “Contos de Natal 2009”. Dirigido aos alunos do 3.º e 4.º anos do 1.º Ciclo do Ensino Básico, a iniciativa contou com a participação de 21 alunos de diversos estabelecimentos de ensino do concelho, nomeadamente do Centro Educativo de Arcozelo, Escola Básica Integrada de Freixo, Centro Educativo de Vitorino dos Piães e EB1 de Fontão. Com o objectivo de incentivar e estimular os alunos para a leitura, o concurso convidava à elaboração de uma história sobre o Natal. Todos os trabalhos apresentaram um elevado nível de originalidade e criatividade, sendo premiados os textos apresentados pelos alunos do 3.º e 4.º anos, respectivamente, Mariana Filipa do Centro Educativo de Vitorino dos Piães, com “A Pinha Especial de Natal” e José Tomás Abreu da EB1 de Fontão, com “Uma Noite de Sonho”. Todos os participantes vão ser presenteados com certificados de participação e com pastas pedagógicas da Área de Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos.
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Ponte de Lima: Concurso “Contos de Natal”
Quinta-feira, 21 de Janeiro, 2010P. Lanhoso: Programa “Férias Activas – Natal 2009” proporcionou actividades lúdicas e pedagógicas
Quarta-feira, 6 de Janeiro, 2010PÓVOA DE LANHOSO (PRESSPOINT) – Cerca de 30 crianças e jovens participaram em mais um programa de Ocupação de Tempos Livres “Férias Activas – Natal 2009” promovido pela Câmara da Póvoa de Lanhoso, em conjunto com o Projecto Territórios_In (do Programa CLDS, gerido pela Sol do Ave, em parceria com o Município da Póvoa de Lanhoso), e que terminou no dia 30 de Dezembro.
O “Férias Activas – Natal 2009” teve a duração de seis dias, divididos por duas semanas, tendo como principal objectivo oferecer aos participantes actividades lúdico – pedagógicas em detrimento dos jogos de computadores e televisão, que preenchem os dias das crianças e jovens nos dias de hoje.
As actividades propostas foram diversificadas, desde actividades lúdicas como idas ao cinema; jogos aquáticos nas piscinas cobertas; jogos de sala, de entre outras, bem como actividades de carácter mais pedagógico, como as visitas aos Presépios de Garfe e ao Museu do Ouro. Neste Programa também foram abordadas questões ambientais com a dinamização de alguns ateliês que deram mote à reutilização e reciclagem de materiais como a oficina de arranjos de Natal e a decoração de um coração de Filigrana que será apresentado aquando da Heart Parade, iniciativa promovida pela Câmara Municipal.
Neste “Férias Activas – Natal 2009” participaram pessoas com idades entre os 6 e 16 anos, sendo que cerca de 10 foram encaminhadas por alguns serviços parceiros do Projecto Territórios_In, como a CPCJ e a Segurança Social. Estas crianças e jovens puderam usufruir de actividades que, de outro modo, não teriam oportunidade de experimentar.
De referir que o Programa “Férias Activas” foi implementado em 2009, tendo como primeiro momento a ocupação das Férias de Verão dos mais jovens. A ocupação, de forma lúdica e pedagógica, das Férias de Natal constituiu o segundo momento deste Programa. Como novidade em relação às propostas para o Verão, destaca-se a disponibilização de almoços para os participantes, por solicitação não só destes, mas também dos pais e encarregados de educação.
Caminha: Música com “prata da casa”
Quarta-feira, 6 de Janeiro, 2010CAMINHA (PRESSPOINT) – A Câmara de Caminha vai encerrar as comemorações natalícias com a promoção do Prata da Casa – Especial Natal, que terá lugar no Auditório da Santa Casa da Misericórdia de Caminha, no próximo sábado, às 21h30. Este espectáculo musical promete ser mais uma grande noite cultural, onde vão ser interpretadas canções natalícias, tais como White Christmas, Last Christmas, Noite Feliz, Do they know this Christmas, por jovens talentos concelhios, nomeadamente Marta Melo, Sara Pereira, André Silva, Marco Brantner, Rebekah Fernandes, Ricardo Pereira, Rita Gonçalves e Tatiana Silva.
Braga/Freguesias: Associação de Amigos da Paróquia de Celeirós entregou 52 cabazes a famílias carenciadas
Terça-feira, 29 de Dezembro, 2009BRAGA (PRESSPOINT) – É uma iniciativa que vem sendo desenvolvida de há alguns anos a esta parte e que nunca tem merecido grandes “parangonas” em termos de comunicação social – precisamente porque se trata de um gesto de solidariedade que é praticado sempre com espírito de ajuda ao próximo e, por isso mesmo, dispensa publicidade. No entanto, é da mais elementar justiça relevar a acção que a Associação de Amigos da Paróquia de S. Lourenço de Celeirós tem vindo a concretizar e que mais uma vez, este ano, se consubstanciou na entrega de 52 cabazes de Natal a outras tantas famílias carenciadas.
Veríssimo Cruz e Silva, na qualidade de presidente e porta-voz desta Associação “que tem trabalhado sempre na sombra”, realça que “a nossa actividade não teria hipóteses de ser realizada e de alcançar os resultados que alcança se não fossem os apoios que recolhemos ao longo de muito tempo, porque começamos sempre a trabalhar nesta iniciativa muito antes da época natalícia”. Veríssimo Cruz e Silva destaca “os donativos monetários e os géneros alimentícios que nos são gentilmente proporcionados por paroquianos anónimos e por um grupo de empresas, que este ano foram a Sosiflex, Anglotex, Móveis Pimenta, Braguinox, António Cunha Leite, Lda., A. Silva, Lda. e Móveis Pinto Barbosa”.Para o porta-voz da Associação de Amigos da Paróquia de S. Lourenço de Celeirós, “estes contributos foram fundamentais para que conseguíssemos, ainda que minimamente, alegrar e aquecer o Natal destas 52 famílias carenciadas, escrutinadas, de resto, através de entidades competentes”.
A Associação que “continuar a desenvolver esta actividade, entre muitas outras que proporciona ao longo do ano, porque entendemos que se trata de uma forma de darmos, também nós, um pequeno contributo no sentido de amar o próximo”, acrescenta Veríssimo Cruz e Silva.
Ponte de Lima: “O Natal e as Escolas” no Museu dos Terceiros até 31 de Janeiro
Segunda-feira, 28 de Dezembro, 2009PONTE DE LIMA (PRESSPOINT) – O Museu dos Terceiros acolhe, até 31 de Janeiro, a exposição “O Natal e as Escolas”, um evento de cariz educativo promovido pelo Município de Ponte de Lima em colaboração com as escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico (CEB) e respectivos agrupamentos.
Os visitantes poderão apreciar presépios, telas pintadas e colagens, com recurso a variados materiais e técnicas, onde os alunos e também os professores procuraram plasmar as suas memórias associadas ao Natal. São trinta e dois trabalhos, representativos do esforço e dedicação de várias instituições de ensino, suas turmas e grupos docentes: docentes do 1.º Ciclo e Jardim de Infância de Freixo; EB1 de Freixo (4 trabalhos); Jardins de Infância de Friastelas; Freixo; Calvelo; EB1/JI de Cabaços; EB1 de Poiares; EB1/JI de Vitorino dos Piães (8); EB1 de Ponte de Lima (2); Centro Educativo da Gandra (2); EB1 da Correlhã; Centro Educativo da Facha (turma 4.º B); Centro Educativo de Arcozelo (4); EB1 de Santa Comba (3.º e 4.º anos); EB1 de Fontão (2 trabalhos).
O Museu dos Terceiros, instalado nas antigas casas da Ordem de São Francisco de Assis, – ele próprio um grande impulsionador do Natal e autor da primeira reconstituição de um presépio vivo – associa-se a esta feliz iniciativa e lança o convite a todos para uma visita. A entrada é livre.
Braga: Não adiemos o Natal (Homilia de D. Jorge Ortiga)
Sábado, 26 de Dezembro, 2009BRAGA (PRESSPOINT) – O Natal nem sempre é convenientemente interpretado. O Evangelho concentra-nos no essencial e deveria secundarizar outros aspectos que, podendo ser importantes, recebem o significado da compreensão daquilo que é verdadeiramente essencial. Palavras de D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga, na homili9a de Natal.
“O Verbo fez-se carne e habitou entre nós” como luz que ilumina todos os homens embora muitos não o queiram receber, só que a luz deve continuar a brilhar no meio das trevas pois só n’Ele está a vida.
Se as trevas de hoje se adensam, numa perspectiva religiosa e social, Cristo deve continuar a Sua acção no mundo. Sabemos que persiste uma estruturação e descrição da sociedade radicalmente injusta e totalmente corrupta com muitos sinais de desintegração. Mas, em simultâneo, torna-se imperioso reconhecer um mundo e uma sociedade, mergulhadas no meio de mil dificuldades e ambiguidades, mas que é capaz de gerar vida, paz, justiça, solidariedade. Não podemos ficar numa visão pessimista e negativa do mundo.
Só interpretando positivamente a realidade actual seremos capazes de estruturar uma vontade concreta de acreditar que tudo poderá mudar.
No tempo de Advento ouvíamos Isaías perguntar: “Sentinela, em que altura vai a noite?” (Is 21, 14). Ninguém ignora a escuridão que nos é dado viver. Mas, o dinamismo que a comunidade cristã deve manifestar continua a ser interprete de esperança pois “são belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que traz a boa notícia, que anuncia a salvação” (Is 52, 7).
Mais do que nunca a Igreja deve estar intimamente unida ao mundo, sem se confundir ou ter medo dele. Nenhum motivo pode servir para se afastar do mesmo. Ela necessita de, com audácia e sentido de testemunho duma mensagem com parâmetros diferentes, colocar-se uma atitude de solidariedade e permuta mútua com a história, real e concreta, do mundo. Só mergulhando nos seus dinamismos mais íntimos poderá ser “experta em humanidade” e, em nome do Evangelho, entender a sua missão como serviço à família humana.
Caminhar com o mundo, como verdadeira incarnação, e ousar proclamar a fidelidade a Alguém que se fez mundo para a Verdadeira Salvação. “Deus falou muitas vezes e de muitos modos”. “Nestes dias falou-nos por Seu Filho”(Heb 1, 1-2).
É Cristo, nascido em Belém e morto em Jerusalém, que deve falar numa reinterpretação do Seu Evangelho que continua pleno de actualidade. A Palavra de Deus é o grande dom da Igreja que ela deve colocar no coração da humanidade numa atitude humilde e de serviço. Só o Evangelho distingue a Igreja doutras ideologias ou pensamentos sobre a sociedade. Revertida da mesma Palavra nunca poderá olhar o mundo como estranho e aproximar-se dele como algo alheio. Interessa-se, procura conhecê-lo, aprecia-o, alegra-se com o seu crescimento, condivide as suas preocupações, as suas conquistas e interrogações, partilha as suas feridas e ambiguidades, acompanha todos os seus passos e leva os seus pesos para em tudo o amar e servir.
No mundo a Igreja é chamada a mostrar que o Evangelho de Jesus Cristo não é uma realidade do passado. Ele é o futuro autêntico da humanidade porque oferece um verdadeiro olhar sobre tudo o que é humano.
É um futuro que a Igreja e o mundo, em escuta e diálogo mútuos, saberão continuamente a edificar, respondendo às diversas questões da humanidade nunca numa mera perspectiva espiritual, nunca numa dimensão verdadeiramente humana. Em cada ser humano está sempre patente a necessidade de viver melhor neste mundo mas inseparavelmente unida ao desejo de mais alguma coisa. “Nem só de pão vive o homem.” Há algo que transcende o pão. Esquecer ou truncar uma destas dimensões será sempre apostar num desenvolvimento falso que ilude e engana. Só uma acção conjunta destes dois horizontes através da acção eclesial e da acção política, permitirá uma sociedade à medida do homem e realizadora de felicidade.
É nesta convicção que gostaria de congratular-me com quanto o Tratado de Lisboa – que recentemente entrou em vigor – sublinha. “A União respeita e não interfere no estatuto de que gozam, ao abrigo do direito nacional, as Igrejas e associações ou comunidades religiosas nos Estados membros” (Art. 17 §1).
“Reconhecendo a sua identidade e o seu contributo específico, a União mantém um diálogo aberto, transparente e regular com as referidas igrejas e organizações.” (Art. 17 §3).
Com este articulado a Igreja deve concentrar-se no genuíno da sua identidade para poder dar um contributo específico que é único e importante para a construção duma sociedade nova. Com este programa centrado do essencial, pode, deve e quer esperar um diálogo permanente e a propósito das questões estruturantes da sociedade para uma caminhada comum que não só não obstaculriza a laicidade do Estado mas lhe concede o estatuto duma positividade que a todos envolve e compromete na prossecução do bem comum.
O Natal também pode ter este significado e deve conduzir-nos a uma participação cívica que não se detêm perante as dificuldades.
Cristo tem algo a dizer à sociedade portuguesa e importa que o faça pela Igreja como comunhão hierárquica onde todos são corresponsáveis.
É Ele que, em todos os cristãos, deve falar sempre com o exemplo e, frequentemente, com a palavra, chegando a todos os âmbitos da vida. O cristão, homem ou mulher, é este sinal de que o Natal continua a acontecer na política, na escola, na saúde, na administração pública, nas fábricas, no comércio, na indústria…
Se Cristo não nasceu no aconchego dum lar pode significar esta urgência de que chegue pelos cristãos a mundos que parecem nada ter com a vida da Igreja. Esta está em todos os mundos e só os cristãos podem demonstrar a verdade desta doutrina.
O Natal ainda não aconteceu. Isto é maravilhoso. Só a Igreja, sacerdotes e leigos, permitirá que a noite se ultrapasse e resplandeça a aurora dum mundo mais humano e fraterno.
“Aquele amor divino é a luz – fundamentalmente, a única – que ilumina, incessantemente, um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir” (D.C.E. 39). Compete-nos manifestá-lo.
Braga: A Presspoint agradece e retribui os votos de Santo Natal e de um Próspero Ano Novo
Quinta-feira, 24 de Dezembro, 2009BRAGA (PRESSPOINT) – A Presspoint agradece e retribui os Votos de Santo Natal e Feliz Ano Novo que nos foram endereçadas por todos os Amigos nesta quadra festiva: Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC); Jornalista Manso Preto (Viana do Castelo); Eurodeputado José Manuel Fernandes; Equipa Paróquias (Braga); Vítor Silva (Aveiro); José da Rocha (França); Manuel Ferreira (secretário-geral da Associação de Municípios do Vale do Ave – AMAVE); Associação Todos com Esclerose Múltipla (TEM); José Pereirinha (JPerWebDesign, Lisboa); Divisão de Comunicação da Câmara de Santo Tirso; Director do “Diário do Minho”; Paulo Salvador (Braga); Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco (Vila Nova de Famalicão); Câmara Municipal de Valença; Eva Fernandes (Braga); Sara Sousa (Braga); Câmara de Viana do Castelo; Cecílio Regojo (Lisboa); Vânia Coelho (Braga); Henrique Moura (Braga); Agência de Comunicação Tamanho Real (Guimarães); A Pista do Bi (Fafe); Albino Gonçalves (Braga); João Russell (presidente da Junta de Palmeira); CEPSA; Ana Margarida Pinto (Câmara de Melgaço); Francisco Pinto (Aveiro); Tolniber (Braga); José Inteiro (Braga); Espaço Psi (Lisboa); Gabinete de Imprensa da Câmara de Monção; Gabinete de Comunicação do Município de Ponte de Lima; SBP – Sérgio Bruno Peixoto (Braga); Eusébios, SA; Comunicar Essência (Lisboa); TAP Air Portugal; CP – Comboios de Portugal; Makro (Braga); Booking.com On-line Hotel Reservations; Geotur; Grantur; Maria do Sameiro Guimarães (Fehst Componentes, Lda, Braga); Município da Póvoa de Lanhoso; Gabinete de Comunicação da Câmara de Caminha; Câmara Municipal da Trofa; Carla Miguel (Braga); Eurocid – Centro de Informação Europeia Jacques Delors; José Gomes (administrador do MARN); Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos Veterinários; Câmara Municipal de Braga; Inlook – Eventos & Produções, Lda (Braga); Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão; Artur Coimbra – Divisão de Educação e Cultura da Câmara Municipal de Fafe; António Rocha (A.Rocha.Contabilidade, Braga); Cândida Fernandes (Braga); BizLab Portugal; Terminal A (Madrid); Mesquita Guimarães, Agro-Florestal, Lda (Vila Nova de Famalicão); Câmara Municipal de Vila Verde; Rádio Clube Português; Theatro Club da Póvoa de Lanhoso; ABRA – Associação Bracarense dos Amigos dos Animais; Auto SAPO; Patrícia Gomes (VENCA, Lisboa); Departamento Comercial da WebLX (Lisboa); António Almeida (Braga); Virgínia Maia (Vila Nova de Famalicão).
Braga: Histórias de outros Natais
Quinta-feira, 24 de Dezembro, 2009BRAGA (PRESSPOINT/ECCLESIA) –- É a Braga que o Reitor da Universidade Católica Portuguesa regressa para recordar o Natal da sua infância. São recordações de uma “festa de família vivida de uma maneira espiritual muito intensa”. Numa casa de família onde cabiam muitos mas havia “muitíssimos”, a primeira a fazer era montar o presépio. Este é apenas um exemplo de histórias de outros natais – do voluntariado às missões militares, passando pelos tempos da infância, memórias natalícias na primeira pessoa
Das memórias da infância às celebrações que se estendem pela noite dentro, em casa ou na Igreja, raras são as pessoas que não carregam pela vida fora os cheiros, os perfumes e os sabores desta quadra.
Cada ano ele chega e, em todos os anos, essa magia própria do que nós não controlamos – pois que o Natal não é mesmo quando um homem quer, felizmente – entra pelas nossas vidas, provocando um espanto natural, um frenesim que nos leva a sair do que é habitual, dos pesos que esmagam os dias, das sombras que tapam o lado de lá da vida, onde os valores que fundaram a nossa civilização existem na prática e não como meras utopias.
O semanário Agência ECCLESIA traz histórias deste Natal, vivido em circunstâncias diversas: em missão, na prisão, com militares, num hospital.
Andreia Carvalho, dos Leigos para o Desenvolvimento, diz que o Natal que passou em missão foi o “mais simples e mais próximo do essencial que vivi e não sentíamos que precisávamos de prendas, porque a verdadeira prenda era poder estar em missão e viver o nascimento do Salvador num contexto mais próximo do qual Ele nasceu. A verdadeira magia era Ele nascer também ali, no outro lado do mundo. A verdadeira alegria era a confirmação de que Ele nasce sempre e mesmo para todos”.
O Capelão Benjamim Silva, da Uneng 3 no Líbano, escreve que ali “somos todos promotores duma cultura solidária, tolerante, que promova a justiça social e a igualdade de oportunidades. Estes são os presentes que oferecemos ao Menino, a este país, neste Natal. Nações Unidas, qual «voz no deserto», preparando os caminhos da vinda do Senhor Jesus, palavra reveladora do Amor do Pai”.
Do Continente às Ilhas, muitas são as tradições, misto de religioso e profano, que transformam estes dias em celebrações únicas. Presépios, autos de Natal, Missa do Galo, consoada ou o madeiro de Natal são muitas das palavras que ganham um novo significado nesta quadra.
No Programa da Igreja Católica na Antena 1 desfiam-se, por estes dias, histórias de outros Natais, na primeira pessoa, que lembram as tradições do nosso país. Este é um tempo como nenhum outro, na vivência comunitária e familiar, tendo gerado um pouco por todo o país modos próprios de o celebrar e de lhe apreender o significado.
Maria do Rosário Carneiro lembra, da sua infância, “o frio” do Baixo Alentejo, os cobertores que não a deixavam mexer, uma lareira “sempre a crepitar” e as filhoses “transparentes, a estalar, a rebentar na boca”. A Missa do Galo enchia a igreja de pessoas que nunca lá iam, no meio do frio e na escuridão, sem electricidade.
No meio dessa memória “escura, misteriosa” surge a “ideia constante, que me acompanhou sempre”, a família. Hoje, a sua casa recebe mais de 30 pessoas, “é o sítio do Natal”.
O Pe. Vítor Melícias fala numa “interpelação ao nascimento”, de relações, com afecto, como as familiares. Os Natais da sua infância foram passados numa aldeia pobre do Concelho de Torres Vedras, com oito irmãos, “em tempos de guerra, difíceis”. O estímulo à “partilha do amor, do carinho e da ternura” lançava-os na “ânsia” do Menino que estava a chegar, que mesmo no meio da pobreza tinha presentes para entregar.
O Franciscano destaca a representação do Natal feita por São Francisco, recordando o “Menino pobre”. Ainda hoje, os religiosos precedem a liturgia natalícia de um gesto próprio, chamado “o despertar do menino”, isto é, depois da consoada, regressam às suas celas, preparando-se para celebrar o grande momento. Fechadas as luzes, o superior vai com o Menino a cada quarto, despertar para as Matinas ou as Laudes, para a Eucaristia, cantando em Latim “Christus natus est nobis. Venite, adoremus”.
E, como se referiu no início, é a Braga que o Reitor da Universidade Católica Portuguesa regressa para recordar o Natal da sua infância. São recordações de uma “festa de família vivida de uma maneira espiritual muito intensa”. Numa casa de família onde cabiam muitos mas havia “muitíssimos”, a primeira a fazer era montar o presépio.
A memória recua alguns anos. E pára em São Domingos de Benfica, na cidade de Lisboa, onde a jornalista Alberta Marques Fernandes passava o Natal com os pais e os seus cinco irmãos. A imensa partilha humana, a missa do galo e um Natal muito simples, em que “a oração era o mais importante, para agradecer a Deus tudo o que tínhamos conseguido durante o ano e o estarmos em família”. “Eram momentos de grande partilha, de grande união”, recorda. A troca de presentes passava por “coisas emprestadas, feita por cada um de nós”, valorizando “aquilo que era realmente importante na vida e não o acessório”.
A jornalista Aura Miguel regressa aos cinco anos e à manhã do dia 25 de Dezembro, quando de manhã saía da cama para ver a chaminé por onde tinha passado o Menino Jesus. “Achava fascinante, pensava mesmo que era o Menino Jesus que tinha deixado os presentes”, confessa. “O essencial no tempo de Natal são as coisas cristãs”, indica, lamentando o “barulho das luzes”. Da altura conserva a tradição “centrada no presépio” e diz que vive o Natal como “um tempo lindíssimo que ajuda a repor as coisas essenciais da vida”.
A tradição da Missa do Galo seguida de consoada com muitos primos e tios é a memória infantil do jornalista Francisco Sarsfield Cabral no Natal. O seu pai era o 13.º filho de 14, pelo que “havia muita gente”. Só muito tarde viu entrar nestas celebrações a “árvore de Natal”, porque o importante “era fazer o presépio, colocar as figuras, o musgo”, um trabalho que gostava de fazer. Brincadeiras que hoje “parecem de Carnaval” e o peru na ceia eram marcas obrigatórias. Hoje, com 70 anos e dez netos, reúnem-se todos em casa no final do dia 25, em volta do presépio.
Braga: Vivências do Natal no Minho
Quarta-feira, 23 de Dezembro, 2009BRAGA (PRESSPOINT/ECCLESIA) –- A quadra natalícia na região de Guimarães começa a 16 de Dezembro, Dia da Senhora do Ó, com a novena em honra do Menino Jesus que é organizada e dinamizada por grupos de rapazes e raparigas. Actos preparatórios que terminam na noite de consoada com a missa da Meia -Noite, mais conhecida como a Missa do Galo. Depois da celebração, as pessoas, com o melhor fato que tinham (fato de ver a Deus), ficavam no adro a conversar muito tempo. Há um século, a noite de Natal No Minho exigia vinho quente fervido com mel, passas de Alicante e canela, enquanto se ultimava a ceia. O bacalhau é rei à mesa da consoada, sempre acompanhado de polvo cozido, batatas e couves galegas. Outrora o bacalhau não chegava à serra por isso o prato tradicional daquela gente é o Peru ou então o melhor galo da capoeira.
A refeição da noite de Natal congrega as famílias, que ainda fazem os seus doces à moda antiga: rabanadas, aletria, formigos e o bolo-rei. O bacalhau já está de molho há quatro dias “que ele é alto e precisa de muitas mudas” – diz o povo minhoto, o polvo, as tronchudas e a couve-galega escolhidas na horta ficam à espera de mais umas noites de geada. É, sem dúvida, a Ceia de Natal “o mais solene banquete da família minhota” – di-lo já Ramalho Ortigão, no seu livro «Farpas».
Uma festa de e em família que reúne na mesma mesa miúdos e graúdos para celebrarem o nascimento do menino. Não se levanta a mesa – para as “alminhas” e os “anjinhos” comerem de noite, se quiserem (e que lhes faça bom proveito) – assim rezam algumas das tradições mais familiares do Alto Minho.
As lareiras das cozinhas patriarcais «recebem» a fogueira de Natal, que muitas vezes se prolonga até aos Reis. O grande reizeiro ou canhoto arde lentamente até se transformar “em cinzas que muitas vezes são guardadas para livrar das trovoadas de Inverno” – diz o adágio popular. Tradições que não diferem muito da aldeia para a cidade porque “não há família que tenha uma vivência cristã que deixe passar despercebida a quadra do Natal”. Na Serra de Arga a fogueira, as pinhas e os pinhões também fazem parte do ritual.
Braga: Missas de Natal (a única celebração do calendário litúrgico com três eucaristias diferentes)
Quarta-feira, 23 de Dezembro, 2009BRAGA (PRESSPOINT/ECCLESIA) –- Actualmente, o Natal é a única celebração do calendário litúrgico que contempla três eucaristias: a da noite, a da aurora e a do dia. O Natal significa o nascimento de Cristo, que se revive numa celebração próxima da meia noite, pela convicção de que o nascimento terá ocorrido por essa hora. Por tradição se associa a época natalícia à família, pois o nascimento de uma criança é sempre motivo de reunião e celebração.
A missa foi introduzida nas celebrações do Natal pelos católicos no ano 400, séc. V. Até aqui a única celebração da Igreja era a Páscoa. Esta celebração terá começado na basílica erigida no monte Esquilino, dedicada a Nossa Senhora. A escolha do dia 25 prende-se com uma convenção da Igreja, uma vez que não é possível determinar a data precisa do nascimento de Cristo. O dia 25 era considerado pelos pagãos como o dia do Sol (coincide com o solstício de Inverno). Para os católicos Deus é a luz do mundo, daí a associação a este dia.
O Natal é a única celebração do calendário litúrgico que contempla três eucaristias: a da noite, a da aurora e a do dia. Destas três celebrações, a da noite (do galo) é a que reúne os aspectos históricos e humanos do nascimento de Cristo. Segundo São Gregório Magno a missa da noite comemora o nascimento temporal de Jesus; a da aurora ou do galo, celebra o nascimento de Jesus no coração dos fiéis; a missa do dia ou da festa, evoca o nascimento do Verbo no seio do Pai, ou segundo o Cónego António Neiva, professor de liturgia, “a última vinda de Jesus”. Celebrada à meia-noite, a missa do galo, «in galli cantu», passou a ser a primeira da sequência litúrgica. Seguia-se-lhe a da «aurora» ou missa de alva (introduzida no século VI) e a missa própria do dia, que no século IV fora a primitiva celebração da festa religiosa do Natal.
O professor de liturgia da Faculdade de Teologia da Universidade Católica de Braga reflecte que “actualmente só se celebra a missa de manhã e a do meio-dia. A chamada missa do galo decaiu muito sendo quase celebrada apenas em grandes Catedrais”, explica relembrando Roma, Lisboa ou até mesmo em Braga. A forma de celebração não é estática. “Também porque a liturgia é dinâmica, está em evolução contínua”. Assim a forma a forma de o Natal ser celebrado: cânticos, homilia, os gestos vão mudando. “Com o andar do tempo a linguagem fica desactualizada e é necessário renovamento”, manifesta o Professor de liturgia.
A expressão “Missa do Galo” é específica dos países latinos e deriva da lenda ancestral que aponta ter sido a única vez que um galo cantou. Uma outra lenda, de origem espanhola, conta que antes de baterem as 12 badaladas da meia-noite de 24 de Dezembro, cada lavrador da província de Toledo, em Espanha, matava um galo, em memória daquele que cantou três vezes quando Pedro negou Jesus, por ocasião da sua morte. A ave era depois levada para a Igreja a fim de ser oferecida aos pobres, que viam assim, o seu Natal melhorado. Era costume em algumas aldeias espanholas e portuguesas, levar o galo para a Igreja para este cantar durante a missa, significando isto um prenúncio de boas colheitas.
Nos primeiros séculos, as vigílias festivas eram dias de jejum. Os fiéis reuniam-se na Igreja e passavam a noite a rezar e a cantar. A Igreja era toda iluminada com lâmpadas de azeite e com tochas. A iluminar a Palavra de Deus havia círios e tochas junto do altar, enquanto que as paredes eram revestidas de panos e tapetes. O templo era perfumado com alecrim, rosmaninho e murta. Em alguns locais mais frios, era costume deitar palha no chão para aquecer o ambiente.
O jejum da vigília conduzia ao desprendimento e contemplação do mistério religioso. Quando se aboliu o jejum, o povo continuou a chamar consoada à ceia de Natal, embora fosse mais abundante. Como era costume comer peixe, esta tradição continuou. O termo “consoada”, que significa pequena refeição, surgiu no Séc. XVII, mas só se divulgou quando a classe mais rica começou a realizar uma pequena refeição após a missa da vigília do Natal. Nas últimas décadas do séc. XIX e primeiras do séc. XX, a pobreza no meio rural era muito grande, e para boa parte da população era uma noite igual às outras.
A vigília de Natal começava com uma oração, com a leitura de Palavra de Deus, pregação e com um canto. Após a missa seguia-se a representação de um auto de Natal, dentro da Igreja. Antes do sol nascer, rezava-se a missa do galo ou da aurora. A meio da manhã do dia 25, celebrava-se a missa da festa. Ao entrar na Igreja, a grande curiosidade era o presépio. A missa de Natal começava com um cântico natalício. No momento do “Gloria in excelsis Deo”, as campainhas tocavam para assinalar o nascimento do Redentor. No fim da missa, todos iam beijar o menino. Em algumas Igrejas, o presépio estava tapado até à altura do cântico.